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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Flamengo: MP quer R$ 1 mi aos pais de vítimas do incêndio

A Defensoria Pública e o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) entraram com um novo pedido de indenização junto à Justiça para os familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamentos do Flamengo.

Além de pedir “à Justiça a confirmação de decisão que condenou o clube a pagar pensão mensal no valor de R$ 10 mil por mês”, foi solicitado “reparação no valor de R$ 1 milhão para cada mãe e pai dos jovens atletas mortos”. A tragédia completou um ano no último sábado (8).

– Está sendo necessária a ação para que a Justiça condene o Flamengo a assumir sua responsabilidade pela morte dos meninos, assim como pelos danos sofridos pelos sobreviventes, nos valores justos, uma vez que a investigação criminal demonstrou que a tragédia foi causada pela negligência e omissão do clube, e que, apesar disso, até agora o Flamengo não indenizou todas as famílias adequadamente – disse Cíntia Guedes, coordenadora Cível da Defensoria, ao site do órgão.

O pedido ainda aponta dever de indenização do clube por danos morais coletivos.
“No caso da presente petição, é pedido o montante mínimo de R$ 20 milhões, diante da existência de elementos probatórios que evidenciam a culpa grave e consciente do réu”, diz trecho de comunicado publicado no site da Defensoria.

O incêndio deixou dez mortos e três feridos. Até o momento, o clube rubro-negro fechou 4 acordos em 11 negociações. Dos casos finalizados, há o aperto de mãos com as famílias de Athila Paixão, de Gedson Santos, o Gedinho, de Vitor Isaias e com o pai de Rykelmo.

Com a mãe de Rykelmo, que acionou a Justiça, e com os familiares de Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo, Pablo Henrique e Samuel Thomas ainda não houve resolução. As defesas não estão sendo conduzidas de forma coletiva.

O incêndio no Ninho do Urubu ainda é tema de CPI na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Em sessão realizada nesta sexta-feira (14), estiveram presentes dirigentes da antiga e atual gestão do clube rubro-negro para dar explicações.

Os parlamentares que integram a comissão apontaram que a destinação dos contêineres que serviam de dormitórios para os jovens da base do Flamengo era inadequada. O local tinha a função original de servir como ambulatório.

Os deputados afirmaram que pedirão a cópia do contrato do clube com a NHJ, empresa que forneceu as estruturas. Não foi esclarecido, no entanto, questões sobre as responsabilidades. As perguntas que persistem sem resposta objetiva seguem, pois também há o questionamento sobre o fato de o Ninho estar interditado pela Prefeitura do Rio à época.

Presentes para a prestação de esclarecimentos, o ex-CEO Fred Luz e o ex-vice de patrimônio Alexandre Wrobel não souberam apontar os eventuais responsáveis, mas indicaram que a diretoria de administração do CT pode ser uma chave para elucidar dúvidas.

Ausente, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi representado pelo vice-geral e do jurídico do clube, Rodrigo Dunshee.
*Folhapress

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