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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Posse de deputados reúne 30 mil pessoas na Câmara dos Deputados

A posse dos deputados da 56ª Legislatura foi bastante concorrida, nesta sexta-feira (1), atraindo cerca de 30 mil pessoas para a Câmara, segundo a Polícia Legislativa. Normalmente, circulam diariamente pela Casa um total entre 16 e 20 mil pessoas. Um dos motivos é justamente a entrada de 243 deputados de primeiro mandato, muitos ligados ao PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Eles trouxeram amigos e familiares, que também tiveram a oportunidade de acompanhar tudo por telões em outros espaços.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que presidiu a sessão, leu o juramento que cada um dos 513 deputados tem que fazer em Plenário:
"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição; observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro; e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil. (...) Rogo aos senhores parlamentares que um a um, de acordo com a chamada nominal, pronunciem as seguintes palavras: Assim, o prometo."

No Plenário, os deputados do PT e de outros partidos de oposição tomaram vários assentos à esquerda da entrada principal e os deputados do PSL ocuparam as vagas da direita, lembrando a polarização da sociedade nos últimos anos. Os deputados fizeram seus juramentos sem o auxílio do microfone para evitar discursos pequenos, mas vários gritaram palavras de ordem como "Lula Livre" ou "Mito" em uma referência a Bolsonaro.

Também foram feitas referências ao ex-deputado Jean Wyllys, que renunciou ao mandato por causa de ameaças de morte e à vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado. Ambos do PSOL. Também foi feita uma homenagem ao jornalista Wagner Montes, que havia sido eleito deputado pelo PRB-RJ, mas morreu no dia 26 de janeiro.

Nas conversas com os jornalistas, os deputados já buscaram marcar suas posições em relação ao governo Bolsonaro e às reformas que ele pretende mandar para a Câmara. Um exemplo é a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ):

"De fato, as pautas que se apresentam para nós são pautas de retrocesso no campo dos direitos civis, de reformas estruturantes que atingem frontalmente os direitos das mulheres e dos homens trabalhadores do país. A reforma da Previdência em particular é um tema que eu lido há 30 anos aqui e que vai atingir o mundo dos trabalhadores de menor renda e isso é muito grave. Coloca em risco a aposentadoria do povo trabalhador. Vai ser um enfrentamento duro, difícil. Mas nós estamos nos organizando não apenas na esquerda, mas nós precisamos juntar deputados também do campo mais amplo para que a gente tenha garantia de vitórias aqui."

Pelo lado governista, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) destacou a disposição dos deputados que, como ela, estão estreando na Câmara:
"A pauta número um é a agenda econômica, a aprovação da reforma da Previdência. Essa é uma pauta nossa, do partido e uma pauta do governo. As minhas pautas, além dessa, envolvem o combate à corrupção. Já no dia 4 eu vou colocar aí um projeto em relação ao combate à corrupção, as questões que envolvem educação. E agora tem um tema que não dá para abrir mão, que é a CPI das Barragens. Para a gente investigar o que aconteceu em Brumadinho e punir os culpados. Então, esse vai ser um ano com muita agenda, muita pauta. Porque a maioria dessa turma que chegou veio a trabalho e não a passeio. Então a gente veio para fazer a diferença e a gente vai fazer a diferença nesse Congresso Nacional."

A bancada feminina cresceu e passou de 51 para 77 deputadas, com destaque para Joênia Wapichana (Rede-RR), que é primeira deputada indígena a ocupar o cargo. 75% deputados se declararam brancos, em uma participação bem superior à da sociedade, que é de quase 48%. 415 dos 513 deputados têm nível superior completo e a profissão mais declarada é a de empresário, com 107 deputados.

Quatro deputados são ministros e serão substituídos por suplentes: Onyx Lorenzoni, da Casa Civil; Osmar Terra, da Cidadania; Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo; e Tereza Cristina, da Agricultura. camaranoticias
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