Gêmeas unidas pela cabeça são separadas em cirurgia delicada. A operação durou mais de 20 horas e envolveu mais de 50 profissionais. A reportagem é do R7.
terça-feira, 30 de abril de 2019
Polícia investiga denúncia de crianças dopadas com tranquilizante em creche municipal
Segundo a polícia, outras cinco crianças da creche foram identificadas
com os mesmos sintomas, porém, não chegaram a fazer exames.
O exame comprovou a ingestão de clonazepam, uma substância
tranquilizante que só pode ser usada em crianças com orientação e
acompanhamento médico.
O filho da Keli Nascimento Antoniolo foi quem fez o exame. Segundo a
mãe, a criança já foi internada várias vezes na Santa Casa da cidade,
uma delas em outubro do ano passado, quando ela tinha 11 meses.
Nesta ocasião, ela foi internada depois de sair desacordada da creche
municipal Valter Peresi. “A escola ligava e eu e meu marido íamos
buscar, ele estava abatido, olhar longe, vomitando, às vezes ele
desmaiava. De desmaio já foram três ou quatro vezes, mas de ligar para a
gente ir buscar era direto”, afirma Keli, que é educadora infantil.
Segundo a mãe, da última vez que ele foi levado para a Santa Casa foram
três dias internado. A mãe procurou a Secretaria de Educação para fazer
um relatório de queixa.
Nele, a diretora da escola acrescentou que, segundo as educadoras que
cuidam das crianças, o bebê chegou "bem na escola, alegre, brincando e
se alimentou bem no início da manhã".
No mesmo relatório diz que, durante a tarde, as educadoras perceberam
que a criança estava com aspecto mole, de sonolência. O bebê começou a
vomitar e desmaiou. A família procurou a polícia e o bebê passou por um
exame toxicológico.
“Para a nossa angústia e desespero, deu positivo, deu no organismo dele
que encontraram clonazepam. Estavam dopando o nosso filhinho na
creche”, afirma a mãe.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou, tanto no exame de sangue quanto no de urina, a presença de clonazepam.
Perigo e investigação
Segundo o pediatra Jorge Haddad, essa substância não pode ser usada sem prescrição, ainda mais em se tratando de crianças.
“Ela pode ter uma intoxicação leve, dependendo do número de gotas
aplicadas, como sonolência, moleza, pode ser moderada, e às vezes grave,
levando coma, depressão respiratória e até morte”, diz o médico.
A Polícia Civil abriu um inquérito e suspeita que este não seja um caso
isolado. Cerca de 20 pessoas, entre parentes das crianças e
funcionários da escola, já prestaram depoimento na delegacia que
investiga o caso.
O inquérito já conta com mais de 100 páginas e deve ser concluído em um
mês. Até agora a polícia já identificou seis crianças, alunos da mesma
escola, que apresentaram quadro clínico parecido.
“O fato é o mesmo, agora com mais vítimas, com horizonte maior, todos
serão ouvidos para apurar as consequências dessa atitude em cada uma das
crianças”, afirma o delegado Raymundo Cortizo.
Uma outra mãe, que prefere não se identificar, diz que o filho, aluno
da mesma creche, apresentou os mesmos sintomas quando tinha sete meses,
assim que começou a frequentar a creche. Ela chegou a levar a criança
desacordada para o hospital.
“Ficou um dia e meio na semi UTI e um dia no quarto. Os médicos fizeram
todos os tipos de exame, tomografia, ressonância e ninguém sabia o que
tinha acontecido com ele”, afirma.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Votuporanga disse que nenhum medicamento é administrado
nas escolas municipais para as crianças, com exceção daquelas que
possuem receita médica e os pais mandam medicação e as instruções, como o
horário e a dosagem do remédio.
Em relação à denúncia, a prefeitura disse que a Secretaria de Educação
foi procurada pelos pais de uma criança no final do ano passado e não
por várias, como traz o boletim de ocorrência.
A secretaria relatou o caso à Procuradoria Geral do Município mas, na
época, não havia resultado de exames médicos ou qualquer outro material
com embasamento legal que determinasse providências administrativas.
Mesmo assim, a Secretaria da Educação orientou educadores, técnicos e
profissionais das escolas municipais. A secretaria ainda não foi
notificada quanto à abertura de inquérito.G1
Brasil é o 6º país mais perigoso do mundo para jornalistas, diz Unesco
Relatório divulgado nesta terça-feira (30) pelo Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP) informa que 64 jornalistas, profissionais de
imprensa e comunicadores foram mortos no exercício da profissão no
Brasil entre 1995 e 2018. O documento Violência Contra Comunicadores no Brasil: um Retrato da Apuração nos Últimos 20 Anos foi elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).
“Hoje o Brasil é um dos países mais violentos no que diz respeito ao
ambiente de atuação dos comunicadores – nos posicionamos em sexto lugar
no ranking de nações mais perigosas para jornalistas, segundo a
[Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]
Unesco. Estamos atrás apenas de países em manifesta crise institucional,
política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e
Somália”, diz o relatório.
De acordo com a Unesco, o Brasil é o sexto país mais perigoso do
mundo para os profissionais da comunicação. O relatório ressalta que a
situação configura "verdadeira violação à liberdade de expressão". O
material também aponta “dificuldades estruturais notórias das Polícias
Judiciárias" e diz que "muitos dos autores intelectuais desses crimes
não chegam a ser responsabilizados. A autoria por vezes sequer é
identificada.”
“Essa situação de inação pode gerar a responsabilização internacional
do Estado brasileiro, pela violação de compromissos internacionais
voltados a proteção dos Direitos”, indica o relatório.
Mortes
O levantamento mostra que a maior parte das mortes ocorreu em
pequenas cidades e envolve jornalistas e comunicadores de pequenos
grupos, entre eles blogueiros e radialistas. O documento detalha as
mortes e o andamento dos casos em todos os estados – o Rio de Janeiro,
com 13 assassinatos; a Bahia, com sete; e o Maranhão, com seis, foram os
três estados que mais registraram casos desde 1995. Do total de casos
registrados, sete não tiveram solução e outros sete estão sem
informações.
“Chama atenção a quantidade de fatos ocorridos no estado do Rio de
Janeiro, que lidera como a unidade da federação mais violenta para o
trabalho de comunicadores. Além de estar à frente em número absoluto de
atos de violência extremada, o estado fluminense foi palco de dois casos
simbólicos – os assassinatos de Aristeu Guida e Reinaldo Coutinho”,
destaca o documento.
De acordo com o documento, o ano de 2015 representou o ápice da
violência contra profissionais de imprensa. “Apesar de os anos seguintes
indicarem uma tendência de diminuição da taxa de homicídios contra
esses profissionais, o ano de 2018 voltou a apresentar taxas mais altas,
quando foram mortos quatro comunicadores no exercício de suas funções”,
indica o relatório.
Segundo o estudo, a principal dificuldade para apurar esse tipo de
crime é a verificação sobre mandantes e executores. As informações foram
levantadas a partir de informações do Ministério das Relações
Exteriores, que envia dados sobre o tema à Unesco. agenciabrasil
Abril reitera pedido ao STF para entrevistar esfaqueador de Bolsonaro
A editora Abril retirou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para entrevistar Adélio Bispo.
A permissão do STF para que o presidiário Lula da Silva (PT) fosse entrevistado pelos jornais Folha de S. Paulo e El País repercutiu no caso do atentado contra o presidente Jair Bolsonaro.
A editora Abril reiterou nesta segunda-feira (29) ao Supremo um pedido para entrevistar Adélio Bispo de Oliveira, responsável por dar uma facada em Bolsonaro durante comício em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, no dia 6 de setembro de 2018.
O ministro Gilmar Mendes já negou o pedido uma vez, mas a editora entende que a decisão do presidente da Corte, Dias Toffoli, na semana passada gerou um “importante precedente”.
“Constitui inequívoco ato de censura prévia e afronta aos termos da
ADPF 130 [ação na qual foi derrubada a Lei de Imprensa], a proibição de
entrevista com presos”, afirma a editora. renovamidia
STF arquiva inquérito da Lava Jato que investigava Maia e Renan
Nesta terça-feira (30), o ministro
Edson Fachin (Supremo Tribunal Federal) determinou o arquivamento do
inquérito que investigava o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador
Renan Calheiros (MDB-AL).
Fachin atendeu a um pedido feito por Raquel Dodge (Procuradora-Geral da República), que afirmou não ter visto indícios suficientes para manutenção da apuração sobre os parlamentares.
Rodrigo Maia ainda responde a outros 2 inquéritos. Renan Calheiros é alvo de 13 apurações.
O inquérito arquivado dizia respeito ao suposto recebimento de valores ilícitos para aprovação de medidas provisórias do governo federal. conexaopolitica
Fachin atendeu a um pedido feito por Raquel Dodge (Procuradora-Geral da República), que afirmou não ter visto indícios suficientes para manutenção da apuração sobre os parlamentares.
Rodrigo Maia ainda responde a outros 2 inquéritos. Renan Calheiros é alvo de 13 apurações.
O inquérito arquivado dizia respeito ao suposto recebimento de valores ilícitos para aprovação de medidas provisórias do governo federal. conexaopolitica
Bolsonaro libera R$ 224 milhões para acolhimento a refugiados venezuelanos
O presidente Jair Bolsonaro
assinou, nesta terça-feira (30), uma medida provisória que libera R$
223,85 milhões para "assistência emergencial e acolhimento humanitário
de pessoas advindas" da Venezuela. O dinheiro será gerido pelo
Ministério da Defesa. Embora tenha que ser votada pelo Congresso em até
120 dias para ser legitimada, a medida já está em vigor.
O texto (MP 880/19), divulgado no Diário Oficial da União, será
analisado inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento da Câmara e, em
seguida, será votada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Esta é a primeira MP do governo Bolsonaro destinada a auxiliar os
refugiados do país vizinho. O governo do ex-presidente Michel Temer
havia alocado, por meio de três outras MPs, um total R$ 280,3 milhões
para assistência aos venezuelanos 2018. congressoemfoco
A cantora e compositora Beth Carvalho morre aos 72 anos
Beth estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona
Sul do Rio, desde o início de 2019. A causa da morte ainda não foi
divulgada.
A cantora e compositora Beth Carvalho morreu no Rio de Janeiro nesta terça-feira (30), aos 72 anos.
Com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos gravados, a
cantora é um dos maiores nomes do samba e considerada madrinha de
artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão – daí o apelido “Madrinha do Samba”.
Um problema na coluna já afligia a cantora havia algum tempo.
Em 2018, com a mobilidade cada vez mais reduzida pelos efeitos do problema, Beth fez um show que entrou pra história.
Ao lado do grupo Fundo de Quintal, ela mostrou sua
força ao cantar deitada seus sucessos no show “Beth Carvalho encontra
Fundo de Quintal – 40 anos de pé no chão”. RENOVA









