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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Força-tarefa da Lava Jato diz ser inconcebível que presidente 'tenha acesso a informações sigilosas'

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba emitiu nota manifestando "repúdio às noticiadas tentativas de interferência do presidente da República na Polícia Federal em investigações e de acesso a informações sigilosas", em referência às afirmações feitas pelo ex-juiz Justiça, Sergio Moro, no pronunciamento em que ele deixou o Ministério da Justiça.

"É inconcebível que o presidente da República tenha acesso a informações sigilosas ou que interfira em investigações", afirma o grupo do Ministério Público Federal do Paraná, coordenado pelo procurador Deltan Dallagnol.

"A tentativa de nomeação de autoridades para interferir em determinadas investigações é ato da mais elevada gravidade e abre espaço para a obstrução do trabalho contra a corrupção e outros crimes praticados por poderosos, colocando em risco todo o sistema anticorrupção brasileiro", segue o comunicado.

Leia a íntegra da nota abaixo:
"Os procuradores da República integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná vêm a público manifestar repúdio às noticiadas tentativas de interferência do Presidente da República na Polícia Federal em investigações e de acesso a informações sigilosas. 

1. A operação Lava Jato demonstra que o trabalho do Estado contra a corrupção exige instituições fortes, que trabalhem de modo técnico e livre de pressões externas nas investigações e processos.

2. Assim, a escolha de pessoas para cargos relevantes na estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal deve ser impessoal, guiada por princípios republicanos e jamais pode servir para interferência político-partidária nas investigações e processos. 

3. Da mesma forma, as investigações devem ser protegidas de qualquer tipo de ingerência político-partidária. É inconcebível que o Presidente da República tenha acesso a informações sigilosas ou que interfira em investigações.

4. A tentativa de nomeação de autoridades para interferir em determinadas investigações é ato da mais elevada gravidade e abre espaço para a obstrução do trabalho contra a corrupção e outros crimes praticados por poderosos, colocando em risco todo o sistema anticorrupção brasileiro." Folha
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