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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Eduardo defende que Aliança leve fundo partidário do PSL

Para o líder do PSL na Câmara, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), é uma questão de justiça os dissidentes da legenda de Luciano Bivar (PE) levarem sua parte do fundo partidário para a Aliança pelo Brasil, sigla que o presidente Jair Bolsonaro quer criar.

As declarações foram dadas pelo filho do presidente na noite desta terça-feira (12), na saída de uma reunião de uma hora na liderança do governo na Câmara. Participaram os deputados que já sinalizaram que devem deixar o PSL e migrar para a Aliança.

O fundo partidário financia, com verbas públicas, o funcionamento das legendas. A distribuição dos recursos leva em conta os votos obtidos na última eleição para a Câmara. Mudanças nas bancadas ao longo da legislatura não são consideradas na hora da divisão.

– Se trouxer o fundo é bom por uma questão de justiça, porque o injusto é você ter sido eleito, sair do partido e ficarem tão poucos deputados no PSL e eles terem esse fundo todo à disposição deles – defendeu Eduardo.

Segundo o deputado, o lado positivo de sair sem os recursos é atrair “pessoas que são mais conectadas” com as ideias bolsonaristas.

– Você afasta um pouco aquele perfil de político, principalmente de candidato, que só vai para o partido que tem fundo eleitoral, que não é nosso objetivo. Nosso objetivo é ter um alinhamento com pessoas – disse.

O anúncio de que Bolsonaro vai deixar o PSL foi feito em reunião com deputados aliados e, mais tarde, na conta do presidente em rede social.

– Hoje anunciei minha saída do PSL e início da criação de um novo partido: “Aliança pelo Brasil”. Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018″, disse o presidente.

Os parlamentares dissidentes pretendem alegar perseguição política para deixar o PSL, o que permitiria que mantivessem seus mandatos e, a depender do entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), levassem também os recursos do fundo. O líder do partido na Câmara, no entanto, não quis detalhar a estratégia que será adotada.

A intenção é que o novo partido esteja formalizado já em março, que é o prazo final para que se filiar a um partido e sair candidato nas eleições municipais, afirmou Eduardo, que enfatizou em mais de uma ocasião que a prioridade do novo partido será atrair pessoas alinhadas com a agenda liberal conservadora.

– Nós vamos ser um partido ideológico, não um partido que visa ter a maior bancada, mas que visa ter maior qualidade. Aquela representação mais à direita, com bandeiras liberais conservadoras – afirmou.

Mesmo que não seja o presidente formal da Aliança, Jair Bolsonaro será “o grande líder” da legenda. Enquanto o novo partido não sai do papel, o líder do PSL não acredita que a ala alinhada a Bivar vá bloquear votações importantes para o governo em represália à saída dos parlamentares aliados de Bolsonaro.

– Eu não acredito que, pelo fato de nós estarmos indo para outro partido, que aqueles remanescentes no PSL venham a virar pessoas de extrema-esquerda, por exemplo. Acredito que a convergência é natural – apontou Eduardo.

O parlamentar comentou ainda uma declaração que deu no dia anterior, de que seria eleito governador, embora a Constituição vede que isso aconteça enquanto seu pai for presidente do Brasil.

– Aquilo foi da boca pra fora. Eu não tenho condição de ser governador pela minha condição de filho do presidente. Só posso ser candidato à reeleição a deputado federal. Não tenho esse objetivo, não – completou.
*Folhapress

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