Líderes evangélicos se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro para tratarem sobre a reforma Tributária. O encontro foi intermediado por deputados da Frente Parlamentar Evangélica.
A conversa foi “preventiva” a fim de mostrar para o presidente que os
religiosos desejam que a Constituição continue valendo e que as igrejas
não sejam taxadas com a nova reforma tributária.
Após o encontro com evangélicos, como a Bancada Evangélica, o
missionário R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de
Deus, e o deputado e pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) descartou a possibilidade de estabelecer taxas para igrejas, que atualmente possuem imunidade tributária no Brasil.
“Se chegarmos à conclusão que tem amparo legal para você acabar com
alguma taxa, então acaba. Chega de taxar os outros”, disse ,
referindo-se também a impostos de outros setores. Segundo ele, o assunto
“vem sendo discutido com vários setores da sociedade”, e não apenas com
os religiosos.
“Uma coisa importante também é descomplicar. Não pode cada igreja ter
que ter um contador, ninguém aguenta isso”, comentou, defendendo a
simplificação da prestação de contas de entidades
religiosas. Questionado se quer facilitar a vida de pastores, Bolsonaro
afirmou que quer “fazer justiça para os pastores”.
Evangélicos reclamam da obrigação de organizações religiosas pagarem
imposto sobre a renda dos pastores e também pedem que as entidades sejam
liberadas de determinadas demonstrações contábeis. Embora protegidas
por lei de tributação na sua arrecadação, as igrejas possuem obrigações
acessórias para obter a isenção, o que pode gerar multas.JM
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