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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Cúpula Presbiteriana repudia ato de pastor que usou o templo para colher assinaturas para criação do Aliança pelo Brasil

Após um pastor presbiteriano em Londrina (PR) abrir a igreja para coletar assinaturas em prol da criação do partido do presidente Jair Bolsonaro, a cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) divulgou nota sinalizando contrariedade à articulação. O reverendo Emerson Patriota “desafiou” membros da Igreja Presbiteriana Central, no Norte do Paraná, a assinarem a lista de apoio à criação do Aliança pelo Brasil. O movimento foi organizado pelo deputado Filipe Barros (PSL-PR), aliado de Bolsonaro e membro da instituição.

Em nota, a Igreja Presbiteriana do Brasil informou que a instituição “não é apolítica” e tem um compromisso histórico com a democracia, mas afirmou que “em nenhum momento apresentou ou apresenta apoio a qualquer partido político.” Após o movimento de Londrina, a instituição foi pressionada para se posicionar oficialmente. Nos bastidores, a atitude do pastor no Paraná incomodou a cúpula da igreja.

“Em resolução de sua reunião ordinária em 1990, o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil orienta seus concílios em geral que evitem apoio ostensivo a partidos políticos e que as igrejas não cedam seus templos ou locais de culto a Deus para debates ou apresentações de cunho político”, diz a nota. A cúpula da igreja também relatou que a opinião pessoal de membros ou pastores não refletem o posicional oficial da instituição. 

Entenda
O pastor Emerson Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), pediu aos fiéis que assinassem a ficha de apoio à criação do partido Aliança Pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro. 

O pedido aconteceu durante o culto do último domingo (26) e se tornou uma grande polêmica na imprensa, pois representantes de um cartório da cidade estavam na igreja para reconhecer as assinaturas.

O reverendo explicou aos participantes do culto que os funcionários do cartório estavam presentes e que os interessados em conhecer o novo partido poderiam procurá-los.

“Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares”, disse o pastor Emerson.
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