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quinta-feira, 19 de março de 2020

Após desafiar autoridades, Malafaia recua e orienta pastores a suspenderem cultos (vídeo)

Após a polêmica sobre a recusa em determinar o fechamento dos templos nas congregações da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), o pastor Silas Malafaia recuou e orientou os pastores da denominação a acatarem as determinações de autoridades municipais ou estaduais e suspenderem os cultos.

Na última quarta-feira, 18 de março, Malafaia publicou um vídeo em que dizia que só aceitaria suspender a realização de cultos nas congregações da ADVEC com ordem judicial. “Gostaria de avisar ao governador de Santa Catarina e de Pernambuco, onde eu tenho igrejas – e qualquer cidade, qualquer prefeito onde eu tenho igrejas – que se os senhores quiserem fechar as igrejas em que eu sou pastor tratem de ir à Justiça”, declarou.
“Os senhores não têm autoridade. Os senhores têm que proteger o local de culto. E eu aprendi que decisão da Justiça se obedece e depois discute. Essa é a verdade. […] Eu andei hoje 45 quilômetros da minha casa até a igreja. Os ônibus lotados, abarrotados. Será que o governador de Santa Catarina e de Pernambuco acabou com as linhas domésticas? Não! Ele acabou com interestadual de Santa Catarina”, argumentou o líder pentecostal.

Recuo


Sua postura inflexível, até então, vinha gerando enorme polêmica na sociedade, ao ponto em que um formador de opinião alinhado à ideologia de esquerda tenha se manifestado publicamente para que as autoridades pedissem a prisão preventiva de Malafaia na Justiça por, supostamente, colocar a saúde pública em risco.

Diante do cenário, Malafaia usou sua conta no Twitter para fazer duas publicações, reiterando sua contrariedade com as medidas de restrição de circulação e reunião determinadas por diversos governadores. Na primeira, criticou a percepção dos próprios evangélicos sobre o assunto, e na segunda, instruiu seus pastores a obedecerem as determinações das autoridades.

“Para alguns evangélicos: eles querem que fechem as igrejas por causa do pedido do governo e do risco da doença, mas oram para que as igrejas perseguidas fiquem abertas com proibição do governo e com um risco de morte muito maior. Pimenta no olho dos outros é refresco!”, escreveu Malafaia, referindo-se aos cristãos perseguidos em muitos países que desafiam leis que impedem a prática da fé cristã e formam congregações consideradas clandestinas.

Em seguida, o líder da ADVEC recuou de sua postura: “Atenção, pastores! Qualquer estado ou cidade que decretar estado de emergência, independente se tem ônibus circulando ou não, tem que parar o culto. O máximo que você pode fazer é dar atendimento aos necessitados dentro da igreja”, escreveu o pastor, repetindo a orientação que já havia dado em vídeos anteriores para o caso de os cultos serem suspensos.

Todo o episódio ganhou muito mais visibilidade desde que foi anunciada a primeira morte no Brasil em decorrência do coronavírus. As medidas governamentais de contenção à pandemia foram intensificadas, e paralelamente, empresas passaram a determinar que seus funcionários administrativos atuassem de suas residências, colaborando para a redução da possibilidade de exposição ao vírus.
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