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terça-feira, 21 de abril de 2020

26 casos confirmados de coronavírus em Vitória da Conquista

Com 3 novos casos confirmados de Covid-19 nesta terça-feira (21), Vitória da Conquista registra o total de 26 casos confirmados laboratorialmente. Destes, 19 evoluíram para cura e 1 para óbito, de acordo com Boletim epidemiológico atualizado às 17h de hoje pela Secretaria Municipal de Saúde.
Dos pacientes que testaram positivo para Covid e ainda estão em recuperação, 4 estão em isolamento domiciliar e 2 encontram-se internados.

Ainda de acordo com informações da Secretaria de Saúde, já são 512 casos notificados com suspeita clínica e epidemiológica de infecção pelo novo coronavírus, sendo que 413 foram descartados

Outros 73 casos ainda estão em investigação: 16 aguardam resultado laboratorial e 57 aguardam coleta de amostra para serem encaminhadas ao Lacen Estadual, em Salvador, para análise laboratorial por meio de biologia molecular. Dos 73 pacientes em investigação, 5 estão internados e 68 estão em isolamento domiciliar.

A divulgação dos resultados dos exames também é feita pelo Lacen Estadual, que transmite as informações à Vigilância do município por meio do sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Os bairros Centro, Brasil, Recreio, Alto Maron, Urbis VI, Boa Vista, Candeias, Primavera e Lagoa das Flores, foram as localidades que registraram casos confirmados de pacientes com Covid-19.

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde o dia 20 de março, a transmissão do novo coronavírus passou a ser considerada comunitária em todo o território nacional, e, por esse motivo, definições operacionais foram discutidas com o objetivo de orientar o serviço de Vigilância na identificação e notificação dos casos de Covid-19. Essas definições são orientadas por meio do Guia de Vigilância Epidemiológica Emergência de Saúde Pública de importância Nacional pela doença da Covid-19 e na Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020, da Secretaria de Saúde do Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de que, neste momento, a população siga as orientações de distanciamento físico e isolamento social, mantendo os cuidados de higiene, evitando aglomerações e, caso apresente sintomas da doença, entre em contato imediatamente com uma Unidade de Saúde ou com o Call Center.

Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória, na ausência de outro diagnóstico específico. Além disso, crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também como casos de Síndrome Gripal: febre de início súbito e sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal), caso também não tenha outro diagnóstico específico.

Contatos:

  • Telefones fixos: (77) 3429-7451/3429-7434/3429-7436
  • Celulares: (77) 98834-9988/98834-9900/98834-9977/98834-9911

Alexandre de Moraes analisará pedido de Aras para investigar manifestações

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai analisar o pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras de abertura de inquérito para investigar as manifestações realizadas neste domingo (19) que defenderam a intervenção militar e a volta do AI-5.
O pedido foi distribuído, na tarde desta segunda-feira (20), para a relatoria do ministro. O processo consta como sigiloso no órgão, com seus andamentos fechados ao público.

O objetivo de Aras é apurar se houve crime por parte de deputados federais e cidadãos na organização destes atos, que pediram o fechamento de instituições democráticas, como o Congresso Nacional e o STF. Uma das análises é uma possível violação da Lei de Segurança Nacional.

Apesar de ter participado dos atos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não é alvo do inquérito. Porém, segundo informações da procuradoria, ele pode passar a ser investigado, caso surjam indícios de sua participação nas organizações das manifestações.

Moraes também é relator do inquérito que investiga ataques, ameaças e fake news contra ministros da Corte e seus familiares. O inquérito foi aberto em março do ano passado pelo presidente do STF, ministro DiasToffoli, e também é sigiloso.Uol

Brasil faz estudos de cloroquina em quase 6.000 pacientes, com resultados previstos para o fim de maio

O Brasil submeterá quase 6.000 pessoas a estudos científicos com o objetivo de determinar se a cloroquina é útil no combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. 

Até o momento, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizou 12 estudos com a substância em no país. 

As primeiras pesquisas com o remédio só trarão resultados no fim de maio, segundo contaram à BBC News Brasil os cientistas responsáveis por alguns dos experimentos. Em outros casos, os resultados não chegarão antes de dois ou três meses.

Assim como os demais estudos sobre o novo coronavírus no país, as pesquisas com a cloroquina e a hidroxicloroquina se concentram no Estado de São Paulo, unidade da federação com o maior número de pessoas afetadas pela doença até agora. 

Desde o começo da epidemia no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem defendendo o uso da substância no tratamento dos infectados pelo vírus SARS-CoV-2. O presidente chegou a dizer que a substância estava sendo empregada com sucesso "em tudo quanto é lugar". Mas ainda não há nenhum estudo conclusivo sobre a eficácia do medicamento ao redor do mundo.

Em seu último pronunciamento em rede nacional, no dia 8/4, Bolsonaro disse que o medicamento podia ser usado "desde a fase inicial" da doença — o mandatário mencionou o caso do médico cardiologista Roberto Kalil Filho, que usou a droga em seu tratamento ao contrair o vírus. 

"Há pouco conversei com o doutor Roberto Kalil. Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o juramento de Hipócrates, ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina bem como a ministrou para dezenas de pacientes. Todos estão salvos. Disse-me mais. Que mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora para não se arrepender no futuro", disse Bolsonaro, na ocasião. 

A defesa do uso precoce da cloroquina e da hidroxicloroquina contraria o protocolo atual do Ministério da Saúde, segundo o qual estas drogas devem ser ministrada apenas a pacientes críticos. A divergência em relação à droga foi um dos principais motivos para a queda do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A cloroquina é um medicamento utilizado no Brasil desde os anos 1950. É indicada para o tratamento de várias doenças, como artrite reumatóide, lúpus e malária. A hidroxicloroquina é a versão mais "moderna" da droga, com efeitos colaterais mais leves.

Estas drogas vêm sendo usadas de forma experimental no Brasil e em outros países, apesar de não existirem testes clínicos suficientes para garantir que sejam eficazes ou seguras no tratamento da Covid-19. 

Os efeitos colaterais podem incluir arritmia cardíaca e possíveis danos à visão e à audição. Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda que sejam usadas com muito cuidado, pois podem ser letais em algumas circunstâncias.

Até esta segunda-feira (20), o Brasil somava 40,5 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. A doença já tinha custado as vidas de 2.845 brasileiros, segundo a contagem do Ministério da Saúde.

Quais são as pesquisas com a cloroquina

Os 12 estudos já autorizados com a hidroxicloroquina e o difosfato de cloroquina (nome técnico da versão mais antiga da droga) fazem parte de um conjunto maior de pesquisas relacionadas ao novo coronavírus. 

O último boletim da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) menciona 112 estudos sobre o vírus aprovados até as 21h da última quinta-feira (16). 

Destes, 24 são ensaios clínicos, que somam 12.508 pacientes. Além da cloroquina, também há dois ensaios com a nitazoxanida (comercializada como o vermífugo Annita); com corticoides, e até com a transfusão de plasma sanguíneo de pacientes convalescentes da Covid-19.

Tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina estão sendo testadas. Há também testes com a cloroquina associada à azitromicina, um antibiótico usado geralmente contra infecções bacterianas. A maioria das pesquisas acontece em São Paulo, mas há também estudos em curso em Manaus (AM) e em Fortaleza (CE). 

Parte dos estudos emprega técnicas como grupos de controle (quando uma parte dos participantes recebe o medicamento e a outra, não); e randomização (quando os participantes dos dois grupos são definidos de forma aleatória). Alguns outros não usam estas técnicas — e são chamadas de estudos observacionais.
A randomização e o uso de grupos de controle são alguns dos requisitos para atestar a validade de uma droga no tratamento de uma doença. 

Um dos principais estudos em curso com a substância é o conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), sediado em São Paulo (SP). Os primeiros pacientes começaram a ser incluídos no estudo no fim da semana passada, de acordo com os responsáveis. Ao todo, serão 1,300 pacientes de Covid-19, que não foram hospitalizados.

"A eficácia e segurança (de uma droga) só podem ser confirmadas se você faz o estudo comparativo, o estudo clínico randomizado. Vários países estão conduzindo (testes deste tipo)", diz à BBC News Brasil Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e um dos responsáveis pelo estudo. 

"Se eu trato 100 pacientes com a hidroxicloroquina, mas não comparo com pacientes que não foram tratados, não posso falar em eficácia e segurança. Quando eu pego e trato um número de pacientes, posso descrever o que aconteceu, mas não posso falar que tem eficácia. No nosso estudo, 650 vão tomar a hidroxicloroquina; e 650 não vão tomar."

"O que vamos tentar demonstrar é se a hidroxicloroquina é útil e eficaz para evitar que o paciente se hospitalize", afirma ele. 

Embora seja coordenado pelo HAOC, o estudo faz parte do esforço de uma coalizão de oito instituições, que inclui os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Hospital do Coração (HCor), Beneficência Portuguesa, Hospital Moinhos de Vento (de Porto Alegre), e outros. 

O HAOC convidou 100 hospitais, distribuídos por 50 cidades de 14 Estados brasileiros, para incluir pacientes de Covid-19 no estudo. Os resultados devem começar a chegar dentro de dois a três meses, segundo Avezum. 

Além da pesquisa coordenada pelo HAOC, hospitais da coalizão coordenam outros dois estudos clínicos com a hidroxicloroquina. O mais adiantado deles é chefiado pelo Hospital Albert Einstein e incluirá 400 participantes. 

Um segundo estudo será coordenado pelo Hospital Sírio-Libanês, com 630 pacientes.
Estes dois últimos são apoiados pelo laboratório farmacêutico EMS — além dos medicamentos, a empresa fez uma doação de R$ 1 milhão para apoiar os estudos, segundo contou à BBC News Brasil o médico Roberto Amazonas, diretor médico-científico do laboratório. A EMS é uma das empresas que produz a cloroquina no Brasil.

Ao contrário do estudo coordenado pelo HAOC, estes dois últimos são focados no tratamento de pacientes da Covid-19 em estado grave. O mais adiantado deles deve apresentar resultados já no fim de maio, segundo Roberto Amazonas. 

A indústria farmacêutica está financiando outros estudos relacionados à Covid-19: o laboratório Aché está bancando estudos com corticoides, coordenados pelo Hospital Albert Einstein. 

Apesar do grande número de pesquisas em curso, os próprios médicos que atuam nos estudos ressaltam que é preciso cautela: não há garantias que um protocolo para tratamento da doença estará disponível nas próximas semanas.

"Ciência é uma coisa muito complexa. E ciência apressada por uma pandemia é ainda mais imprevisível. O que a gente tem, não só no Brasil como no mundo inteiro, é muita opinião. Muito achismo. E o achismo não funciona com pacientes", diz o médico Luciano Cesar Azevedo, superintendente de ensino do Hospital Sírio-Libanês. 

"'Eu acho que tal remédio funciona, porque eu dei para três pacientes e os três melhoraram'. Como você pode ter certeza que foi o remédio que você deu que causou a melhora? Eles podem ter melhorado porque a imensa maioria dos pacientes com covid-19 melhora. Com remédio, sem remédio ou apesar do remédio", diz ele.

Azevedo coordenará um dos estudos da coalizão de hospitais, que investigará o uso do corticoide dexametasona em pacientes da Covid-19.

Como funciona a aprovação das pesquisas

Desde o fim de janeiro, todos os projetos de pesquisa relacionados à covid-19 e que envolvem pacientes humanos estão sendo analisados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, a Conep. A comissão é ligada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), e é integrada por professores universitários e cientistas. 

Desde o início da pandemia, os integrantes da comissão têm se reunido de forma remota todos os dias para analisar os projetos -- inclusive aos domingos e feriados, segundo conta à BBC News Brasil o coordenador do grupo, o médico Jorge Alves Venâncio. 

"O foco da Conep é a proteção de quem participa das pesquisas. (...) Muito frequentemente, quando uma pessoa é convidada a participar de uma pesquisa, ela está numa situação muito fragilizada. Você imagina uma pessoa que acabou de receber um diagnóstico de câncer e é convidada a participar de uma pesquisa: a última coisa que ela vai se preocupar é se os direitos dela estão sendo respeitados, tudo certinho", diz ele à BBC News Brasil. 

"Ela está brigando pela vida. E é justamente por causa disso que no mundo inteiro existem sistemas destinados a proteger quem está participando de pesquisas", diz. 

Quando um projeto de pesquisa chega à comissão, é remetido a um grupo de cerca de 80 técnicos do Ministério da Saúde que analisam a proposta e preparam um parecer preliminar. 

O texto é então enviado a um dos pouco mais de 50 cientistas que formam a comissão — este prepara um relatório e submete a alguns de seus pares em um pequeno grupo chamado "câmara". É a câmara que dá o veredito final sobre o pedido de pesquisa.

Morte de pacientes com alta dosagem

Um dos estudos aprovados pela Conep com a cloroquina se encerrou com a morte de 11 pacientes em Manaus — o grupo estava tomando doses mais altas do antimalárico, e faleceram até o sexto dia de tratamento com o remédio. 

Segundo Venâncio, a comissão não tinha como prever este resultado, e o projeto da equipe de Manaus seguia os critérios técnicos adequados. 

"Eles interromperam foi um braço da pesquisa, não o estudo inteiro. O braço que foi interrompido era o que tinha uma concentração maior (da droga). A cloroquina sabidamente provoca arritmia cardíaca e uma série de outros problemas também", disse. 

"Essa questão de pesar risco e benefício, que é a coisa básica nessa tarefa de proteção aos participantes, muitas vezes é uma coisa delicada. Não é uma coisa simples e matemática, porque você tem que procurar o máximo de benefício para um dado risco. E tem uma zona cinzenta, na fronteira", comenta ele. 

"Esse braço que foi suspenso, a minha impressão é que caiu nessa zona cinzenta. E eles fizeram a suspensão (do estudo) com rapidez. Nos comunicaram imediatamente e tudo mais. E estão continuando a pesquisa só com o braço que envolve uma dose menor", disse.
BBC News

Bolsonaro pede que isolamento acabe esta semana, mas Nelson Teich e Paulo Guedes falam em fim progressivo e planejado

Horas depois de o presidente Jair Bolsonaro voltar a pedir o fim do isolamento e dizer que espera que as restrições impostas por governadores e prefeitos acabem ainda nesta semana, os ministros da Saúde, Nelson Teich, e da Economia, Paulo Guedes, pregaram que o relaxamento das medidas de distanciamento social deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada” e “no devido tempo”. As regras que impuseram a quarentena para quem pode ficar em casa foram um dos motivos de divergência entre o presidente e o ex-titular da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo na quinta-feira passada (dia16) após semanas de desgaste por conta da condução do combate ao novo coronavírus.

— A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. 

E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social — disse Teich em vídeo divulgado na noite desta segunda-feira (20) pela assessoria de comunicação da pasta.

Pela manhã, o presidente havia dito:
— Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não aguenta ficar em casa, porque a geladeira está vazia — afirmou Bolsonaro, que colocou em dúvida a eficácia do isolamento: — Essas medidas em alguns estados foram excessivas. Não atingiram seu objetivo. Aproximadamente 70% da população vai ser infectada, não adianta querer correr disso, é uma verdade. Estão com medo da verdade?

Teich, que assumiu o cargo sexta-feira (dia 17), disse no vídeo divulgado pelo ministério que a previsão de compra de testes para o novo coronavírus subiu de 24 milhões para 46 milhões, mas não deu prazo para as entregas. A testagem em massa é uma das formas de relaxar a quarentena em lugares onde o nível de contágio já tenha atingido um patamar considerado seguro. O ministro explicou que testar em massa não quer dizer que todos os brasileiros vão fazer o exame:

— A Coreia do Sul, que é uma referência em testes, fez 10 mil testes por milhão de pessoas. Não estamos falando em testar o país inteiro. A gente vai usar o teste de uma forma em que as pessoas testadas vão refletir a população brasileira.

Teich anunciou também a compra de 3,3 mil respiradores, usados no tratamento de pacientes graves, dos quais 1.150 vão ser entregues em maio e o restante em até 90 dias. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, já foram assinados contratos para a aquisição de 14,1 mil aparelhos. Em 8 de abril, a pasta já havia prometido 14 mil respiradores em 90 dias.

Guedes: ‘sinais vitais’ preservados
Também nesta segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que preservar o que chama de “sinais vitais” da economia não significa sair do isolamento social agora.

— A economia vem com mais força do que está se pensando porque ela já estava começando a se mover. E se nós preservamos os sinais vitais vamos sair. Preservar os sinais vitais da economia não significa sair do isolamento agora. Significa fazer a coisa programada, fazer direito, fazer no devido tempo — afirmou Guedes, em transmissão ao vivo de uma instituição financeira.

Para Guedes, é preciso cuidar da saúde e da economia:
— Esse é o ponto futuro (sair do isolamento). Está acontecendo na China, os governos lá fora estão começando a planejar a saída. Nós temos que pensar isso também. São duas dimensões. Tem que pensar as duas dimensões.

Guedes chamou de “advertência” as críticas do presidente Jair Bolsonaro às medidas de isolamento social. E sugeriu que setores podem funcionar com proteção adequada aos trabalhadores.
 Extra

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Auxílio de R$ 600: Caixa anuncia antecipação da segunda parcela; veja datas

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta segunda-feira (20) a antecipação do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600.

Guimarães deu a informação ao participar de uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto com outros integrantes do governo.

No calendário inicial, o pagamento começaria no próximo dia 27. Pelo novo calendário, a segunda parcela será paga nas seguintes datas:
Segunda parcela do auxílio de R$ 600

Fonte: Caixa Econômica Federal
O auxílio de R$ 600 foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo governo para ajudar os trabalhadores informais em meio à pandemia do novo coronavírus.
Com a pandemia, diversos setores além da saúde têm sido afetados e, com isso, a pandemia tem provocado efeitos também na economia.

CONQUISTA | 19 Pessoas já estão curadas do Covid-19

Até às 17h desta segunda-feira (20), foram registrados em Vitória da Conquista 507 notificações de casos suspeitos de infecção pelo Novo Coronavírus. 408 já foram descartados e 23 casos foram confirmados laboratorialmente, sendo que 19 deles evoluíram para cura e 1 para óbito.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, outros 76 casos ainda estão sendo investigados: 23 aguardam resultado laboratorial e 53 aguardam coleta de amostra para serem encaminhadas para análise laboratorial.

A análise das amostras, bem como a divulgação dos resultados são feitas pelo Lacen Estadual, em Salvador, que transmite as informações à Vigilância do município por meio do sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Os bairros Centro, Brasil, Recreio, Alto Maron, Urbis VI, Candeias, Primavera e Lagoa das Flores, foram as localidades que registraram casos confirmados de pacientes com Covid-19.
Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde o dia 20 de março, a transmissão do novo coronavírus passou a ser considerada comunitária em todo o território nacional, e, por esse motivo, definições operacionais foram discutidas com o objetivo de orientar o serviço de Vigilância na identificação e notificação dos casos de Covid-19. Essas definições são orientadas por meio do Guia de Vigilância Epidemiológica Emergência de Saúde Pública de importância Nacional pela doença da Covid-19 e na Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020, da Secretaria de Saúde do Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de que, neste momento, a população siga as orientações de distanciamento físico e isolamento social, mantendo os cuidados de higiene, evitando aglomerações e, caso apresente sintomas da doença, entre em contato imediatamente com uma Unidade de Saúde ou com o Call Center.

Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória, na ausência de outro diagnóstico específico. Além disso, crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também como casos de Síndrome Gripal: febre de início súbito e sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal), caso também não tenha outro diagnóstico específico.

Contatos:

  • Telefones fixos: (77) 3429-7451/3429-7434/3429-7436
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Neymar surpreende internet ao curtir postagem na qual Ciro Gomes xinga Bolsonaro de 'patife'

O atacante Neymar curtiu, neste domingo (19), uma publicação em que o ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), faz duras críticas e xinga o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). Nesta tarde, Bolsonaro voltou a contrariar as recomendações de isolamento social feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi além ao participar de ato pró-intervenção militar, que reuniu milhares de pessoas em Brasília. Em sua postagem, Ciro Gomes afirma: “Vendo o gesto tresloucado de Bolsonaro hoje: PATIFE”.

Nas redes sociais, a curtida de Neymar gerou grande repercussão. Após ser alvo de memes e críticas, ele desfez as curtidas. 
Desde as eleições de 2018, o atleta do PSG e da Seleção Brasileira demonstrava apoio a Bolsonaro em suas redes sociais, o que gerava ondas de críticas e elogios. Ainda durante o período eleitoral, Neymar curtiu uma postagem favorável ao então candidato do PSL. “Precisamos de um presidente que resolva os problemas do País e não que nos ensine valores. Isso temos que aprender em casa e na escola”, dizia uma publicação feita por Alan Patrick com o número 17. 

A relação entre Neymar e Bolsonaro ficou ainda mais estreita, quando o jogador foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade Mendes de Souza, em 2019. À época, o presidente afirmou em entrevista: “Pelo que vi até agora, o Neymar é inocente. Se você ver o contexto ali, o que ela fez atravessando o Atlântico, ela falou na entrevista com o Cabrini (Roberto Cabrini, jornalista do SBT) que foi lá fazer amor com ele”. 

Reprovação a atitude de bolsonaristas em SP

Neymar também sugeriu desconforto com uma atitude de eleitores bolsonaristas no sábado. Manifestantes pró-governo fizeram um buzinaço em frente a um hospital, em São Paulo, exigindo a reabertura do comércio na cidade.

O jogador curtiu uma postagem da jornalista Mônica Waldvoguel, da GloboNews, que faz críticas aos apoiadores de Bolsonaro pela atitude. O presidente já declarou ser contrário ao isolamento social e tem incentivado essas manifestações.
A publicação da jornalista, curtida por Neymar, diz: “Gente indecente, pornográfica na exposição de sua vilania e seu sadismo diante do sofrimento de quem está numa cama de hospital. Jamais imaginei que pudesse ver uma cena de imoralidade tão escancarada no nosso país, na minha cidade”.

Repercussão nas redes

A curtida de Neymar ao tweet de Ciro Gomes ganhou grande repercussão nas redes sociais. Internautas fizeram muitas brincadeiras sobre a situação e lembraram que o jogador sempre demonstrou apoio ao atual presidente do Brasil. EM

Posts como: “Nem o Neymar aguenta mais, pulou do barco”, “Romper com o bolsonarismo foi o rito de passagem do menino Ney para o homem Neymar” e “Neymar rompe com Bolsonaro” foram compartilhados no Twitter. Veja alguns deles: