Translate

Compartilhe

https://www.facebook.com/deltan.dallagnol/videos/1384339188276453/

search este blog

  • Saiu!

    Novo Single: História de Amor

  • Entrevista com Wallas Silva

    "Lutador de Muay Thai""

quinta-feira, 9 de maio de 2019

DECRETO | Crianças e adolescentes na mira do porte de armas (vídeo)

Mais uma medida polêmica do Presidente Jair Bolsonaro. 

O Presidente do Brasil Jair Bolsonaro tem cumprido a promessa de campanha de ampliar o acesso às armas no país.

Assim que tomou posse, Bolsonaro alterou a legislação e ampliou o direito à posse de armas, como conta a correspondente da SIC no Brasil, Ivani Flora.
Agora, o assunto volta a causar polêmica depois de, na terça-feira à noite, ter sido assinado um decreto onde Bolsonaro amplia o direito ao porte de arma e facilita a prática de tiro para crianças e adolescentes . sicnoticias

Prefeituras querem regulamentar patinetes elétricos

A recente oferta de aluguel de patinetes elétricos nas grandes cidades aliada ao aumento no número de usuários tem feito com que governos e prefeituras corram para tentar regulamentar a atividade.
Não há normas sobre o uso do novo modal o que tem transformado ruas em locais sem lei para os patinetes. A reportagem da Agência Brasil flagrou usuários de patinetes elétricos circulando entre os carros e "cortando" pedestres. A maior parte deles não usa capacete, apesar das recomendações das empresas que oferecem o serviço.
Na avaliação do especialista em mobilidade Ronaldo Balassiano, o estabelecimento de normas para uso do equipamento trará mais segurança para motoristas, pedestres e usuários do serviço. Segundo ele, os governos têm demorado para fazer a regulamentação.

Distrito Federal

No Distrito Federal, a Secretaria de Mobilidade informou que o governo está elaborando um projeto de lei para atualizar a política de mobilidade urbana cicloviária, que já prevê o uso das bicicletas compartilhadas e dos patinetes. Entretanto, ainda não há uma data prevista para apresentar a proposta.
Na falta de uma regulamentação sobre o serviço, a controvérsia em relação ao uso de patinetes em micro-deslocamentos urbanos fez com que as autoridades se manifestassem com orientações para evitar acidentes. Em nota, na última terça-feira (7), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e a Polícia Militar (PMDF), orienta o uso desses equipamentos somente em locais de circulação de pedestres, ciclovias ou ciclofaixas.
"Logo, não é permitido o trânsito de patinetes em faixas de rolamento, em razão do risco de compartilhamento de espaço com veículos automotores", diz a nota. 
"Quando houver a necessidade de atravessar a via pública, o usuário do patinete deverá procurar as passarelas, passagens subterrâneas ou faixas de pedestres. Nesse caso, o usuário do patinete deverá descer do equipamento para fazer a travessia segura."
Cariocas usam patinetes elétricos no centro do Rio, por Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a Guarda Municipal afirma que não há regulamentação para aplicação de multa a condutores de patinetes elétricos. Entretanto, a prefeitura afirma que durante o patrulhamento de rotina, os guardas atuam na orientação de condutores de patinetes, bicicletas elétricas e outros tipos de veículo para uma direção defensiva.
Em nota, a Guarda Municipal afirmou que promove ações educativas e distribui folhetos sobre o uso correto das ciclovias e das áreas de lazer na orla da cidade. Entre as informações, está a orientação para o limite de velocidade na ciclovia (20km), a proibição de andar na contramão e a necessidade de respeitar as leis de trânsito.

São Paulo

Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes criou em janeiro um grupo de trabalho para estudar a regulamentação do sistema de compartilhamento de patinetes elétricos na cidade. A partir de uma chamada pública, 11 empresas demonstraram interesse em participar da elaboração dessas normas. A primeira reunião envolvendo os empreendedores e o Poder Público aconteceu no dia 19 de março.

A secretaria também está consultando outras prefeituras do mundo, como as de Nova York, nos Estados Unidos, e Paris, na França, para analisar as experiências com essa forma de transporte. Entre as preocupações, está o estabelecimento de critérios para que os equipamentos sejam seguros, confiáveis e não sejam estacionados de modo a atrapalhar a circulação de pedestres.

Empresas

Circulação com patinetes elétricos invadiram as ruas das grandes cidades nos últimos meses. - Valter Campanato/Agência Brasil
As empresas que fornecem o serviço afirmam que disponibilizam as informações de segurança no momento em que o usuário se cadastra no aplicativo. Elas informam que têm como prioridade a prevenção de acidentes e que trabalham para intensificar as campanhas de conscientização em prol do uso correto dos patinetes, através do aplicativo e pelas redes sociais. A velocidade recomendada aos usuários é de 6 km/h nas calçadas e de 20 km/h nas ciclovias ou ciclofaixas.
Em nota à Agência Brasil, a Yellow – que oferece patinetes elétricos no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília – afirma que a idade mínima para a utilização do equipamento é 18 anos e que demais orientações, como a importância do uso de capacete, constam do termo de uso disponível no aplicativo.
Ainda segundo a empresa, a operação dos patinetes respeita as determinações das resoluções 375 e 465 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entre elas, a limitação da circulação desses veículos a “áreas de pedestres, ciclovias e ciclofaixas”.
A empresa também recomenda aos usuários planejar o caminho, não trafegar com mais de uma pessoa, dar sempre preferência ao pedestre e respeitar as regras do trânsito.
Outras recomendações são: jamais conduzir o patinete se houver ingerido álcool, segurar sempre o guidão com as duas mãos e ficar atento a irregularidades nas vias, como buracos, bem como galhos e árvores que possam oferecer riscos no trajeto.
Na capital fluminense, o serviço de patinetes elétricos é oferecido por três empresas: a Yellow e a Grin, muito presentes na área central da cidade, e a Tembici, que atua em parceria com a Petrobras, na orla de Copacabana e Ipanema.
Em São Paulo, o serviço vem sendo oferecido desde agosto de 2018 pela Yellow. A primeira experiência foi com uma estação em um prédio privado na Avenida Faria Lima, na zona oeste da cidade. Desde então, a empresa expandiu a área de atuação e atualmente tem equipamentos disponíveis na Vila Madalena, Pinheiros, Jardins, Vila Mariana e Campo Belo. Atualmente, a Grin também disponibiliza patinetes para locação na cidade.

No Distrito Federal (DF), o serviço de patinetes está disponível no Plano Piloto (região central da cidade) e em Águas Claras e é oferecido pela Yellow e pela Grin, desde janeiro de 2109.
Apenas a Tembici, empresa que opera do Rio, divulga o número de patinetes. Segundo a empresa, 500 modelos elétricos ficam espalhados pela orla da zona sul. Para aumentar a segurança, ainda segundo a empresa, os equipamentos têm uma prancha mais ampla, rodas maiores e um visor que mostra a velocidade, limitada a 15 km/h, com o objetivo de reduzir o risco de acidentes e lesão ao usuário e aos pedestres. Também são oferecidos capacetes nas estações.
Grin e Yellow não divulgam os dados referentes ao número de patinetes disponíveis alegando questões estratégicas. agenciabrasil

Banco do Brasil vê lucro ajustado 40% maior no trimestre, de R$ 4,2 bi

O Banco do Brasil (BB) apurou lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões no primeiro trimestre de 2019, o que representa alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O número veio acima da projeção média de analistas consultados pelo Valor, que era de R$ 3,897 bilhões. O lucro líquido contábil ficou em R$ 4,005 bilhões, aumento de 45,7% na comparação anual.

A margem financeira bruta somou R$ 12,711 bilhões entre janeiro e março, o que mostra uma alta de 6,3% frente ao primeiro trimestre de 2018 e de 1,8% na comparação com os três últimos meses daquele ano.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) caíram 26,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 3,126 bilhões. Na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 1,3%.

O BB apontou ainda que as receitas com tarifas subiram 3,8% na comparação anual, para R$ 6,795 bilhões. As despesas administrativas cresceram 1,7%, para R$ 7,557 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado pelo critério de mercado ficou em 16,8% no primeiro trimestre de 2019, ante 15,4% no trimestre final de 2018 e 12,6% nos três primeiros meses daquele ano.

A instituição indicou também que fechou março com índice de Basileia, uma medida de capital bancário, de 19,26%,  e 10,53% de capital principal.

Inadimplência
O BB fechou o primeiro trimestre com alta da inadimplência. A taxa de operações com atraso superior a 90 dias era de 2,59% no fim de março, ante 2,53% em dezembro de 2018. Na comparação anual, porém, o indicador melhorou, já que em março do ano passado era de 3,63%.

A alta trimestral foi motivada pelos segmentos de pessoa física e agronegócios, enquanto os atrasos de pessoa jurídica diminuíram.

Na carteira de pessoa física, a inadimplência fechou março em 3,25%, ante 3,17% em dezembro passado e 3,49% em março de 2018. No agronegócio, a inadimplência subiu para 1,68%, alta de 0,15 ponto percentual em três meses e queda de 0,17 ponto em 12 meses.

Já no segmento de pessoa jurídica, a taxa de calotes baixou para 3,08%, vinda de 3,08% em dezembro de 2018 e 5,68% no término do primeiro trimestre de 2018.

O Banco do Brasil (BB) mostrou piora na inadimplência de curto prazo, um dos indicadores analisados pelo mercado para medir a tendência de calotes.

No caso das operações com atraso de 15 a 89 dias, a taxa de inadimplência estava em 2,03% no fim do primeiro trimestre, superando tanto a taxa de 1,78% no fim de dezembro de 2018 e aquela apurada em março daquele mesmo ano, de 1,81%.

Carteira de crédito
A carteira de crédito ampliada cresceu 0,8% em um ano, a R$ 684,171 bilhões, o que representa queda de 1,9% em relação a dezembro de 2018 e alta de 0,8% ante o fechamento do primeiro trimestre daquele calendário. 

Em pessoa física, a carteira do BB avançou 1,7% em três meses e 7,7% em um ano, para R$ 199,921 bilhões. O estoque foi impulsionado por linhas como consignado, financiamento imobiliário e cartões. Na contramão de outros bancos, o banco encolheu no financiamento de veículos.

A carteira de pessoa jurídica somava R$ 208,459 bilhões no fim de março, o que indica retração de 5,2% no trimestre e 6,3% em 12 meses. O portfólio de grandes empresas caiu 9% em relação a dezembro e 13% frente a março do ano passado, para R$ 105,136 bilhões.

As operações com micro, pequenas e médias empresas diminuíram 0,9% no trimestre e 3% em um ano, para R$ 58,910 bilhões. O segmento de governo totalizava R$ 44,413 bilhões no fim de março, queda de 1,1% frente a dezembro e alta de 8,4% em relação a março do ano passado. 

No agronegócio, a carteira do BB teve crescimento trimestral de 0,2% e alta de 5,5% em 12 meses, para R$ 184,739 bilhões.

Receita de tarifas
A receita de tarifas do BB somou R$ 6,795 bilhões entre janeiro e março, com queda de 6,1% sobre o quarto trimestre de 2018 e expansão de 3,8% na comparação com igual intervalo daquele calendário.
A receita com conta corrente teve alta anual de 5,4%, para R$ 1,849 bilhão. Em administração de fundos, houve expansão de 6,9%, a R$ 1,520 bilhão. Em seguros, previdência e capitalização, o aumento foi de 9,1%, chegando a R$ 841 milhões. Já em cartão de crédito e débito, a receita subiu 12,7%, a R$ 521 milhões.

Por sua vez, as despesas administrativas se situaram em R$ 7,557 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 4,6% sobre os três meses anteriores e alta de 1,7% ante um ano antes. As despesas de pessoal ficaram em R$ 4,866 bilhões, com alta anual de 2,4%. Já os outros gastos administrativos tiveram leve alta de 0,4%, a R$ 2,691 bilhões.

Resultados
O BB ficou, no primeiro trimestre, abaixo do guidance que estipulou para a carteira de crédito e as rendas de tarifas neste ano. No entanto, as despesas administrativas vieram melhor que o projetado e o lucro ficou em linha com as estimativas.  Valor

Bispos católicos da CNBB contestam bandeiras de Bolsonaro

Principal entidade da Igreja Católica no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta terça-feira (7) uma mensagem em que contesta bandeiras do governo.

Sem mencionar diretamente o presidente da República, Jair Bolsonaro, os bispos criticaram as seguintes medidas que, segundo eles, estão sendo tomadas pela gestão atual:
  • Estímulo ao liberalismo econômico;
  • Ausência de medidas eficazes para combater o desemprego;
  • Corte de verbas para a área da educação;
  • Extinção de conselhos de participação da sociedade;
  • Flexibilização das regras sobre armas;
  • Interferência em terras indígenas e quilombolas;
  • Criminalização dos defensores de direitos humanos.
Os problemas apontados pelos bispos fazem parte do documento “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro” e se somam a uma nota divulgada na semana passada com ressalvas ao projeto de reforma da Previdência defendido pelo Planalto, informa a Folha.

O manifesto divulgado nesta terça-feira (7) foi aprovado pelos mais de 300 bispos que participaram da assembleia da CNBB. O texto é salpicado de referências ao papa Francisco e de declarações dele.

 

Globo demite 40 jornalistas e âncora ataca Bolsonaro

A Rede Bahia, afiliada da Globo, demitiu na última segunda-feira (6) cerca de 40 jornalistas de duas de suas principais afiliadas no estado: TV Oeste e TV São Francisco.

Segundo reportagem do site Notícias da TV, a agora ex-âncora do BATV, Priscila Guedes, reclamou da demissão e utilizou o Instagram para disparar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro:  

“Bolsonaro é o caralho. Lula livre, porra!”

Em outra publicação na mesma rede social nesta terça-feira (7) Priscila aproveitou para agradecer aos quase cinco anos na TV São Francisco, mas frisou as dificuldades que ela a sua equipe passaram na emissora:
“A casa ajudou bastante, foi uma escola… grandes profissionais, grandes amigos e companheiros do dia a dia, dos perrengues (e que perrengues, a gente devia ganhar por insalubridade). Saio com saúde, experiência e muita gratidão a todos os meus amigos de trabalho. No meu último jornal, me despedi como de costume, mas não como queria. Por isso, deixo aqui minha despedida pro povo do Norte da Bahia e Vale do São Francisco, que me acompanhava todos os dias.”
A situação financeira da Rede Globo aparenta não estar muito boa. A emissora vem demitindo funcionários e reduzindo os salários das suas principais estrelas.
O faturamento do veículo da velha imprensa caiu 15% nos últimos cinco anos. Os executivos têm argumentado que a concorrência do streaming e a nova realidade do mercado publicitário fez diminuir as receitas, inviabilizando os rendimentos muito altos,como noticiou a RENOVA.

PF e FBI: israelense morador do DF arrecadou U$ 15 milhões na dark web

O esquema do israelense Tal Prihar, morador do Lago Sul, acumulou 15 milhões de dólares em bitcoins devido a 40 mil transações ilegais realizadas por meio de seu site na dark web – camada da internet que não pode ser acessada por meio de mecanismos de busca comuns, como o Google. Ele foi preso na última segunda-feira (06/05/2019), em Paris, França, na operação conjunta da Polícia Federal e do FBI (o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos) para combater crimes praticados nas redes.

Os Estados Unidos irão confiscar quatro carteiras virtuais e três contas bancárias que estavam em nome de Prihar e de seu sócio, Michael Phan, também preso na ação policial. A Procuradoria-Geral do estado da Pensilvânia deu mais detalhes, nesta quarta-feira (08/05/2019), de como funcionava o esquema de crimes praticados pela dupla. O endereço que eles comandavam era a porta de entrada para sites de venda de drogas, entre outros negócios ilegais, ao redor do mundo.

“Essa é a ação mais significativa da história contra a dark web”, disse o procurador-geral do estado americano, Scott W. Brady. “A Procuradoria-Geral dos EUA usou todo o seu conhecimento cibernético para atacar a venda de opioides. Esse caso significa o primeiro ataque à grande estrutura que apoia e promove a venda de drogas.”

Segundo as investigações, os israelenses Tal Prihar e Michael Phan controlavam o site DeepDotWeb, responsável não apenas por indicar sites em que é possível comprar drogas, como heroína, cocaína, MDMA e LSD, mas também por ensinar novos usuários a adquirir entorpecentes e outros produtos contrabandeados ou relacionados a fraudes.

O domínio foi criado em novembro de 2014 e ganhava uma porcentagem de todas as compras que mediava. Os pagamentos eram feitos via bitcoin. Tudo era guardado numa carteira virtual e posteriormente transferido para a conta de empresas de fachada controladas pelos dois, para fazer a lavagem do dinheiro. O lucro era divido igualmente entre os compatriotas.
“Sites como DeepDotWeb são ameaças globais que necessitam de parcerias internacionais para serem parados”, disse Robert Jones, agente especial do FBI. “Os esforços feitos por todas as agências investigadoras do mundo mandam a mensagem de que nós estamos indo atrás dos operadores desses sites perigosos.”

Apesar de morar em Brasília, Prihar foi preso no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na última segunda-feira (06/05/2019) durante uma viagem. O investigado também é suspeito de crime de pornografia infantil. Já Phan foi encontrado em Israel. Scott Brady preferiu não dar detalhes de como será feita a extradição ou quantos anos os dois podem ficar na cadeia.

A vida de Prihar em BrasíliaTal Prihar mantinha uma rotina discreta na casa em que morava, no Lago Sul. Ele residia com a mulher, também israelense, e quatro filhos pequenos, em uma casa alugada na QL 22 há cerca de um ano. O valor médio do aluguel no mesmo conjunto é R$ 10 mil. O local foi alvo de busca e apreensão, onde os agentes localizaram R$ 1 milhão em espécie, notebooks, smartphones e dispositivos utilizados para a guarda de criptomoedas. Havia dinheiro escondido até mesmo dentro de uma impressora.

A residência possui área de lazer luxuosa com piscina, churrasqueira e sauna. Apesar do conforto, o casal não costumava comprar móveis ou objetos caros. A família tinha um carro modelo SUV e contava com empregada e funcionários para cuidar da piscina e do jardim. As crianças chegaram a estudar em uma escola particular na região, mas desde o início deste ano passaram a ter aulas particulares em casa, que conta com sistema de segurança, como alarme e câmeras.

Segundo uma funcionária, que pediu para não ser identificada, eles eram “pessoas muito simples”. “Tinham aparência humilde. O casal era muito cuidadoso com os filhos. Uma vez nos contaram que o sustento deles vinha de um site. Eu jamais poderia imaginar que ele era envolvido com qualquer tipo de crime”, contou. Ela também disse que a mulher era muito religiosa e seguia os costumes e tradições de Israel. “Fazia muitas orações e respeitava os feriados.”

Discreto, o casal evitava promover festas ou eventos no local. O pouco domínio do português também dificultava a comunicação com os vizinhos. “Ele costumava tomar uma cerveja ou vinho em casa mesmo. Estavam sempre na residência. Quando viajavam, era para Israel ou Europa. Diziam que gostavam de morar no Brasil porque o custo de vida é menor por aqui”, acrescentou outro funcionário.
Nas redes sociais, o suspeito se apresentava como sócio-administrador de uma empresa de marketing. O endereço da firma é o mesmo da residência. Ele também participa de fóruns on-line sobre segurança cibernética.
Ex-morador
Não é a primeira vez que o endereço é alvo da Polícia Federal. Em 2015, os policiais foram ao mesmo local prender o antigo morador José Dirceu. Na época, o ex-ministro cumpria prisão em regime aberto após ter sido acusado no julgamento do mensalão. Ele deixou o imóvel vestindo uma camisa azul, calça social e terno e não foi algemado. Dois carros caracterizados da polícia entraram na garagem da casa para levá-lo.


Deep web e dark web
Professor do Departamento de Informática da Universidade de Brasília (UnB), Jorge Fernandes diz que a dificuldade de rastreamento por parte das autoridades torna as redes obscuras da internet um terreno fértil para criminosos. Segundo o especialista, sem fiscalização, o espaço acaba sendo ocupado por bandidos, pedófilos e traficantes de drogas, armas e, até, órgãos.
Segundo o professor, a deep web é composta por um conjunto de servidores que não são indexados por mecanismos de buscas, como o Google. Por sua vez, a dark web é uma camada ainda mais profunda da rede utilizada por criminosos. “Você tem um submundo de informações e não possui mapeamento completo dele. Eles fazem assim porque gostam de se esconder.”
Jorge Fernandes explica que endereços na zona mais profunda da rede só podem ser acessados por quem conhece o caminho. “Assim como existe em qualquer grupo social, na internet também acabam criando uma estrutura de submundo.”

De acordo com o especialista, o conjunto de protocolos de acesso que os frequentadores da deep web usam dificulta o trabalho da polícia. “Até porque tem uma dificuldade de jurisdição no mundo. Por exemplo, se um computador que tem um monte de coisas ligadas ao crime está hospedado em outro país, a polícia daqui não tem como forçá-lo a sair do ar.” metropoles

Justiça determina novamente a prisão de Michel Temer: “foi uma surpresa desagradável”

Por dois votos a um, o TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) revogou nesta noite o habeas corpus cedido no fim de março a Michel Temer (MDB). O ex-presidente está em São Paulo e disse a jornalistas que se entregará amanhã:

“Sempre sustentei nessas questões todas que não há prova. Pra mim [a cassação do habeas corpus] foi uma surpresa desagradável, mas amanhã eu me apresento voluntariamente”, disse Temer.

Temer também disse que sua defesa entrará com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.”É uma injustiça, mais que injustiça, com a devida vênia, é uma injuridicidade”, completou Temer.

No Rio, o advogado Eduardo Carnelós disse que negociará com o juiz federal Marcelo Bretas, que havia determinado a prisão de Temer em 21 de março, detalhes da reapresentação do ex-presidente.
Responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio, caberá a Bretas determinar se Temer ficará detido em São Paulo ou será novamente transferido para o Rio.

O advogado de Temer criticou a decisão dos desembargadores. “Eu só posso lamentar, embora respeitando os desembargadores que assim entenderam. . Considero isso uma injustiça”, criticou. “Considero isso mais uma página triste na história recente do Judiciário brasileiro”. jmnoticia