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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Bolsonaro diz que coronavírus "não é isso tudo que estão pintando"

Em conversa com pastores na entrada do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (02) que desconhece hospitais que estejam lotados por conta da doença e que o coronavírus ‘não é isso tudo que estão pintando’: “O vírus é uma coisa que 60% vai ter ou 70%. Não vai fugir disso. A tentativa é de atrasar a infecção para os hospitais poderem atender. Eu desconheço qualquer hospital que esteja lotado. Desconheço. Muito pelo contrário. Tem um hospital no Rio de Janeiro, um tal de Gazolla [Hospital Municipal Ronaldo Gazolla], que se não me engano tem 200 leitos,  só tem 12 ocupado até agora. Então, não é isso tudo que estão pintando até porque, no Brasil, a temperatura é diferente, tem muita coisa diferente aqui”, apontou.

O presidente disse ainda que é necessário convencer governadores a não continuarem sendo radicais. Ele voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria, dizendo que ele ‘acabou com o comércio’. “O governador Doria acabou de fazer um vídeo agora. Um vídeo assinado pelos governadores do Sul e Sudeste dizendo que eu sou responsável e tenho que resolver o problema de arrecadação deles. Eles acabaram com o comércio. O Doria acabou com o comércio na estrada. Não pediu para mim, não conversou comigo, para fazer aquela loucura. É aquela história: o corpo está doente, vamos dar o remédio. Agora, se der três ou quatro vezes a dose a mais, é veneno. É o que o governador fez em São Paulo: um veneno. Acabou ICMS, vai ter dificuldade para pagar a folha agora, com toda certeza, nos próximos um ou dois meses... E quer agora vir pra cima de mim?Não.

Tem que se responsabilizar pelo que ele fez. Ele tem que ter uma fórmula agora de começar a desfazer o que ele fez de excesso há pouco tempo. Não vai cair no meu colo essa responsabilidade. Desde o começo, eu estou apanhando dele e mais alguns exatamente por falar isso." 

Bolsonaro também comentou sobre as críticas que recebeu sobre a visita que fez a regiões de Brasília no último dia 30 e desafiou governadores a fazerem o mesmo para conhecerem a realidade dos trabalhadores informais. 

“Duvido que um cara desses, um governador desses, um Doria da vida, um Moisés [Carlos], vai no meio do povo. Não vai. Algumas outras autoridades que me criticam, vai lá conversar com o povo. A justificativa é: 'não vou porque posso pegar...'. Tá com medinho de pegar vírus? Tá de brincadeira”, concluiu.

Os pastores oraram por Bolsonaro e pediram uma linha de crédito para igrejas. CB
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