Em seu mandato como deputado, Bolsonaro afirmou que aposentadoria aos 65
anos é “falta de humanidade”, diferente da decisão atual em que se
posicionou a favor da aposentadoria aos 65 anos. Confira no vídeo.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Na raça! Com gol de Gustavo, Corinthians empata com Racing no primeiro jogo da Copa Sul-Americana
Nesta quinta-feira (14), na Arena
Corinthians, o Alvinegro empatou com o Racing (ARG) por 1 a 1, com gol
de Gustavo, marcado aos 42 da segunda etapa, na primeira partida da Copa
Sul-Americana.
Agora, para avançar à próxima
fase, o Timão precisa de uma vitória simples, ou de um empate por dois
ou mais gols, na segunda partida, que acontecerá no dia 27, em
Avellaneda (ARG).
Timão escalado!
O Corinthians de Fábio Carille foi
a campo para o duelo contra o Racing (ARG) com Cássio, Fagner,
Henrique, Manoel e Carlos; Ralf, Ramiro, Sornoza e Jadson; Vagner Love e
Gustavo. À disposição: Walter, Michel, Marllon, Léo Santos, Thiaguinho,
Richard, Araos, Mateus Vital, Pedrinho, Clayson, Sergio Diaz e
Boselli.
O jogo
No embalo da Fiel, o Timão criou a
primeira oportunidade com menos de um minuto de jogo. Gustavo recebeu a
bola na entrada da área e bateu forte, de direita, mas a bola passou ao
lado do gol da equipe argentina.
Aos 12 minutos, após cruzamento,
Gustavo cabeceou, a bola bateu no defensor e sobrou para Sornoza
finalizar de fora da área, por cima do gol. Três minutos depois, Vagner
Love aproveitou lançamento de Cássio, invadiu a grande área e finalizou,
cara a cara com o goleiro Arias, que impediu o primeiro gol alvinegro.
Com 22 minutos, Andrés Rios fez o
primeiro da equipe argentina. Aos 30 minutos, Sornoza cobrou falta na
área e Gustavo cabeceou com força, no meio do gol, e Arias defendeu. Na
sequência, Jadson fez boa jogada e achou Sornoza, que cruzou rasteiro
para a área, mas a bola passou por Vagner Love, que não conseguiu
finalizar.
Aos 42, Carlos tirou bom cruzamento pela esquerda, na cabeça de Gustavo, que desviou por cima do gol argentino.
Na segunda etapa, o Alvinegro
chegou pela primeira vez com perigo aos 7. Love dominou e abriu para
Fagner. O lateral cruzou, mas a bola passou pelos atacantes corinthianos
na grande área. No minuto seguinte, Jadson recebeu na intermediária,
ajeitou e bateu colocado, mas a bola subiu um pouco e foi para fora.
Clayson entrou no lugar de Ramiro,
e logo em sua primeira jogada, roubou a bola e sofreu falta na
intermediária. Sornoza cobrou, mas a zaga afastou. Aos 18, Vagner Love
deu lugar à Sergio Diaz. O Alvinegro chegava pelas laterais, com
cruzamentos de Carlos e Fagner, mas não conseguia finalizar ao gol de
Arias. Com 25, Carille colocou Pedrinho no lugar de Jadson.
Aos 34, Gustavo cabeceou mais uma
vez com perigo, após cobrança de escanteio. Antes do fim, após cobrança
de falta na área, Gustavo subiu mais alto, novamente, para fazer de
cabeça, na raça, o gol de empate do Timão na partida.
Próximo jogo
Já no domingo (17), às 19h, o
Corinthians terá pela frente o clássico com o São Paulo, também em
Itaquera. Os ingressos para o Majestoso estão disponíveis, com 10% de
desconto no www.ingressoscorinthians.com, e nas bilheterias.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Julgamento sobre criminalização da homofobia continuará na próxima quarta
O Supremo voltou nesta quinta a discutir se o Congresso tem sido omisso ao não criminalizar homofobia e transfobia. A corte julga uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, do PPS, e um mandado de injunção da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais. No primeiro dia do julgamento, advogados sustentaram suas posições na tribuna. Nesta quinta, Celso de Mello começou a ler seu voto. Veja o que ele destacou:
Resumo da história
- O PPS e a ABGLT foram ao STF pedir a criminalização da homofobia.
- Ambos apontam demora e omissão do Congresso em legislar sobre o tema.
- Nesta quarta, após a leitura das ações pelos ministros, advogados sustentaram suas posições na tribuna.
- A sessão foi retomada nesta quinta, quando o ministro Celso de Mello, relator de uma das ações, começou a ler seu voto.
- Às 18h, o STF suspendeu a sessão e adiou a votação para a próxima quarta-feira.
Vélez e Moro assinam acordo para iniciar a “Lava Jato da Educação”
O Ministério da Educação anunciou o início de uma “ampla
investigação interministerial” de indícios de corrupção em ações da
pasta.
Em um comunicado na tarde desta quinta-feira (14), o MEC afirmou que o ministro Ricardo Vélez Rodríguez assinou um “protocolo de intenções” para “apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores”.
Além de Vélez, o documento foi assinado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, além de representantes da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU).
“Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo”, disse o MEC,
segundo o G1.
“O MEC segue as orientações do presidente Jair Bolsonaro para prezar pela transparência dos ministérios e instituições federais”, ressalta a pasta, de acordo com o Metrópoles.
“Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios”, acrescentou o ministro da Educação.
Em um comunicado na tarde desta quinta-feira (14), o MEC afirmou que o ministro Ricardo Vélez Rodríguez assinou um “protocolo de intenções” para “apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores”.
Além de Vélez, o documento foi assinado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, além de representantes da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU).
“Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo”, disse o MEC,
segundo o G1.
“O MEC segue as orientações do presidente Jair Bolsonaro para prezar pela transparência dos ministérios e instituições federais”, ressalta a pasta, de acordo com o Metrópoles.
“Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios”, acrescentou o ministro da Educação.
Bolsonaro define idade mínima: 65 anos para homens e 62 para mulheres
O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia,
Rogério Marinho, anunciou, nesta quinta-feira (14/2), que a reforma da
Previdência a ser enviada pelo Planalto ao Congresso proporá idade
mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para
mulheres.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar anteriormente que queria idade mínimas de 62 para homens e 57 anos para mulheres, mas foi convencido pela equipe econômica. "Acabou que, na negociação entre a equipe econômica e política, mantiveram a mesma idade mínima da reforma do Temer", disse Marinho.
Pelas regras atuais, é possível se aposentar sem idade mínima, a partir dos 35 anos de contribuição (homem) ou dos 30 (mulher); ou a partir de 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher) com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. A proposta de Bolsonaro prevê, segundo Marinho, uma regra de transição de até 12 anos para quem já está no mercado de trabalho, mas os detalhes ainda não foram divulgados pelo governo, por determinação do próprio presidente. Bolsonaro também queria um tempo de transição melhor.
"O presidente tem sensibilidade e entende as condições da economia e fez a distinção de gênero. Acha que é importante que a mulher se aposente com menos tempo. Conseguimos mudar um pouco essa questão da transição, que estávamos propondo 20 anos, e o presidente negociou com 12 anos", destacou o secretário de Previdência.
Envio para Câmara será dia 20
Marinho evitou cravar qual será o
impacto obtido com a reforma que foi decidida por Bolsonaro. Quando
questionado sobre a fala de Guedes de que a proposta precisaria garantir
uma economia de R$ 1 trilhão em 10 anos, ele respondeu: "Se o ministro
(Paulo Guedes) disse, então será".
Prioridade absoluta no início do mandato do governo Bolsonaro, a
versão final do texto vinha sendo adiada devido à internação do
presidente, que recebeu alta na quarta-feira (13/2). "O presidente
obteve os detalhes que faltavam do projeto. Importante ressaltar que, ao
longo do perídio da elaboração da proposta, o presidente estava sendo
informado periodicamente. Houve apenas esse período de paralisação em
função da operação que se submeteu e, hoje, voltamos já com o texto
finalizado pela equipe do Ministério da Economia", explicou Marinho.
Agora que está fechado, o texto deverá ser entregue à Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (20/2), quando o presidente deve fazer um pronunciamento à nação para explicar a proposta. Para ser aprovada, a reforma deve ter 308 votos favoráveis entre os deputados, e outros 49 de senadores.
Agora que está fechado, o texto deverá ser entregue à Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (20/2), quando o presidente deve fazer um pronunciamento à nação para explicar a proposta. Para ser aprovada, a reforma deve ter 308 votos favoráveis entre os deputados, e outros 49 de senadores.
Reunião entre Bolsonaro e Guedes
Para fechar a proposta, Bolsonaro se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira. O encontro durou mais de duas horas e contou com a participação dos ministros-chefes da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz.Também participam o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO); o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira; o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho; seu adjunto, Bruno Bianco; e o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.
Segundo
Marinho, na reunião, Bolsonaro fez as consideração que achou
conveniente para aperfeiçoar o texto. "Hoje, o presidente, diante das
informações que recebeu, tomou a decisão final e o texto está pronto",
afirmou o secretário. "Já começa a circular dentro das instâncias
internas do governo para ser validado no que tange à constitucionalidade
e adequação, para que o presidente possa assinar", completou. CB
Maia critica gestão de Bolsonaro sobre caso Bebianno
Rodrigo Maia diz que a impressão é que o Presidente usa filho Carlos Bolsonaro para induzir saída de Bebianno.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (14) que o presidente Jair Bolsonaro precisa “comandar a solução” para a situação envolvendo o ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno.
Rodrigo Maia afirmou:
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (14) que o presidente Jair Bolsonaro precisa “comandar a solução” para a situação envolvendo o ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno.
Rodrigo Maia afirmou:
“A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair. E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado, ele não é presidente da associação dos militares.”E, segundo o blog da Andréia Sadi, acrescentou:
“Então, se ele está com algum problema, ele tem que comandar a solução, e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos.”O presidente da Câmara também saiu em defesa do ministro Bebianno:
“Olha, eu não gosto de ficar me movendo nas relações familiares, mas eu acho que o episódio do Bebianno não tem relação com o Bebianno. O Bebianno transferiu dinheiro para o diretório [do PSL], não é? Ou para uma candidata de um estado. Qualquer presidente de partido poderia passar por isso. Você transformar isso numa crise dentro do Palácio do Planalto, eu acho que é risco muito grande pra um governo que precisa analisar a liderança, unidade, porque vai ter desafios importantes começando pela Previdência.” renovamidia
CCJ deve votar redução da maioridade penal e fim do auxílio-reclusão
Já está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que
acaba com o auxílio-reclusão para as famílias de segurados pela
Previdência Social que forem presos e de baixa renda. A extinção do
benefício é o que pretende a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2019),
apresentada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) na terça-feira (12),
juntamente com um pacote de medidas relacionadas à segurança pública.
No Plenário, ele explicou que o auxílio custa caro à Previdência,
cerca de R$ 840 milhões ao ano, segundo dados do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS). Para Bittar, há uma injustiça em “sustentar
pessoas que cometeram delitos, que tiraram vidas” e, por outro lado, não
dar assistência aos que perdem o integrante da família.
— Alguém tira a vida de um pai, de uma mãe, que muitas vezes
sustentam sua prole, e os dependentes não recebem nada. Mas quem tirou a
vida daquela pessoa vai para a penitenciária receber pelo menos R$ 1
mil por mês.
Bittar citou o caso de um criminoso do seu estado que, tendo cumprido
o tempo de pena e já com direito de liberdade, impediu o advogado de
pedir sua soltura porque o dinheiro do auxílio-reclusão estava sendo
usado para quitar prestações da compra de um carro.
Assistencialismo
Ao apresentar a PEC, Bittar conseguiu as assinaturas de outros 33
senadores — o mínimo de apoios para uma PEC tramitar são 27, ou um terço
da Casa. No texto que justifica a proposta, ele afirma que o
auxílio-reclusão tem concepção “profundamente equivocada e
paternalista”, de assistencialismo exacerbado que gera fraudes e abusos
com o dinheiro dos pagadores de impostos.
“O fim definitivo do auxílio-reclusão, proposto nesta PEC, é uma
resposta à sociedade, que clama pelo rigor das leis e pelo combate duro
aos criminosos. Em um país onde se matam mais de 60 mil pessoas por ano,
o rigor na execução penal é necessário para coibir e desestimular o
criminoso a cometer crimes.”
A proposta de acabar com o auxílio-reclusão não é inédita. A PEC 33/2013,
apresentada pelo ex-senador Alfredo Nascimento, tinha esse mesmo
objetivo. Na CCJ, o ex-senador José Pimentel foi escolhido relator, mas
ele não apresentou um parecer, e a PEC acabou arquivada no final de
2014.
Maioridade
Na primeira sessão deliberativa do ano, na segunda-feira (12), Marcio Bittar apresentou outra proposta, a PEC 4/2019, que reduz a maioridade penal para os 16 anos, sem exceção.
— Eu proponho isso para todos os que têm 16 anos de idade, porque não há como diferenciar só os crimes hediondos.
A referência de Bittar é a PEC 33/2012,
do ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, que criava o chamado “incidente
de desconsideração da inimputabilidade penal” para flexibilizar a lei
nos casos em que menores cometem crimes considerados graves. Isso abria a
possibilidade para que esses jovens de 16 anos fossem processados e
julgados como adultos.
Apesar de ter sido extensamente debatida na CCJ, com a realização de duas audiências públicas (leia mais nos links à esquerda do texto) e a apresentação de relatório do ex-senador Ricardo Ferraço e de voto contrário do ex-senador Lindbergh Farias,
a proposta não chegou a ser votada na comissão e foi arquivada no final
do ano passado. Bittar considera que a PEC 33/2012 errava ao tentar
restringir os maiores de 16 anos que poderiam ser processados como
adultos.
— Aquele adolescente que faz parte de um grupo de extermínio, de uma
facção criminosa, que assalta, que rouba às vezes de uma família, tudo o
que ela construiu na vida, não comete crime hediondo, e, se nós não
baixarmos a maioridade penal para todos que têm 16 anos, esse crime
continuará sendo impune — afirmou Bittar.
Na segunda-feira (12), em Plenário, ele comparou os deveres e direitos da população que está na faixa de 16 a 18 anos.
— Todos, principalmente aqueles que já têm o direito de eleger o
Presidente da República, devem, quando cometerem crime, pagar por ele,
até porque, em 1940, quando foi feito o Código Penal (Lei 2.848, de 1940), um jovem de 17 anos era algo bem diferente do que é um jovem de hoje.
Segurança
Outros projetos protocolados por ele na terça-feira (12) endurecem o cumprimento de pena: o PL 651/2019 acaba com as audiências de custódia; o PL 647/2019
acaba com os chamados “saidões” de presos em datas comemorativas,
quando é permitido ao preso deixar a penitenciária por um determinado
período com o objetivo de encontrar os parentes; e o PL 648/2019,
que dificulta a progressão de pena e aumenta as penas de vários crimes,
sendo a máxima de 50 anos, ao invés dos atuais 30 anos.
O senador também é autor de o projeto que classifica como terrorismo a
invasão de propriedade, o bloqueio de estradas e a destruição de bens
que ocorrerem durante manifestações a que ele denomina de
“pseudossociais”, sejam elas políticas, de movimentos sociais,
sindicais, religiosas, de classe ou de categoria profissional (PL 650/2019).
— O Brasil vive alguns flagelos, um deles é na área da segurança
pública. Nós somos o país que mais mata no mundo em termos absolutos. No
ano passado, foram 63 mil homicídios. A meu juízo, o principal fator
que causa o caos na segurança pública do Brasil é o sentimento da
impunidade.
Já enviada para a CCJ, essa matéria tem pontos em comum com o PLS 272/2016,
que classifica como terrorismo incendiar, depredar, saquear, destruir
ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado e
interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática ou bancos de
dados. Apresentado pelo senador Lasier Martins (Pode-RS), o projeto já motivou intensos debates e continua na pauta da comissão.
Agência Senado









