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sábado, 20 de abril de 2019

Centrais vão atacar reforma da Previdência e reajuste do salário mínimo no 1º de maio

As centrais sindicais – CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical (Classe Trabalhadora) e Intersindical (Instrumento de Luta e Organização), CSB, CGTB, Nova Central e CSP-Conlutas -, junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, confirmaram manifestações contra a reforma da Previdência e pela defesa dos direitos trabalhistas no 1º de maio, na capital paulista, data que comemora o Dia do Trabalhador.

Na sua página oficial, a CUT destaca que as atividades terão início às 10h no Vale do Anhangabaú. Inicialmente, o evento estava marcado para acontecer na Praça da República, mas a mudança aconteceu por recomendação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Polícia Militar e outros órgãos por conta da expectativa de público.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, os organizadores do evento esperam reunir cerca de 100 mil pessoas. Além de protestar contra mudanças na Previdência, as centrais sindicais darão foco especial ao fim do reajuste real do salário mínimo. O governo Bolsonaro quebra uma política de pelo menos 25 anos, implementada de forma informal inicialmente por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994, e oficializada nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). O governo Temer não mudou a legislação.

Até então, os governos fizeram a correção do salário mínimo não apenas corrigindo pela inflação medida, mas considerando ainda a variação do PIB de dois anos anteriores. A equipe do ministro da Economia Paulo Guedes quer desvincular da variação do PIB, influenciando na perda do poder de compra de grande parte da população.

O interesse do governo Bolsonaro está, especialmente, em economizar com o pagamento das aposentadorias, que são reajustadas conforme as mudanças no salário mínimo.

“Não teremos política de reajuste [para o serviço público], precisamos controlar esse gasto”, completou em declaração à imprensa o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Uma reportagem da Folha, publicada em abril, mostrou que o projeto do governo para a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), ao mesmo tempo em que barra o reajuste do salário mínimo e para todos os servidores civis, coloca os militares como a única categoria do serviço público autorizada a ter reajuste de salários e benefícios em 2020, isso antes da aprovação da reestruturação da carreira militar, proposta pelo governo e em tramitação no Congresso.

Sobre as manifestações do dia 1º de maio, a CUT pontua que, “pela primeira vez na história, os movimentos e entidades sindicais organizam o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em um único local”.

“A unidade das centrais se dá em torno da luta contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) que, na prática, pode impedir os brasileiros de acessarem o direito à aposentadoria ao estabelecer regras difíceis de serem atingidas. Neste sentido, as organizações também trazem como mote do evento a defesa dos direitos trabalhistas, a luta por emprego, direitos sociais, democracia e soberania nacional”, completa em nota.

A cobertura dos atos no Vale do Anhangabaú terá o apoio da Rádio Top FM, Rede Brasil Atual e TVT.

Além da concentração e das falas de lideranças dos trabalhadores, o ato contará com a participação de artistas de diferentes gêneros musicais. A lista de programação ainda será divulgada. jornalggn
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