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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Covid-19: Vacina de Oxford poderá ficar pronta em setembro

Desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca, a vacina contra a Covid-19 poderá finalizar seus testes em humanos em setembro, de acordo com Sarah Gilbert, cientista por trás dos estudos na faculdade britânica.

Depois disso, o imunizante – considerado em fase mais avançada no mundo – depende do processo de fabricação e distribuição. Segundo Fraser Hall, presidente da Astra Zeneca Brasil, em entrevista a VEJA em junho, o produto pode chegar ao país ainda este ano, sem prazo definido. Outras estimativas, entretanto, falam em primeiro trimestre de 2021.

Os resultados da primeira fase deverão ser oficialmente divulgados nesta segunda-feira, 20. “Esperamos que o artigo, que está em fase final de edição, seja publicado em 20 de julho, para divulgação imediata”, informou a revista The Lancet por meio de nota.

Os pesquisadores acreditam que a vacina, que está na terceira e última etapa de testes, tem cerca de 80% de eficácia na prevenção da forma grave da doença.

Devido à pandemia, a equipe de Oxford desenvolveu uma tecnologia que pode acelerar o processo. A Astrazeneca planeja conseguir produzir mais de 2 bilhões de doses.

O imunizante teria apresentado um resultado duplamente positivo: além de criar anticorpos contra o coronavírus, também induziu a produção de células T do sistema imunológico, que atuam no sistema de defesa do organismo.

Ao todo, 50 mil pessoas participam dos testes da vacina de Oxford em todo o mundo, sendo 10% delas no Brasil. No país, os testes acontecem em parceria com a Universidade Federal de São Paulo, Instituto D’Or e a Fundação Lemann.

Existem hoje em todo o planeta em torno de 160 projetos de imunizantes. Destes, duas dezenas já estão em fase de testes clínicos em humanos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia afirmado que a vacina de  de Oxford é a mais avançada. O imunizante da Pfizer também está em fase adiantada de fabricação.

O investimento global no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus foi recorde: 20 bilhões de dólares.

VEJA

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