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terça-feira, 14 de abril de 2020

'Julgo que o presidente não deve trocar o ministro neste momento', diz Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira (14) que julga que o presidente Jair Bolsonaro não deve trocar o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. A declaração foi feita em conversa pela internet com jornalistas do "Estado de S. Paulo", na qual ele também rejeitou o uso do dinheiro do fundo eleitoral e do fundo partidário no combate ao coronavírus e minimizou as manifestações favoráveis ao fim do isolamento no país.

"O que ocorre é que isso (a decisão sobre o futuro de Mandetta) é uma decisão pessoal do presidente da República. Os ministros são escolhidos por ele e permanecem até o momento em que perdem a confiança do presidente. Mas acho que existe no presente momento muita especulação, muito ti-ti-ti. (...) Julgo que o presidente não deve trocar o ministro nesse momento. Não seria favorável", resumiu Mourão.

"Diante do trabalho que vem sendo feito (pelo ministro), julgo que cabe muito mais a uma conversa, chamar ele, (dizer:) 'vamos acertar aqui a passada, você tem a sua opinião e eu tenho a minha..."
Apesar disso, Mourão afirmou que Mandetta "cruzou a linha da bola", fazendo uma referência a uma falta grave no pólo, passível de levar um cartão de advertência.

Na entrevista, Mourão disse que o uso do fundo eleitoral e do fundo partidário no combate ao coronavírus não vai resolver o problema. "Não digo que é uma gota, mas é meia xícara, vamos dizer assim", comparou.

"A eleição tem que correr esse ano. Tem que andar", realçou, ao dizer que os recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral devem ser aplicados na função a que se destinam.

Mourão disse que acha que é melhor que os partidos, por conta própria, fizessem ações de doações dos recursos, o que hoje é proibido.

O vice-presidente também avaliou que as manifestações contra o fim do isolamento no país, incentivadas pelo presidente, são "pouco expressivas no conjunto da Nação". E que quem protesta hoje na rua é a a "turma do isolamento Zona Sul", que recebe comida por delivery, continua com renda e está incomodada por "estar com sua vida compactada". "Não vimos a favela descer  em peso para protestar que eles estão presos lá", disse, afirmando que isso seria muito mais preocupado.

O vice-presidente ainda ironizou as críticas feitas pela ala ideológica comandada por Olavo de Carvalho e as fake news que inundam a internet. Mourão disse que é atacado com frequência e que precisa aprender a lidar com isso.

"Eu particularmente não dou bola. Se perguntar quantas pessoas me xingaram, me atacaram, me chamaram de comunista... Inclusive, quando me chamam de comunista, eu digo: 'Particularmente eu admiro mais os trotskistas'", ironizou. otempo
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