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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Coronavírus: Malafaia pedirá que fiéis não deem as mãos

A precaução com o coronavírus envolve diversos lugares com grande aglomeração. Por conta das recentes notícias, vários locais começam a tomar procedimentos para evitar uma possível contaminação e epidemia da doença. Com as igrejas, a história não é diferente.

Analisando os últimos fatos, o pastor Silas Malafaia vai recomendar no tradicional culto de Santa Ceia da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) que os fiéis não deem aos mãos na hora de cantar os louvores e evitem abraços, beijos e apertos de mão.

O recado será dado no primeiro culto do dia, às 9h30, que tem transmissão simultânea para outras ADVECs pelo país.

Na mensagem, o pastor também reforçará que os fiéis lavem as mãos com mais frequência e que, caso estejam com sintomas de gripe, evitem comparecer à igreja e procurem ajuda médica. A recomendação será reforçada no site da igreja.

– Não vamos brincar, não somos alienados e idiotas, achando que estamos imunizados e que nada vai nos pegar… A Bíblia manda a gente ser prudente – diz ele.

Entretanto, o pastor Silas reforça que não quer criar um tom alarmista, que seria prejudicial às pessoas.

– Não é bom nem o coronavírus e nem a pessoa emocionalmente abalada com medo de tudo – completa.
 PN

Congresso pode votar veto ao orçamento impositivo na terça-feira

Senadores e deputados podem votar na próxima terça-feira (3) o veto parcial do presidente Jair Bolsonaro (VET 52/2019) a um projeto de lei aprovado pelo Congresso que inclui o chamado orçamento impositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A sessão está marcada para as 14h.

Em dezembro, Bolsonaro sancionou a Lei 13.957, de 2019, com mudanças na LDO. Mas o presidente barrou o dispositivo que dava prazo de 90 dias para o Poder Executivo executar as emendas ao Orçamento sugeridas pelos parlamentares. Com o veto, o Palácio do Planalto recupera a prerrogativa de decidir o destino de R$ 30 bilhões em 2020.

Em fevereiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou um acordo para resolver o impasse sobre o orçamento impositivo. Segundo ele, a solução seria derrubar o veto ao caput do artigo barrado pelo Poder Executivo. Com isso, a execução das emendas parlamentares respeitaria as indicações e a ordem de prioridades estabelecidas pelos parlamentares — da forma como foi definido no projeto do Congresso. Em contrapartida, senadores e deputados manteriam o veto aos parágrafos daquele mesmo artigo. Isso tonaria sem efeito o prazo de 90 dias para o empenho das emendas.

Mas, nesta semana, senadores do Podemos divulgaram vídeos em redes sociais para defender a manutenção do veto de Jair Bolsonaro. O líder do partido, senador Alvaro Dias (PR), classificou como “rachadão” o dispositivo que obrigaria a execução de R$ 30 bilhões em emendas parlamentares.

— É um dispositivo inusitado. Queremos que os recursos públicos sejam distribuídos corretamente, levando em conta as prioridades do povo brasileiro. Esse modelo permite desvios. Não podemos abrir portas para a corrupção e temos que cuidar da correta aplicação do dinheiro público. Vamos trabalhar para manter o veto do presidente da República. Não aceitamos acordo de tipo nenhum — disse.

Para o vice-líder do Podemos, senador Eduardo Girão (CE), não é papel dos parlamentares gerenciar verbas públicas. Segundo ele, essa é uma prerrogativa do Poder Executivo. Girão destacou ainda o risco de que dinheiro do Orçamento seja desviado para financiar campanhas municipais em outubro deste ano.

— Esses R$ 30 bilhões vão ser distribuídos para parlamentares em ano eleitoral. O que vai ser feito desse dinheiro? O Brasil tem um déficit primário gigantesco. Para pagar os salários dos servidores públicos, a Previdência e os gastos obrigatórios, já temos um déficit de R$ 40 bilhões. E querem pegar R$ 30 bilhões, que é um dinheiro emprestado, para parlamentares distribuírem em emendas pelos municípios do Brasil — alertou. 

Outros vetos

Outros sete vetos estão na pauta do Congresso, e quatro deles impedem a votação de outras matérias. O VET 47/2019 trata de mudanças na Lei do Simples Nacional (Lei Complementar 123, de 2006): o presidente da República vetou parcialmente o Projeto de Lei da Câmara 113/2015, que autoriza a constituição de sociedade de garantia solidária e de contragarantia. Jair Bolsonaro barrou, entre outros, o dispositivo que limitava a participação de cada sócio a 10% do capital social.

Os parlamentares podem analisar ainda o VET 48/2019, aposto à Lei 13.932, de 2019, que cria que novas modalidades de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O presidente vetou dispositivos que fixavam percentual de resultado do FGTS como condição para a concessão de descontos em projetos de habitação popular para famílias de baixa renda.

O Congresso também deve votar o VET 50/2019, que trata dos contratos de desempenho no âmbito da administração pública federal (Lei 13.934/2019). O item vetado obrigava os administradores a assegurar recursos e meios necessários à execução do contrato de gestão.

Outro item na pauta é o VET 51/2019. Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto que previa o acompanhamento do Ministério Público na apuração de crimes de lesão corporal leve contra menor.

O Congresso pode analisar ainda os vetos 53/2019, 54/2019 e 55/2019, que não trancam a pauta de votações.
Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Fiéis diminuem contato em cultos para evitar coronavírus

Arquidioceses e dioceses da Igreja Católica no Brasil divulgaram entre quinta (27) e sexta (28) uma lista de medidas preventivas para evitar possíveis contágios do novo coronavírus durante missas e celebrações, segundo a Agência Brasil.

Entre as recomendações, há cuidados para os fiéis e os celebrantes das missas. Em nota divulgada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Saúde destaca que é preciso primeiramente trabalhar a prevenção e divulgar, o máximo possível, informações importantes nas cartilhas da saúde sobre o vírus e as formas de contágio.

A CNBB explica que a responsabilidade de indicar as normas é de cada arquidiocese e diocese, que deve observar a realidade local e fazer suas recomendações.

– Cabe, portanto, aos arcebispos e bispos orientarem seus sacerdotes, bem como aos fiéis observarem as regras de higiene compatíveis com o momento – informou.

Arquidioceses como as de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e João Pessoa pediram que a comunhão eucarística seja recebida nas mãos pelos fiéis, em vez de diretamente na boca.

O momento da oração do Pai Nosso, a mais importante do cristianismo, deve ser realizado sem o contato manual entre os fiéis. Tradicionalmente, esse é um momento das missas e celebrações em que as pessoas fazem a oração de mãos dadas.

Outra recomendação é evitar os abraços no momento da “Paz de Cristo”, substituindo o gesto por uma leve inclinação de cabeça.

Às paróquias sob sua liderança, a Arquidiocese do Rio pede ainda que haja recipientes de álcool gel acessíveis e que os celebrantes higienizem bem as mãos.

Dom Roberto Ferreira Paz, bispo referencial da Pastoral da Saúde, ressalta que é preciso passar as informações com objetividade para evitar pânico e surtos de irracionalidade.

Com apenas um caso confirmado em São Paulo até a tarde de ontem, o Brasil não vive um surto da virose. No balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, o país tinha 182 casos suspeitos sob monitoramento.

Para evitar que os números cresçam, o Ministério da Saúde recomenda cuidados como lavar sempre as mãos com água e sabonete por ao menos 20 segundos, e evitar levar as mãos não higienizadas aos olhos, nariz e, principalmente, à boca. Na ausência de água e sabonete, álcool em gel é uma opção para realizar essa higienização.

Superfícies tocadas com frequência também devem ser limpas e desinfetadas, e utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros não devem ser compartilhados.

No momento de tossir ou espirrar, é recomendado o uso de um lenço de papel para cobrir boca e nariz, em vez de usar as mãos. Esse lenço deve ser descartado após o uso.

O ministério também explica que não há nenhum medicamento, chá, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.
*Folhapress

Damares Alves | "Porque essas igrejas não fazem uma parceria conosco?"

"A igreja pode colaborar com a transformação da nação." Com essas palavras, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu em entrevista exclusiva à DW o papel social das igrejas evangélicas no Brasil

"Temos falta de casas de abrigo para mulheres vítimas de violência. Por que essas igrejas não fazem uma parceria conosco, cedendo o seu espaço físico para abrigar essas mulheres?", questionou, ao também sugerir que as igrejas podem colaborar para a interiorização dos venezuelanos que buscam refúgio no Brasil. "Se cada igreja trouxesse um venezuelano e cuidasse, nós resolveríamos o problema da fronteira", disse a ministra, que é pastora evangélica. 

Damares Alves concedeu entrevista à DW nesta quinta-feira (27/02), no escritório da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, onde participou da sessão de alto nível da Comissão de Direitos Humanos da ONU

A ministra teve ainda um encontro com a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que incluiu o Brasil na lista de países onde há preocupações sobre direitos humanos. Bachelet disse que se proliferam no país "ataques e até assassinatos de defensores dos direitos humanos, entre estes, muitos líderes indígenas". "Também há um aumento das requisições das terras de indígenas e afrodescendentes, além de esforços para deslegitimar o trabalho da sociedade civil e seus movimentos", afirmou. 

ONGs de direitos humanos, como a Human Rights Watch, avaliam que o primeiro ano do governo Bolsonaro foi desastroso para os direitos humanos e afirmam que o presidente incentiva a polícia a executar suspeitos. O excludente de ilicitude, que o presidente e o seu governo defendem, é uma licença para matar, afirma a ONG. 

Na entrevista à DW, Damares argumentou que os direitos humanos "nunca foram tão debatidos no Brasil" e questionou a natureza das denúncias contra o governo: "Se você observar, quem está fazendo essas denúncias genéricas é a esquerda. Eu acho que só pelo fato de ser a esquerda que está denunciando, já poderíamos desconfiar que tem alguma coisa errada." 

Ela também defendeu o projeto de lei do presidente Jair Bolsonaro para permitir a mineração em terras indígenas. "O presidente Bolsonaro não vai sair com uma pá nas costas e um balde e dizer 'eu vou garimpar'. Se o Congresso decidir que haverá mineração legal em áreas indígenas, ela vai acontecer e vai ter critérios, parâmetros e regramento. O garimpo ilegal no Brasil acabou", afirmou. 

A ministra também confirmou que os trabalhos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos devem ser encerrados ainda no primeiro semestre deste ano. "Nós temos pressa em dar resposta à sociedade", disse. 

Quando questionada sobre a campanha lançada por seu ministério de prevenção à gravidez na adolescência, que não menciona o uso de camisinha ou de qualquer método contraceptivo e promove a "reflexão" sobre os efeitos de uma gestação precoce, a ministra afirmou: "Eu teria que ir para a cadeia ou para um hospício se eu dissesse que vou combater a gravidez precoce apenas com a abstinência."

DW Brasil: Mais de 30 denúncias de violações de direitos humanos já foram apresentadas perante à ONU contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. Principalmente no exterior, há um entendimento de que o Brasil passa por um momento de profundos retrocessos em matéria de direitos humanos. A senhora concorda?
 
Damares Alves: De jeito nenhum. As denúncias apresentadas são genéricas, não apresentam fatos. Nós gostaríamos de conhecer os fatos, mas eles não aparecem. O que nós estamos vendo é o seguinte: é um grupo muito incomodado porque não está no poder. Isso está muito claro. O presidente Bolsonaro foi eleito de forma legítima, com a maioria do eleitorado. Ele veio com uma nova proposta, que é a universalização dos direitos. Então, há um grande incômodo.


Se você observar, quem está fazendo essas denúncias genéricas é a esquerda. Eu acho que só pelo fato de ser a esquerda que está denunciando, já poderíamos desconfiar que tem alguma coisa errada. Você não vê nenhuma instituição de direita denunciando que o presidente está violando direitos. 

Os direitos humanos nunca foram tão debatidos no Brasil como hoje. Segundo pesquisas, quais são os ministérios mais amados pela população e mais falados hoje no Brasil? São o Ministério da Justiça, com o ministro Sergio Moro, e o Ministério dos Direitos Humanos. No passado, o Brasil não lembrava nem do nome do ministro dos Direitos Humanos. Hoje, o Ministério dos Direitos Humanos está no coração do povo, está todo mundo falando em garantias de direitos. Nunca se fez uma discussão com a sociedade sobre direitos humanos como hoje. Isso é mérito do presidente Bolsonaro, é mérito desse governo que está aí. 

Em seu discurso na ONU, a senhora destacou as políticas públicas de Bolsonaro para a Amazônia. Eu conversei no ano passado com a relatora da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, e ela classificou as políticas do governo atual como racistas e discriminatórias. O que a senhora acha do recente projeto de lei que permite garimpos em terras indígenas e da determinação do presidente de não demarcar nenhum centímetro a mais de terras indígenas?
 
Ela teve tempo de ver tudo o que está sendo feito para os índios no Brasil? Eu contesto a fala dela. Ela esteve em quantas aldeias no Brasil? Nós temos 305 povos indígenas. Para ela ter esse relatório, ela tinha que ter ouvido pelo menos 170 povos. Eu duvido que ela tenha tido tempo. É ir às aldeias e conversar com os índios. 

Qual é a sensação que os índios estão tendo hoje? A pauta indigenista é transversal no Brasil. Todos os ministérios estão lidando com o tema indígena. Nós temos no Brasil hoje um vice-presidente [Hamilton Mourão] de origem indígena. Nós temos uma Secretaria Nacional Indígena. Nós temos uma ministra que vem do indigenismo, mãe de uma menina indígena. Nunca uma índia ocupou um cargo de alto escalão no governo brasileiro como hoje [a secretária de Saúde Indígena, Silvia Nobre Waiãpi]. Os índios estão em diversos cargos-chave nas regionais da Funai e da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena]. O índio está ascendendo e chegando ao topo de um governo. 

De que forma essa política é discriminatória? O que está acontecendo é novamente ONGs que estavam no poder descontentes, prestando relatórios. Eu queria muito que a relatora estivesse comigo. Eu queria muito que a relatora fosse comigo a, no mínimo, cem aldeias para conversar diretamente com a população indígena. Qual era a política indigenista no Brasil no passado? Apenas demarcar terras e abandonar o índio na terra. Isso sim é política discriminatória. O presidente vai gastar tempo protegendo as áreas que já existem e os nossos índios que estão lá. 

Mas a presença de garimpos em terras indígenas não implica violações de direitos humanos?
Os governos passados foram covardes em não combater o garimpo ilegal. O presidente Bolsonaro está tendo a coragem de combater o garimpo ilegal. De que forma? Os índios querem minerar? É possível a gente minerar? O Congresso Nacional vai liberar? O presidente Bolsonaro não vai sair com uma pá nas costas e um balde e dizer "eu vou garimpar". Ele está levando o assunto para que o Congresso decida. Se o Congresso decidir que haverá mineração legal em áreas indígenas, ela vai acontecer e vai ter critérios, parâmetros e regramento. Ninguém vai chegar a uma aldeia com um trator, tirar o índio e começar a catar minério, ouro e diamante. Não é assim. 

Que uma coisa fique clara: nós temos um presidente responsável, que tem compromisso com a vida do índio. Então, assim, pelo amor de Deus. Está todo mundo achando que a partir de amanhã todo mundo vai estar com uma pá dentro de uma aldeia. Não. O assunto começa a ser debatido de forma madura, sem medo, sem covardia, porque nós vamos tirar da terra indígena o garimpo ilegal que está lá. Ou vão dizer que não tem garimpo ilegal, que não tem gente dentro de aldeia estuprando meninas? Nós vamos combater os bandidos que, por anos, se perpetuaram em áreas indígenas no Brasil e ficaram ricos. Acabou. O garimpo ilegal no Brasil acabou. A palavra de ordem é: já era para vocês.

A senhora diz que, no governo Bolsonaro, a sua pasta é responsável pela agenda de valores. O seu ministério está elaborando uma política pública para estimular a abstinência sexual na adolescência, que seria a forma mais eficaz para evitar a gravidez precoce. Os métodos contraceptivos e a educação sexual ainda serão estimulados ou o foco na conduta moral vai prevalecer?
 
Eu teria que ir para a cadeia ou para um hospício se eu dissesse que vou combater a gravidez precoce apenas com a abstinência. Os métodos anteriores continuarão, vamos continuar falando de camisinha, de preservativo e de pílula. Só que nós vamos trazer para essa abordagem também o retardar do início da relação sexual no Brasil. Não vamos dizer que está proibido o sexo. Nós vamos conversar com o adolescente e, quando falo de adolescente, me permita: nós vamos conversar é com a criança. O nosso foco é abaixo dos 14 anos. Entre 15 e 19 anos, a gravidez precoce tem diminuído, mas abaixo de 14 não tem tido sucesso ou diminuição. 

Então, o que estava posto parece que não estava dando muito certo. Vamos pegar o que já está posto e acrescentar uma conversa e um diálogo com a criança sobre "vamos esperar um pouquinho?". A idade média do início da relação sexual no Brasil está em 12 anos para o menino e 13 para a menina.

É muito cedo. Por que nós estamos preocupados com isso? Porque uma menina de 13 anos não está madura fisiologicamente e não tem maturidade emocional para começar tão cedo o início da vida sexual. Nós estamos trabalhando em retardar essa idade. Nós não vamos estipular uma idade ideal. Nós vamos conversar com esse menino e com essa menina. 

Apesar de dizer que a população LGBTI é o segmento que a senhora mais ama, a senhora critica com muita veemência qualquer desenho ou material escolar que se refira a famílias homossexuais e diz que "o cão está muito bem articulado" para influenciar as crianças. A senhora dá um cunho muito negativo ao fato de uma criança poder se identificar como homossexual. Como explica essa contradição?
 
Essa frase foi tirada de uma palestra em que eu critico a ideologia de gênero. Eu sou contra essa ideologia que chegou forte ao Brasil - e eu liderei movimentos de resistência - dizendo, por exemplo, que meninas não podiam mais vestir cor de rosa no Brasil, porque menina e menino tinham que ser neutros. Tanto que tem uma frase famosa minha em que eu digo que agora meninas podem vestir rosa e meninos podem vestir azul. É uma teoria que chega ao Brasil dizendo que não pode mais ter bonecas e brinquedos de menino. Havia um patrulhamento ideológico absurdo. A ideologia de gênero, infelizmente, usou o movimento gay e a homossexualidade para impor a sua pauta no Brasil.

Essa ideologia que parecia proteger os homossexuais, na verdade, traiu os homossexuais, usando esses movimentos para dizer que ninguém nasce homem, ninguém nasce mulher, gay ou lésbica, mas se torna tudo isso. É uma ideologia que fez muito mal a todos os movimentos no Brasil. Essa ideologia é do cão e vem para desconstruir tudo o que está posto e não apresenta nada no lugar. E o movimento gay concorda comigo, com certeza. 

Como a senhora pretende combater a violência contra o público LGBTI?
 
O governo Bolsonaro tomou a decisão de buscar os invisibilizados. E, nessa busca, nós fomos para regiões ribeirinhas para ver como é que estão os LGBTI lá na floresta, nas aldeias. Você já viu algum índio gay, alguma índia lésbica se autodeclarando? As bandeiras LGBTI já estão consagradas nos grandes centros urbanos. Nós não vamos baixar a guarda, vamos continuar fortalecendo, mas o nosso grande alvo é a comunidade tradicional, os povos ribeirinhos. Eu me assustei. Eles estavam esquecidos e abandonados pelas políticas públicas. É notório que o que acontece com as travestis é a violência na rua. A gente observa que muitas delas estão na rua por falta de opção, porque não encontram empregos. Vamos reforçar a capacitação e a empregabilidade das travestis. Nós estamos lançando o selo Empresas e Direitos Humanos. A empregabilidade trans faz parte do critério para receber o selo. Também estamos preocupados com a população LGBTI no cárcere. A pauta LGBTI continua forte no nosso ministério e está mais fortalecida do que no passado. 

Nas suas pregações, a senhora diz que este é o momento de a igreja ocupar a nação. A senhora tem contribuído para isso à frente do ministério?
 
É o momento de a igreja ocupar a nação, sim. A igreja [igrejas evangélicas pentecostais] tem um excelente trabalho social e pode ajudar muito mais o Brasil. É a igreja colaborar com a transformação da nação. Eu tenho um déficit no meu ministério, que é a falta de casas de abrigo para mulheres vítimas de violência. Os Estados não têm, os municípios não têm. Mas muitas igrejas têm um monte de salas fechadas que só abrem no domingo para meia hora de aula. Por que essa igreja não faz uma parceira conosco cedendo o seu espaço físico para abrigar mulheres vítimas de violência? A igreja também pode nos ajudar com a interiorização dos venezuelanos. As igrejas evangélicas podem vir conosco. Nós temos uma grande denominação no Brasil, que é a igreja Assembleia de Deus, que tem mais de 40 mil templos. Se cada igreja trouxesse um venezuelano e cuidasse, nós resolveríamos o problema da fronteira. 

O papel da senhora como ministra num Estado laico, em algum momento, já lhe fez entrar em conflito com a sua fé?
 
Em momento nenhum. Quem está ali é uma gestora ativista de direitos humanos que chegou a ser ministra por causa da sua história na defesa dos direitos humanos no Brasil. Não tem nenhum ato meu como ministra que tenha algum ingrediente religioso. Mas a minha fé me impulsiona a ser uma ministra cada vez melhor. Eu aprendi com a minha fé a amar o próximo como a si mesmo, dar a vida pelo próximo. E é o que eu tenho feito todos os dias. 

Em uma entrevista que fiz com o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Marco Vinicius Pereira de Carvalho, ele disse que pretende encerrar os trabalhos até o fim deste primeiro semestre. Em questão estão os prazos previstos em lei para lavraturas de assentos de óbito, que já passaram. Marco Vinicius chegou a falar que não dá para ficar batendo na mesma tecla. No entanto, as recomendações da Comissão Nacional da Verdade, assim como da Corte Interamericana de Direitos Humanos, são claras ao dizer que a busca por desaparecidos não deve parar, enquanto todas as famílias não tiverem uma resposta. Como a senhora vai garantir esse direito se a comissão for de fato encerrada? 

Do jeito que está não pode ficar. As ossadas do Vale de Perus estão no nosso ministério há 29 anos. E até hoje não se terminou a análise daquelas ossadas. É injusto com as famílias. Nós precisamos dar uma resposta às famílias e à sociedade. A história nos cobra isso. Nós temos pressa em dar resposta à sociedade. Nós vamos trabalhar tanto, tanto para que essas respostas sejam entregues em seis meses. 

No caso do Araguaia, a terra é ácida e vai ser difícil localizar essas ossadas. Por quanto tempo mais a gente vai prolongar essa dor? A lei é muito clara: A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos é provisória. Nós vamos dar continuidade ao trabalho até o instante em que a gente puder ir. Mas eu acredito que se a gente trabalhar muito a gente consegue resolver toda a questão das ossadas de Perus em menos de seis meses e dá para a gente dar fim a esse trabalho da Comissão de Mortos Desaparecidos. A Comissão vai continuar como uma comissão de desaparecidos no Brasil. Esse foi um tema negligenciado no Brasil. Quantas pessoas desaparecem por ano no Brasil? Nós vamos fazer campanhas para que crianças não desapareçam. O regime militar é uma coisa do passado e nós temos uma lei de anistia no Brasil. A palavra anistia é muito clara: é esquecimento. É não cometer os mesmos erros do passado. 

E os casos de desaparecidos políticos poderiam ser contemplados nessa comissão?
Poderão, caso alguém aponte a localização do corpo, e aí vamos lá para fazer a análise. As famílias de desaparecidos podem ainda acionar o Judiciário, mas eu preciso cumprir a lei, e a comissão tinha um prazo, que já passou.
 terra

Governadores estudam enviar PMs ao Ceará se Bolsonaro não renovar GLO

Governadores de ao menos seis Estados estudam uma forma jurídica de enviar policiais militares de suas tropas para reforçar a segurança do Ceará, onde parte dos PMs está amotinada, caso o presidente Jair Bolsonaro não renove o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que vence nesta sexta-feira (28).

O decreto é o instrumento que permitiu o envio de homens do Exército para o patrulhamento de Fortaleza e outros municípios cearenses nos últimos oito dias.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), vinha requisitando que a GLO fosse prorrogada por ao menos mais 30 dias. Bolsonaro, entretanto, se mostrou hesitante em atender o pedido.

Em vídeo ao vivo transmitido em suas redes sociais nesta quinta, o presidente disse que não atenderia o governador petista. “A gente espera que o governo resolva o problema da Polícia Militar do Ceará e bote um ponto final nessa questão”, afirmou o presidente, que nesta sexta se reuniu com ministros para discutir o tema.

As discussões envolvem os governo de São Paulo, do Rio, do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Pará, mas os Estados ainda aguardam uma manifestação final da Presidência sobre a prorrogação antes de uma divulgação oficial. Ao menos na PM paulista, ainda há dúvidas sobre as formas legais de viabilizar essa cooperação.

Há outras negociações também em estudo, como a requisição de uma GLO feita pelo Congresso Nacional, que também está sendo analisada por aliados do governo cearense.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Ladrão finge ser pastor, faz oração em casa de moradora e comete assalto

Uma mulher de 46 anos foi roubada por um falso pastor evangélico ao realizar uma oração em sua casa, na manhã de segunda-feira (24) em Peixoto de Azevedo, a 672 km de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Militar, o criminoso parou uma caminhonete na frente da casa da mulher e alegou ser pastor evangélico. Em dado momento, o homem se ofereceu para fazer uma oração pela vítima, momento que teve acesso a casa.

Durante a oração, o suspeito pediu para que a mulher retirasse as pulseiras e correntes para abençoá-las.

Em seguida, solicitou que a vítima buscasse uma camiseta dentro da casa, momento em que ele também furtou outros pertences.

O suspeito ainda disse para a moradora que o efeito da oração ocorreria somente depois de três dias. Ele entregou a camiseta para vítima e pediu para não desembrulhar. Então, saiu da casa.

A vítima desconfiou e, após a saída do suposto evangélico, desembrulhou a camiseta e percebeu ser vítima de roubo.

A Polícia Militar foi acionada. O suspeito ainda não foi identificado e é procurado. JM

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Evangélicos pedem desculpas a foliões em desfile de carnaval

Cantando hinos e músicas religiosas, um grupo da Igreja do Amor, localizado em Paulista, no Grande Recife, desfilou nesta terça-feira (25), em Olinda. Eles decidiram brincar o carnaval e levaram placas, algumas delas com frases como “desculpa se a igreja te machucou”.

“Muitos jovens se afastaram da igreja por causa de algumas pessoas que fazem mal a elas lá dentro. Nossa esperança é alcançar essas pessoas para mostrar que nem todo mundo é assim”, disse Larissa Hadassa, uma das integrantes do grupo religioso.

Além dos hinos, o grupo passa a mensagem cristã por meio de placas. “A gente quer mostrar nossa alegria. Mostrar que dá para curtir o carnaval sem usar drogas, álcool. O nosso inimigo se aproveita de momentos como o carnaval para atuar e a gente luta contra isso”, afirmou a jovem.

Esse não foi a primeira saída do grupo na folia deste ano. “Também desfilamos na segunda [24] aqui em Olinda e, no sábado [22], no Recife, junto com o Galo da Madrugada. Esse é o terceiro ano que saímos”, contou Elizângela Barbosa.
 JM

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Coronavírus pode derreter a economia brasileira

O avanço da epidemia do novo coronavírus chegou ao Brasil junto com um passageiro que esteve na França. A descoberta causou preocupação sobre os efeitos da doença sobre a economia Global.

No mundo todo haverá uma redução do crescimento econômico, inclusive no Brasil. Na Itália, por exemplo, onde já foram registradas 11 mortes pelo vírus, analistas preveem queda de 0,5% a 1% do PIB este ano. 

Apesar de não haver nada concreto ainda, é certo que nenhum país passará ileso por essa crise. Nesta quarta-feira (26), por exemplo, a bolsa opera em forte queda de 5,36%, chegando aos 107.592 pontos. Além disso, o dólar opera em alta e está cotado em R$ 4,435, maior valor da história desde a criação do Plano Real.

O coordenador nacional do MBL, Renan Santos, fez um vídeo analisando as consequências da epidemia para a economia e Paulo Guedes. Confira:  

No país, exportações, importações, PIB, taxa de juros e inúmeros outros fatores podem complicar a vida do brasileiro. A China é o maior cliente das exportações brasileiras, correspondendo a 30% das exportações, mas o país asiático é o epicentro da epidemia. 

Fábricas e setores inteiros que sustentam a economia podem entrar em paralisação, como já ocorreu na China e diminuiu significativamente os produtos fornecidos pelo mercado oriental. Os chineses enfrentam uma queda de 17% no abastecimento de peças e componentes importados. 

O Brasil abriu o ano com projeção de crescimento do PIB de 2,5%. Se a epidemia não for controlada, é quase certo que as estimativas para o PIB brasileiro caiam ainda mais. A taxa de jurus não ficará de fora, atualmente com o menor patamar da história (4,25% ao ano).  MBL

Malafaia desafia crentes que criticam evangelização no Carnaval (vídeo)

Nesta segunda-feira (24), o pastor Silas Malafaia publicou, em suas redes sociais, um vídeo para falar sobre a atuação de igrejas evangélicas no Carnaval. Ele defendeu o trabalho de evangelização nesta época do ano e criticou quem não faz nada.

– Na época de Jesus, se tinha uma classe que Jesus não suportava era religioso. Raça hipócrita e farisaica. E lamento dizer que essa raça não foi extinta. Ainda está no meio da Igreja Evangélica. Criticam tudo, falam de tudo e não fazem porcaria nenhuma. Não são capazes de dar um folheto para ninguém. Não são capazes de evangelizar ninguém, mas para criticar têm uma língua tão grande, que quando morrer será um caixão maior para a língua e outro menor para o corpo. “Igreja em Carnaval, é um absurdo. Vão lá para sambar”. Não sabem o que estão falando – ressaltou.
 
O religioso deu como exemplo a atuação do Apóstolo Paulo ao chegar em Atenas.

– O Apóstolo Paulo, em Atos 17, quando chega em Atenas, ele vê um altar ao deus desconhecido. Paulo pega aquele altar pagão para falar do Deus verdadeiro. Olha que estratégia fantástica de evangelismo Paulo se utiliza. E hoje em dia, os críticos que gostam de falar mal de tudo aquilo que fere sua religiosidade e o que aprendeu como padrão de Cristianismo, ele quer meter o pau, julgar, falar bobagem e falar mal. Essa gente que só é crente entre quatro paredes – apontou.

Malafaia explicou que é preciso evangelizar “onde há trevas”.
– Esse Evangelho que só presta pra você estar dentro da Igreja, mas que não faz aquilo que Jesus falou: “Que possamos brilhar diante dos homens” e, como Paulo diz, “no meio dos homens”. Luz no meio de luz não brilha nada. Luz só brilha onde há trevas. Ninguém vai fazer evangelismo estratégico em Carnaval para sambar, para rebolar, para sambar debaixo de música profana – afirmou.

O Pastor desafiou os críticos a tomarem alguma atitude antes de falaram contra os atos.
– Antes de você criticar e abrir a boca, te desafio a ir lá no trabalho que estão fazendo, ao invés de ficar atrás de um celular ou uma praia no Carnaval metendo pau, escrevendo ‘textinho’ e falando bobagem nos comentários (…) É muito fácil criticar e falar mal, mas vamos lá fora onde estão os pecadores, onde tem gente perdida – destacou. PN

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Mangueira critica líderes cristãos

Na noite deste domingo (23), a Mangueira apresentou um desfile sobre a vida de Jesus. Além do enredo, intitulado A Verdade Vos Fará Livre, o grupo levou para a avenida várias pessoas, que interpretaram Cristo.

A rainha de bateria da escola, Evelyn Bastos, foi uma das intérpretes de Jesus, bem como o ator Humberto Carrão. O pastor Henrique Vieira esteve na avenida como Cristo em situação de rua.

A Comissão de Frente da Mangueira apresentou uma versão contemporânea de Jesus, na qual ele também foi exibido como morador de periferia. Já Maria foi representada por Alcione.

No enredo, a escola carioca atacou líderes cristãos, chamados de “profetas da intolerância”, e também alfinetou o presidente Jair Bolsonaro, no trecho “Favela, pega a visão, não tem futuro sem partilha nem messias de arma na mão”. O título do enredo da Mangueira fez alusão ao texto João 8:32, frequentemente citado por Bolsonaro.

PROBLEMAS
O desfile não levantou o público da Sapucaí. Além disso, o momento em que membros da escola agradeceram o apoio do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, gerou vaias oriundas das arquibancadas do setor 1.

Antes de entrar na avenida, o segundo carro da Mangueira chegou a emperrar, por conta de duas rodas, mas o problema foi resolvido. PN



TSE rejeita a maioria das assinaturas coletadas para a criação do Aliança

A contar pelo número de assinaturas já validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o momento, o partido Aliança pelo Brasil – sigla que o presidente Jair Bolsonaro está criando – dificilmente estará apto a disputar as eleições municipais de outubro deste ano.

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, somente 3.101 rubricas foram consideradas aptas. A quantidade de apoios válidos é muito menor do que o número de assinaturas rejeitadas: 11.094.
O total de apoiamentos apresentados pelo partido em formação até agora para apreciação da Justiça Eleitoral foi de 60.747, segundo informa a executiva do grupo. Desses, 45.203 estão em prazo de impugnação e 1.349 em análise nos cartórios eleitorais.

Embora o número oficial seja relativamente baixo, integrantes do futuro partido garantem que as assinaturas estão sendo colhidas de forma exitosa nos dois meses que se seguiram após o lançamento da marca.

“Gargalos”
De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), apesar dos dados oficiais, a legenda conseguiu juntar diversos cadastros de apoiadores em todo o país, sendo 9.490 só no estado do congressista, Goiás. Mesmo assim, o parlamentar admite que dificilmente conseguirá registrar a legenda antes das eleições municipais, previstas para outubro deste ano.

“Muitos aliados de Bolsonaro pressionam para que o registro seja aprovado a tempo de disputar a eleição já pela Aliança pelo Brasil. Mas isso não depende só de nós. Existem dois gargalos que são o nosso registro dos cadastros e o tempo que a Justiça Eleitoral leva para analisar e validar cada assinatura”, explicou, em entrevista ao Metrópoles.

O secretário-geral da comissão provisória do futuro partido, Admar Gonzaga, afirma que os números validados pela Justiça Eleitoral não estão de acordo com o que eles vêm observando. “Temos muito mais do que isso”, frisou.

“Estamos tratando essas notícias desanimadoras como fake news. Elas não refletem a realidade”, avaliou o advogado, que não quis revelar as ações que a coordenação da legenda adotará para acelerar a coleta de apoios, tampouco a quantidade de assinaturas coletadas. “Só decidimos não revelar os números nem as estratégias para não servirmos de alvo para nossos adversários”, salientou.

Para concorrer neste ano, a legenda teria que ter 492 mil apoiamentos validados até o início do mês de março. Quando o partido foi lançado, no ano passado, a previsão divulgada pelos organizadores era de que até este mês todas as assinaturas já tivessem sido colhidas.
Regras
De acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), para se obter o registro de uma nova sigla, é preciso ter a comprovação, no período de dois anos, de apoiamento de pelo menos 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos. Hoje, esse número representa 492 mil assinaturas.

Os apoios não podem partir de pessoas filiadas a partidos políticos. Além disso, as assinaturas devem estar distribuídas por um terço, ou mais, dos estados brasileiros – ou seja, por pelo menos nove unidades da Federação. Em cada um dos estados, é necessário um mínimo de 0,1% de apoio do eleitorado, considerando o número de eleitores na última eleição nacional.

“Busão”Na corrida para conseguir rubricas, os membros da comissão provisória e aliados do mandatário da República apostam em saídas criativas. Um ônibus caracterizado com fotos do presidente Jair Bolsonaro percorrendo cidades do interior dos estados é uma delas. Bem como o uso da bandeira do Brasil Império em postos de coleta, jantares e eventos em comunidades menores, ações em cartórios e em igrejas evangélicas buscando assinaturas.

Todas essas ações são parte de uma estratégia chamada de “descentralização” da procura por assinaturas para viabilizar o Aliança pelo Brasil.

O deputado Filipe Barros (PSL-PR) apostou no “busão do aliança”, um coletivo com fotos gigantes dele e do chefe do Executivo federal (veja abaixo), para percorrer o Paraná. Ao inaugurar a viagem em busca de apoio, o congressista lançou um desafio:

“Os municípios que mais conseguirem assinaturas para o Aliança pelo Brasil, vão comigo nesse busão do Paraná para Brasília levar essas assinaturas para o presidente Bolsonaro”, prometeu o parlamentar em sua primeira parada, em Campo Mourão.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Jovens trocam o carnaval por acampamentos em busca de encontro com Deus

O fim de semana de carnaval é um dos mais esperados por jovens, que aproveitam a folga para a diversão e festa. Por outro lado, há 201 jovens que já estão em um sítio, participando do acampamento juvenil da paróquia São José Operário. Outros 314 estão na organização.

Somente neste carnaval devem estar envolvidos em acampamentos na Diocese de Umuarama, 15 mil pessoas, entre campistas, equipes de trabalho e familiares, distribuídos em 18 paróquias, o que demonstra a força do movimento.

A origem do acampamento é estadunidense. Lá a ideia era criar uma dinâmica de entreajuda, conforme explica o pároco Padre Machado. “Depois, no México, houve a conotação religiosa. No Brasil, quem trouxe os acampamentos foi um cantor católico chamado Martin Valverde”, explica.

Na São José Operário, desde 2012 são feitos acampamentos e, ano após ano, a metodologia é adequada para acolher as pessoas da melhor maneira. Há, inclusive, segmentações: crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos e assim por diante.

Uma das pessoas que viveu a experiência é Carlos Eduardo Monteiro Ramalho, que há mais de dez edições trabalha nos acampamentos. “Na verdade eu não queria fazer o acampamento. Era meu aniversário em 13 de novembro de 2014, mas minha esposa, sogra e cunhado insistiram e eu não deixei a oportunidade passar”, salienta Ramalho. Depois de viver uma experiência com Deus, ele hoje coordena um ministério.
Ministério
Quem já foi convidado para fazer um acampamento certamente se perguntou sobre o que acontece lá. As informações parecem ser um mistério, mas na realidade, servem para garantir uma experiência completa aos participantes. “Tudo o que você vê, ouve e fala fica lá”, explica Ramalho.

“Existe o momento de oração, teatro, palestras e outras atividades, mas não tem mistério. Nossa preocupação é fazer com que a pessoa sinta realmente a nova experiência, porque recebemos pessoas machucadas, fragilizadas, que precisam de cuidado”, menciona padre Machado.

Família
A maioria dos campistas é membro da paróquia ou conhecido/parente de alguém quem faz parte da comunidade. Outros, porém, vêm de cidades como Curitiba, Nova Cantu, Maringá, Londrina e até de estados vizinhos como São Paulo e Santa Catarina.

Existe dentro da logística do acampamento um ministério, ou grupo de trabalho, denominado “Externo”. Este grupo é responsável por fazer a ponte com a família do campista, que também precisa estar integrada ao processo.

Eles participam de uma missa e há um momento específico voltado para eles. Às vezes o próprio campista vive problemas familiares, e por isso é importante, segundo os organizadores, trabalhar também nesta frente.

“Às vezes a gente se depara com situações que são graves, as condições que a família vive, drogas, brigas, situações realmente bem difíceis. [Por isso] é feito um encontro com a família. Porque o campista e chega em casa com os sentimentos intensos e às vezes recebe o um balde de água fria, então o papel da família é fundamental”. obemdito

Flamengo quer reduzir pensão das famílias das vítimas

Após a Justiça fixar o valor da pensão às famílias das vítimas do incêndio o Ninho do Urubu em R$ 10 mil, o Flamengo entrou com uma petição para que a quantia seja ajustada para R$ 696, o que corresponde a dois terços do atual salário mínimo. O caso corre na 13° Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Como recurso, o clube argumentou que “o valor arbitrado pela decisão agravada não é sequer razoável e não encontra amor legal”. O Flamengo ainda disse que já adiantou mensalmente um montante de R$ 5 mil a familiares que deram quitação ao Rubro-Negro.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) rebateram o recurso. Autores da ação civil contra o time carioca, os órgãos afirmaram que “a pretensão do Flamengo de pagamento de valores irrisórios não se justifica juridicamente”. PN

Bateria da Bola de Neve faz evangelismo no carnaval

A bateria Batucada Abençoada promoveu uma ação estratégica neste carnaval em plena Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Várias pessoas se uniram, neste sábado (21), ao evento que marca os 20 anos da bateria formada por membros da Igreja Bola de Neve.

O enredo escolhido para este ano homenageia essas duas décadas do projeto. Um trecho do samba diz “Lá no alto do morro, ao som da batucada / A Palavra de Deus será sempre levada / Lá no alto do morro, ao som dessa levada / Deus torna esta Quebrada Abençoada”.

Pela manhã, o apóstolo Rina, líder da Bola de Neve, esteve ao vivo no programa É de Casa, da Rede Globo, e falou que o evento é a oportunidade de poder curtir e se divertir sem se embriagar ou se entorpecer. A batucada ainda vai ter a presença da Batucada do Amanhã, formada pelas crianças da Bola de Neve, e pelo DJ PV. PN

Flordelis vai ao Maracanã e homenageia Anderson

A deputada federal Flordelis dos Santos foi ao Maracanã neste sábado (22) para acompanhar a final da Taça Guanabara, disputada entre Flamengo e Boavista. O programa, que era feito ao lado do marido, o pastor Anderson do Carmo, contou com a presença dos filhos.

Em suas redes sociais, ela homenageou o marido, assassinado em junho do ano passado.

– Hoje, estou no Maracanã sem você. Nunca será maravilhoso como era antes, mas uma vez Flamengo, Flamengo até morrer – escreveu a deputada. PN

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Mestres Promovem: 1º Circuito de Integração da Capoeira em Vitória da Conquista, saiba como participar!

As inscrições para o 1º Circuito de Integração da Capoeira em Vitória da Conquista já estão abertas!

As oficinas serão realizadas na Casa da Capoeira no espaço de eventos Glauber Rocha ao lado da feirinha do Bairro Brasil. O investimento será de 10,00 reais por oficina. 

É o 1º Circuito de Integração da Capoeira, na Cidade, que reúne nomes consagrados desta arte como mentores deste evento. São mestres que vem construindo um legado que ultrapassam décadas e mais décadas de contribuição histórico-cultural no município e sudoeste baiano. Que uniram forças para compartilharem aos amantes dessa modalidade esportiva o melhor caminho para evolução.

Confira o calendário da programação:

19/02 Mestre Pantera - 18:30h
04/03 Mestre Acordeon - 18:30h
18/03 Mestre Sarará - 18:30h
01/04 Mestre Amazonas - 18:30h
15/04 Mestre Cardeal - 18:30h
29/04 Mestre Dedê - 18:30h


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Ceará tem 51 assassinatos em 48 horas de motim da Polícia Militar

O Ceará registrou 51 assassinatos em 48 horas - mais de 1 por hora - em meio ao motim de policiais e bombeiros militares por aumento salarial.

A paralisação começou na noite de terça-feira (18). Até então, a média de homicídios no estado em 2020 era de 6 por dia. As 51 mortes ocorreram entre as 6h de quarta e as 6h desta sexta-feira.

Uma delas ocorreu nesta madrugada no bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza, onde um adolescente de 16 anos foi atacado por 7 homens que estavam em motocicletas. Outra, no Bairro José Walter, onde ocorreu um tiroteio que deixou 1 morto e 1 ferido.

Na noite de quarta, a dona de casa Maria de Paula Moura foi assassinada na frente da mãe e dos filhos numa tentativa de assalto na capital.

Batalhões ocupados

Os PMs têm cruzado os braços para pressionar por aumento salarial. O movimento também tem fechado batalhões - nesta sexta, a unidade de elite na cidade de Sobral foi ocupada por homens encapuzados - e atacado carros oficiais, que têm os pneus esvaziados para não poderem ser utilizadas.

Em um desses batalhões, o senador licenciado Cid Gomes foi baleado ao jogar uma retroescavadeira contra o portão que era mantido fechado pelos encapuzados. Ele não corre risco de morte.

A proposta do governo é aumentar o salário de um soldado da PM dos atuais R$ 3,2 mil para R$ 4,5 mil, em aumentos progressivos até 2022. O grupo de policiais que realiza as manifestações reivindica que o aumento para R$ 4,5 mil seja implementado já neste ano.

Na noite de quinta-feira (21), houve um encontro entre representantes dos policiais que participam do motim e uma comissão de senadores para por fim à paralisação. Mas, não houve acordo. Um dos pontos discutidos foi a anistia aos integrantes do movimento, mas o governo do Ceará diz esse ponto é inegociável.

A Constituição proíbe greve de agentes de segurança, como policiais militares, policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários. Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou o veto.

A maioria dos ministros entendeu que, por se tratar de um braço armado do Estado, a polícia não pode fazer paralisação porque isso prejudica e afeta toda a sociedade. A decisão teve repercussão geral, ou seja, vale para todos os casos de greve de polícias que cheguem a qualquer instância da Justiça.

Nesta sexta-feira, o Solidariedade anunciou a expulsão do vereador Sargento Ailton, de Sobral, apontado como um dos coordenadores do movimento.

"Nós não trabalhamos com militância do terror que causam a depredação do patrimônio de pessoas e não podemos aceitar que policiais e agentes públicos, encapuzados e armados como milicianos, levem o terrorismo às ruas", diz a nota.

Exército e Força Nacional atuam no estado

Por conta do motim, o estado pediu ajuda ao governo federal, e recebeu reforço de tropas do Exército e de 300 agentes da Força Nacional, que já começaram a operar.

As tropas do Exército que farão o patrulhamento serão formadas por militares de Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, e vão atuar de forma prioritária na capital e cidades da Região Metropolitana. No interior, as forças serão empregadas conforme a demanda. O número de militares não foi informado. gazetaweb

Comediante com nanismo arrecada R$800 mil pra levar menino à Disney

O menino de nove anos com nanismo emocionou o mundo ao desabafar sobre o bullying constante que sofria

Um comediante com nanismo conseguiu arrecadar R$ 800 mil reais para o menino de nove anos que sofreu forte bullying por ter nanismo. O garotinho australiano Quaden Bayles viralizou e comoveu o mundo com seu desabafo após ter sofrido mais um episódio de bullying em sua escola.

No desabafo, que foi registrado e compartilhado nas redes sociais por sua mãe Yarraka Bayles, o garotinho chega ao ponto de dizer: “Eu só quero morrer…Eu quero que alguém me mate…Me dá uma faca”.

Ao mostrar este vídeo de seu filho, Yarraka desabafou e pediu pelo fim do bullying. “Eu acabei de pegar meu filho da escola, falei de novo com o diretor…mas eu quero que as pessoas saibam…pais, educadores, professores….este é o efeito do bullying. É isso que o bullying faz. Por muito tempo eu havia decidido não mostrar este lado do bullying, mas não dá mais para esconder. Eu quero que as pessoas saibam o quanto isto está machucando meu filho, minha família. Eu preciso estar sempre de olho no meu filho. O bullying me deixou com uma criança que quer tirar a própria vida porque não aguenta mais sofrer bullying todos os dias que vai para a escola. Eu quero que as pessoas saibam o impacto disso porque este pode ser o seu filho ou seu filho pode ser quem esteja cometendo o bullying”.

O vídeo de Quaden teve milhares de visualizações em todo o mundo. E diversas pessoas passaram a manifestar seu apoio ao garoto. O time de rúgbi para o qual ele torce, o convidou para entrar com eles em campo e ainda mandou uma mensagem de apoio para o pequeno.

Muitos famosos também mandaram mensagens de apoio para Quaden. O ator australiano Hugh Jackmann, famoso por interpretar Wolverine nos cinemas, foi uma das celebridades que mandou seu apoio para o garotinho. “Quaden, você é mais forte do que imagina. E independente do que aconteça, saiba que você tem um amigo em mim!”, disse o ator.

Uma celebridade que ficou especialmente comovida com o que aconteceu foi o famoso comediante norte-americano Brad Williams. Ele também tem nanismo e ao ver a história de Quaden decidiu fazer uma campanha para levá-lo até a Disney em Orlando nos Estados Unidos juntamente com sua mãe.

O objetivo de Brad era arrecadar 10 mil dólares (44 mil reais) para realizar isso. Mas as pessoas contribuíram tanto que ele já conseguiu arrecadar 200 mil dólares (800 mil reais). Brad mostrou uma foto dele conversando com Quaden e revelou que todo este dinheiro extra será doado para ONGs que atuam para combater o bullying. “A história do Quaden me abalou muito. Mas nós estamos mostrando que vamos vencer o bullying! Muito obrigada a todos que doaram, eu estou fazendo tudo que posso para que cada centavo doado vá para uma boa causa! Vamos acabar com o bullying!”, disse o comediante.

A família de Quaden também agradeceu todo o apoio que está recebendo. “Nós queremos agradecer todas as mensagens de apoio que estava recebendo e tudo que estão fazendo por nós. Pedimos desculpas por não podermos responder cada um de vocês. Mas saibam que o Quaden está sentindo todo esse amor. Nós vamos nos encontrar com as pessoas certas que podem nos ajudar a fazer mudanças para acabar com o bullying!”, disse a mãe do pequeno. bebemamae

Por unanimidade, TSE nega registro a Partido Nacional Corinthiano

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (20), por unanimidade, negar o registro do Partido Nacional Corinthiano (PNC). Os ministros da Corte afirmaram que a agremiação não conseguiu o número de assinaturas necessárias dentro do prazo de dois anos previsto em lei.

Desde a minirreforma eleitoral, de setembro de 2015, para se criar um partido é necessário colher, num prazo de dois anos a partir do registro da legenda em cartório, um número de apoios equivalente a 0,5% dos votos válidos na mais recente eleição para deputado federal, o que hoje resulta em aproximadamente 500 mil assinaturas.

O PNC, que surgiu em Ubatuba (SP) por iniciativa de torcedores e não tem vínculo formal com o clube paulista, não conseguiu colher as assinaturas suficientes dentro do prazo, mas alegava que a regra de 2015 não se aplicava a seu caso, uma vez que obteve o registro civil em cartório um mês antes da promulgação da minirreforma eleitoral.

O advogado do partido, Marcelo Mourão, apelou ainda para a emoção. “O corintiano que torce, que vibra, que acompanha e que vive o amor à história do seu clube, carrega pra dentro de sua casa, carrega pra dentro do seio da sua família, carrega para o seu trabalho, desenvolve nesse lugares a mesma paixão, a mesma dedicação, a mesma fé, a mesma perseverança dos valores que nutrem aqueles que sabem o que é ser corintiano”, disse ele em sustentação oral.

A fala, contudo, não sensibilizou o relator do caso, ministro Luís Felipe Salomão. Ele destacou que o PNC pediu o registro de seu estatuto nacional junto ao TSE em agosto de 2018, motivo pelo qual o prazo de dois anos se aplica ao seu caso. Ele foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira, Sergio Banhos, Edson Fachin, Og Fernandes e Rosa Weber. agenciabrasil

“A paixão da sustentação e a paixão desses filiados não têm o condão de modificar regra que é aplicada a todos os postulantes de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral”, disse o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, durante sustentação oral, ao rebater os argumentos do advogado do PNC.

Trata-se da segunda vez que o PNC tenta obter seu registro junto ao TSE, medida que abre caminho para se ter acesso às verbas de financiamento a partidos políticos. Um primeiro pedido foi negado em agosto de 2015. O Brasil possui hoje 33 partidos políticos registrados e aptos a ter candidaturas próprias e financiamento público em eleições.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Governo promete, mas não atualiza tabela do IR. Você pagará mais

Mesmo após as promessas durante a campanha eleitoral, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não atualizou a tabela do Imposto de Renda (IR). De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, nesta quarta-feira (19/02/2020), a faixa de isenção permanece em R$ 1.903,98 – a mesma do ano passado.

O comprometimento inicial do então candidato era subir para cinco salários mínimos (R$ 5.225, hoje). No ano passado, eleito, o agora presidente voltou a falar em subir a faixa de isenção, mas para menos: R$ 3 mil. A tabela do IR, contudo, continua sem correção desde 2015.

Levando em consideração a inflação do ano passado, de 4,31%, a defasagem da tabela do imposto atinge 103,87%, segundo estudo elaborado pelo Sindicato dos Fiscais da Receita Federal, o Sindifisco Nacional. Pelas contas do sindicato, a faixa de isenção do imposto deveria atingir todas as pessoas que ganham até R$ 3.881,85 mensais.

Se o governo cumprisse a medida, quase 10 milhões de contribuintes que hoje pagam IR se tornariam isentos. A conta do Sindifisco, de defasagem de 103,87%, considera a inflação acumulada e não repassada integralmente para a tabela do IR desde 1996.

CorreçãoPara que a tabela seja corrigida, o governo precisa apresentar ao Congresso uma proposta por meio de projeto de lei. Do ponto de vista legal, no entanto, não há nada que obrigue o governo a fazer um reajuste anual.

A última vez que a tabela sofreu alguma correção foi em 2015, quando a então presidente, Dilma Rousseff, estabeleceu reajuste, em média, de 5,6% nas faixas salariais de cálculo do IR, índice bem inferior à inflação naquele ano, que superou os 10%. Metropole

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Morre jovem que voltou à vida após oração do pai

A empresária Karina Souto Rocha, que voltou à vida após uma oração feita pelo pai, faleceu na tarde desta terça-feira (18). Karina havia sido baleada no rosto pelo ex-namorado após se recusar a reatar o relacionamento.

A jovem de 29 anos estava internada na UTI do Hospital e Pronto-Socorro Municipal Milton Pessoa Morbeck, em Barra do Garças (MT), desde o dia 1º de fevereiro. Os médicos chegaram a decretar a morte cerebral de Karina, mas ela reagiu pouco antes dos aparelhos serem desligados.

A confirmação da morte foi dada após o meio-dia. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) para a cerimônia fúnebre.

O responsável pelos disparos foi Baltazar Augusto de Menezes, de 58 anos. Ele desferiu três tiros contra a jovem, que foi atingida no rosto, no tórax e no abdômen. Baltazar se matou em seguida com um tiro na cabeça.
 PN

NOTA DE REPÚDIO | Capoeiristas sofrem ato discriminatório no Projeto Pôr do Sol em Vitória da Conquista

No dia 16 de fevereiro de 2020, um grupo de capoeiristas representados pela Associação de Capoeira Viva Conquista, liderado pelo Mestre Acordeon sofreu um ato de discriminação no evento relacionado ao Projeto Pôr do Sol. 


Segundo o mestre Acordeon que também é presidente do conselhos de mestres de capoeira na cidade, o grupo de capoeira estava reunido com crianças e adolescentes e adultos ao ser abordado pela capitã responsável pelo evento, que expulsando o grupo do local não se dispôs a um dialogo levando os componentes do grupo ao constrangimento público. Participantes da comunidade presentes no evento repudiaram a atitude. A denúncia do acontecido registrada no Conselho Municipal de Igualdade Social. Veja a nota de repúdio emitida pela Associação de Capoeira Viva Conquista: 


 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Governo articula contra 13º salário para idosos carentes e deficientes

Mesmo contrário à criação de uma 13ª parcela do Bolsa Família de forma permanente, o governo Jair Bolsonaro negocia com o Congresso a concessão do benefício, desde que a medida não seja estendida ao BPC (benefício assistencial a idosos carentes e deficientes).

Líderes, principalmente da oposição ao presidente Jair Bolsonaro, usaram a MP (medida provisória) do 13º do Bolsa Família, pago no ano passado, para ampliar a assistências aos mais pobres.
O texto de Bolsonaro previa o pagamento da 13º parcela apenas em 2019.
O relator da MP, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou uma versão para que esse 13º se tornasse permanente e que a parcela extra também fosse paga a quem recebe o BPC.

ampliação do BPC representaria, segundo cálculos de consultores do Congresso, um gasto anual de R$ 5 bilhões. Para o 13º permanente do Bolsa Família, o custo é estimado em R$ 2,6 bilhões por ano.
Interlocutores de Bolsonaro têm atuado para impedir que a medida provisória (agora na versão do relator) avance no Congresso.
Estava prevista a votação do projeto nesta terça-feira (18) na comissão formada por deputados e senadores para analisar o tema. A sessão, contudo, não foi realizada por causa da ausência da maioria dos membros.
A estratégia do governo tem funcionado e, desde fevereiro, a comissão não consegue votar o relatório do senador da oposição.
A disputa deve seguir até o fim de março, quando acaba o prazo para que a medida provisória seja aprovada pelo Congresso. Depois disso, a MP perde validade.
A equipe de Bolsonaro, portanto, trabalha contra uma proposta do próprio presidente. Isso porque o 13º do Bolsa Família de 2019 já foi pago durante a vigência da medida provisória.
Por causa do teto de gastos, o governo ainda estuda quais cortes de despesas deverão ser feitos para abrir espaço para novos desembolsos.
Diante da pressão da oposição em aprovar a criação de novos benefícios, o governo passou a também tentar negociar com os partidos, em busca de um acordo.
Parlamentares ligados ao Palácio do Planalto, como a deputada Bia Kicis (PSL-DF), querem convencer o relator a ceder em alguns pontos. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), também participa da articulação.
"O governo acenou que aceitaria um texto apenas com o 13º do Bolsa Família [em caráter permanente], mas sem o [mesmo benefício para] BPC", disse Rodrigues.
O relator também faz sugestões de aumento de receita para bancar o pagamento dos benefícios, mas o Palácio do Planalto tem resistido a aceitar as propostas.
O orçamento do Bolsa Família em 2020 é de R$ 29,5 bilhões, bem abaixo dos R$ 32,5 bilhões desembolsados no ano passado.
O governo ainda não sabe como vai ampliar a verba do programa para pagar a 13ª parcela neste ano, que ainda não está garantida.
 Folha