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domingo, 22 de março de 2020

Ministério da Saúde anuncia distribuição de 10 milhões de testes rápidos para COVID-19

Neste sábado (21), o Ministério da Saúde anunciou pretende distribuir 10 milhões de testes rápidos aos Estados e Distrito Federal, com o objetivo de ampliar o número de pacientes testados para o novo coronavírus no Brasil. Trata-se de recomendação da própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende a ampla testagem da população. 

Por conta da falta de testes disponíveis atualmente no sistema de saúde brasileiro, apenas os casos considerados graves tem sido testados, o que impossibilita que casos com sintomas leves, ou assintomáticos, recebam algum tipo de confirmação, prejudicando até mesmo as estatísticas do avanço do COVID-19 no País. Com a aquisição dos testes rápidos, a pasta de Luiz Henrique Mandetta visa aumentar o escopo de verificação.

Segundo o secretário de Vigilância, Wanderson Oliveira, primeiro será distribuído aos entes estaduais um carregamento com 5 milhões de testes rápidos, que devem chegar ao Brasil em até oito dias. Nas próximas semanas, a ideia do ministério é ampliar o número para 10 milhões de kits de testagem, avaliados a R$ 75 cada. De acordo com Wanderson, a pasta está em negociação com empresas como a mineradora VALE para que os testes sejam conseguidos por meio de doação.

A previsão é que a aquisição seja por meio de uma doação ou por uma compra direta do ministério, a depender da capacidade operacional. Nós estamos buscando todos os meios para disponibilizar aos brasileiros os testes mais eficientes e com o melhor custo benefício”, explicou Wanderson, acrescentando: “É importante lembrar que há uma escassez de testes no mundo”.

Os testes serão utilizados primeiro em profissionais de saúde e, segundo o secretário, serão enviados para Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Além disso a perspectiva, disse, é de implantar um sistema similar ao da Coreia do Sul, “usando um drive-thru de testes em alguns centros para aumentar a testagem“.

Com os testes rápidos, a verificação será feita por meio de uma gota de sangue, como uma aferição de glicemia realizada por diabéticos, permitindo que o resultado saia em minutos. Atualmente, os testes disponíveis da rede pública são do tipo laboratorial, que analisa muco e saliva, e dependem de processamento por técnicos, o que pode levar dias.

O Governo recebeu muitas críticas por seu protocolo de testar apenas doentes já em estado grave. Há uma preocupação de que isso leve a uma sub-notificação do vírus, e também eleve a taxa relativa de mortalidade. Neste sábado, a contagem de casos no Brasil chegou a 1128 confirmados e 18 mortos, sendo 15 em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro. O ministro Mandetta já admitiu que esse número pode ser ainda maior.

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, recomendou a Países que sejam feitos testes em todos os casos suspeitos. “Não se consegue combater um incêndio com os olhos vendados, você não consegue parar essa pandemia se não souber quem está infectado”, afirmou. “Teste, teste, teste. Teste todo caso suspeito. Se for positivo, isole e descubra de quem ele esteve próximo”, orientou.
FolhaSP
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