Translate

Compartilhe

https://www.facebook.com/deltan.dallagnol/videos/1384339188276453/

search este blog

  • Saiu!

    Novo Single: História de Amor

  • Entrevista com Wallas Silva

    "Lutador de Muay Thai""

sábado, 4 de abril de 2020

Hospitais privados acionam STF e dizem que governo está 'confiscando' EPIs

Representantes de hospitais privados e filantrópicos se reuniram ontem com o ministro Dias Toffoli, por meio de videoconferência, solicitando providências do STF (Supremo Tribunal Federal) por conta de 'confiscos' (requisições administrativas) de EPIs (equipamentos de proteção individual) e medicamentos por parte do governo federal. Municípios e Estados, dizem as entidades, também estão adotando a prática.

Após a reunião, um ofício, assinado por organizações como a FBH (Federação Brasileira de Hospitais), que representa mais de 4 mil hospitais, e a Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), que tem membros como o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês, foi enviado a Toffoli, que preside o Supremo.

Os EPIs são definidos por Norma Regulamentadora (NR), e consistem em "todo dispositivo de uso individual, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador". No caso do novo coronavírus, os equipamentos citados estão relacionados à área da saúde, como luvas e máscaras.

As entidades que representam os hospitais particulares afirmam que a situação do setor privado de saúde já é "bastante preocupante" e que, com a falta de materiais e insumos, há possibilidade considerável de um "colapso" no sistema.

"O setor saúde, especificamente, um dos mais afetados neste processo, tem se deparado com vários desafios importantes, e um dos mais graves neste momento é a escassez de suprimentos, necessários para atendimento aos pacientes acometidos pela COVID-19, bem como as requisições administrativas ("confiscos") do Governo, nas esferas estadual, municipal e federal, de materiais (como equipamentos de proteção individual - EPIs), equipamentos (ventiladores) e medicamentos", diz o documento enviado ao STF.

Na última semana, em entrevista ao UOL, Mirocles Campos Véras Neto, presidente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas), uma das instituições que assina o ofício, disse que os EPIs estão chegando apenas nos hospitais públicos, o que está desequilibrando os serviços de saúde.

"Hoje, o direcionamento de EPIs, medicamentos e material é para os hospitais públicos, isso está gerando uma dificuldade muito grande para os filantrópicos", observa Véras Neto.

A instituição representa 2.172 hospitais sem fins lucrativos em todo o país (sendo que 1.704 atendem o SUS) e responde por 50% de todo o atendimento da saúde pública. Os hospitais filantrópicos também são responsáveis por 60% dos tratamentos complexos do SUS (rádio e quimioterapia, por exemplo).

Os hospitais citam ainda problemas com a importação de insumos e equipamentos, o que impede o suprimento da demanda. Ontem, a Folha revelou que 600 respiradores artificiais chineses comprados por estados do Nordeste ficaram retidos no aeroporto de Miami (EUA). As supostas preferências da China estariam atingindo também o setor privado.

"A escassez de EPIs já é uma realidade entre as indústrias nacionais, e a importação da China, que seria uma alternativa importante para suprir essa carência de equipamentos e insumos, foi bloqueada recentemente pela preferência dada aos Estados Unidos", escrevem as organizações no ofício.

O documento cita ainda um receio, por parte das importadoras, de que materiais, equipamentos e insumos adquiridos sejam confiscados pelo governo em portos e aeroportos.

CNS também aciona STF

Na última quinta (2), a Confederação Nacional de Saúde (CNS), outra entidade que representa os hospitais privados entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo, pedindo que todas as requisições administrativas (chamadas pelos hospitais de 'confisco') de materiais e serviços da rede particular passem pelo crivo do ministério da Saúde.

A CNS pede que "todas as requisições administrativas projetadas para serem exercidas por gestores de saúde estaduais ou municipais sejam submetidas ao prévio exame e autorização do Ministério da Saúde para serem, só depois disso, implementadas".

A ação vem no âmbito da lei de quarentena, que deu poder às autoridades para requerer bens e serviços de saúde, "hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa". A Confederação argumenta que a lei, "em termos genéricos", abriu uma brecha para que gestores locais adotem medidas sem controle prévio da União.

A ação foi distribuída por prevenção ao ministro Ricardo Lewandowski. Ele já é relator de outra ação, impetrada pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), que pede controle do Estado dos bens e serviços dos hospitais particulares enquanto durar a pandemia de covid-19. O partido utiliza como argumento a provável escassez dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Hospitais não foram procurados para ajudar na crise

Mesmo com as projeções de que leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) podem ficar sobrecarregados já neste mês por conta do novo coronavírus, o governo não informou se há planejamento para utilizar estruturas particulares, nem contatou as instituições que representam hospitais privados.

Reportagem do UOL publicada hoje mostra que CMB, FBH e Anahp não receberam propostas do Ministério da Saúde para a utilização dos leitos que estão disponíveis na rede privada.

Segundo ministério, até ontem havia 25,6 mil pessoas internadas por conta de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no país; dessas, 1.769 foram diagnosticadas com covid-19. A pasta, no entanto, não informa quantas destas pessoas estão em leitos de UTI.

Procurado, o ministério afirmou que vai "passar a monitorar, a acompanhar a utilização dos leitos de UTI, tanto da rede do SUS, quanto da rede privada".

"Em uma fase inicial, talvez o sistema público tenha de socorrer a iniciativa privada. Mais adiante, quando mudar o perfil das pessoas que vão estar doentes, é possível que o SUS precise mais dos leitos privados. (...) Isso tudo está sendo analisado, e a gente está criando as propostas possíveis para ser implementadas", declarou o secretário executivo João Gabbardo dos Reis. uol

Pastor da igreja de Michelle Bolsonaro está internado com coronavírus

A Convenção Batista Brasileira (CBB) emitiu nota nesta sexta-feira (3) confirmando que o pastor Sócrates Oliveira de Souza foi diagnosticado com coronavírus.

“A Diretoria da Convenção Batista Brasileira recebeu da irmã Lúcia Cerqueira, esposa do pastor Sócrates Oliveira de Souza, a informação de que o pastor testou positivo para o coronavírus. No entanto, ele está bem e continuará o tratamento no hospital. Após 48h, será reavaliado, para saber se o tratamento prosseguirá na unidade de saúde ou se poderá ir para casa”, diz a nota.

Sócrates Oliveira é diretor-executivo da organização, que coordena as igrejas batistas do país, incluindo a Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro, que é frequentada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Em abril de 2019, Jair Bolsonaro gravou um vídeo para ser divulgado na 99ª edição da Assembléia da Convenção Batista Brasileira agradecendo “a confiança que depositaram em mim”. A instituição foi uma da vertentes evangélicas que apoiou a eleição de Bolsonaro.

Internação
Em nota na quinta-feira (2), a diretoria da CBB já pedia aos seguidores orações “pela vida do pastor Sócrates Oliveira de Souza, nosso diretor executivo, que está internado”.
Nesta sexta, diante da confirmação da doença, o pastor Fausto Aguiar de Vasconcelos reforçou os pedidos de oração “aos Batistas brasileiros e a todo o povo de Deus visado o restabelecimento da saúde do pastor Sócrates”. “Oremos também por toda a sua família: sua esposa, Lúcia, e as filhas, Marianne e Camille”.

PS.: Após a publicação dessa reportagem, uma leitora da Fórum entrou em contato no privado pelas redes sociais com críticas construtivas, segundo ela, que achamos importante esclarecer.

A pessoa, que não quis ser identificada, diz ser evangélica batista e diz que não houve um “apoio institucional formal” à eleição de Bolsonaro. “É verdade que Bolsonaro foi publicamente apoiado naquela igreja (Batista da Atitude), o que foi criticado por muitos batistas também”, diz nossa leitora.

Ela afirma ainda que ambos os pastores citados na reportagem se colocaram à favor do isolamento social como medida de prevenção e combate do coronavírus.

“O que me gera maior incômodo, é que possivelmente, algum político oportunista de direita poderá usar uma matéria como essa para inflar a “bolha dos evangélicos” e convencer aos eleitores evangélicos que a esquerda, que a mídia de esquerda é contra o evangelho, e que por isso devem votar no candidato A ou B da direita que diz que ora e que fala no nome de Deus”, comentou a leitora.

“Como mídia alternativa, considero que o Portal Fórum deve trazer informações sobre lideranças religiosas que manipulam os fiéis, que atentam contra o estado laico – esse tipo de informação, doa a quem doer, enriquece o debate, contribui para o exercício da cidadania. Não teria nenhum problema informar o fato ocorrido em si. Mas essa abordagem tendenciosa, que não é comum na Revista Fórum não enriquece o debate e ainda pode afastar os religiosos que tem um posicionamento politicamente mais moderado”, complementa.
Nota da Redação: Agradecemos as colocações e críticas construtivas da leitora e achamos importante também esclarecer alguns pontos.
  • Em nenhum momento a reportagem diz que houve um apoio institucional. O apoio da CBB é citado pelo próprio Bolsonaro no vídeo linkado na matéria, em que ele agradece o apoio da entidade.
  • A reportagem também não cita que os pastores mencionados seriam contra ou a favor da medida de isolamento social. Apenas reporta o fato de que o pastor em questão está internado e é diretor de uma entidade (CBB) a qual a igreja frequentada pela primera-dama está subordinada.
  • Agradecemos, mais uma vez, as considerações da leitora, que nos deixa atentos e constrói, de forma coletiva e colaborativa, a revista Fórum.
 Fórum

Com pandemia avançando, postos vendem gasolina por até R$ 3,609

 
A ordem do Ministério da Saúde é para ficar em casa. Mas quem precisar pegar o carro para sair de casa, em meio à pandemia do novo coronavírus, conseguirá encher o tanque com gasolina bem mais barata. Tem posto vendendo o litro do combustível por até R$ 3,609 se o motorista baixar um App. O pagamento deve ser feito em dinheiro.

Mas, mesmo para quem não tem App, há valores bem acessíveis. No Guará, às margens da EPTG, a via mais movimentada do Distrito Federal, o abastecimento pode ser feito por R$ 3,699 o litro. Também às margens da EPTG, mas na altura de Águas Claras, a gasolina está saindo por R$ 3,759.

No Setor de Indústrias Gráficas (SIG), também tem gasolina a R$ 3,699 e é possível parcelar os gastos em até duas vezes no cartão de crédito. Os gerentes dos postos dizem que está valendo tudo para atrair à clientela. Há estabelecimentos com queda de até 80% nas vendas.

A queda dos preços favorece, sobretudo, os motoristas de aplicativos, que viram a demanda por seus serviços despencarem, e para aqueles que trabalham em setores considerados essenciais, como o de saúde. Nesse momento de emergência, esses profissionais não têm como ficar em casa.

Segundo gerentes de postos, nunca se viu uma situação como a atual. “Estamos no meio de uma guerra. Temos que entender que cada um precisa dar sua cota de sacrifício”, diz um gerente. Ele garante que, em todos os estabelecimentos, as medidas de segurança estão sendo tomadas para conter o novo coronavírus.

“Estamos cumprindo todas as recomendações de higiene”, explica o gerente. “Inclusive, reduzimos os horários de funcionamento dos postos, para que todos possam cumprir, dentro do possível, a determinação de ficar em casa”, acrescenta.

Desde o estouro da pandemia da Covid-19, as cotações do petróleo desabaram no mercado internacional. Isso tem permitido à Petrobras reduzir os preços dos combustíveis nas refinarias. Com as vendas em baixa, os postos estão repassando boa parte dessa redução aos consumidores.

CB

Brasil deve ter a pior década econômica da história por causa de pandemia

O período de dez anos que se encerra em 2020 poderá registrar a maior queda da renda per capita da história republicana do país, superando até mesmo a contração dos anos 1980, que ficaram cunhados como a década perdida brasileira.

Uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 2% neste ano – que vários analistas já consideram factível – levaria o rendimento médio da população a recuar mais do que o 0,43% amargado entre 1981 e 1990, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon.

As medidas necessárias para conter a expansão da Covid-19 já têm surtido efeito, fortemente recessivo. Isso não é exclusividade do Brasil.

O problema, no caso brasileiro, é que o quadro negativo da atividade não se restringe a este ano atípico. O país enfrentou uma severa e longa recessão entre o segundo trimestre de 2014 e o fim de 2016.

Depois, veio uma recuperação lenta, que, ano após ano, vinha surpreendendo os analistas negativamente.

"A crise atual é muito forte, abrupta, e pega uma economia com uma baixa dinâmica de crescimento, logo no início do ano", diz Montero.

A debilidade econômica dos últimos anos já fazia com que especialistas comparassem o quadro de estagnação da renda média da população brasileira nesta década com o registrado nos anos 1980, quando a economia foi assolada por hiperinflação e crises da dívida externa.

Até recentemente, as projeções de crescimento entre 1,5% e 2% da economia previstos para 2020 indicavam que o desempenho do período de 2011 a 2020 seria ligeiramente melhor do que a contração de 0,43% da renda per capita, verificada entre 1981 e 1990.

Mas, após a eclosão da crise da Covid-19, as estimativas do PIB para este ano se deterioraram rapidamente, passando de uma expectativa média de alta de 1,5% para outra de queda de 0,5%.

A tendência, segundo analistas, é que essa projeção média de contração mais recente continue a cair nas próximas semanas.

Grandes bancos como Bradesco, Itaú Unibanco e UBS revisaram seus números para baixo. As duas instituições esperam, respectivamente, contrações de 1%, 0,7% e 2% em 2020.

Na quinta-feira (2), o BofA (Bank of America) afirmou esperar quedas severas da atividade em toda a América Latina neste ano, com contrações de 3,5% e 8% das duas maiores economias da região – a brasileira e a mexicana –, respectivamente.

Para Montero, sua estimativa atual, de uma queda de 2,5% do PIB do Brasil em 2020, já é uma espécie de cenário menos drástico possível.

"Conforme os números de contágio pelo vírus pioram e aumentam os riscos de uma quarentena mais extensa, talvez até recorrente, uma queda de 2,5% começa a parecer otimista", afirma.

Per capita
Se o PIB recuar 2,5% neste ano, a queda da renda per capita na década será de 0,48%.

Montero ressalta que um agravante do cenário atual brasileiro é o fato de o colapso econômico recente ter se concentrado em um intervalo de poucos anos, a partir de 2014.

"Chamam a atenção não apenas a intensidade e a sequência das quedas anuais mas também a ausência de qualquer recuperação significativa no intervalo dos últimos anos."

A magnitude dos efeitos da Covid-19 sobre a atividade econômica ficará mais clara nas próximas semanas à medida que indicadores da produção e do consumo forem divulgados.

Mas dados preliminares mostram um impacto negativo significativo da pandemia sobre a atividade econômica.

O Índice Gerentes de Compras (PMI, em inglês) mostrou uma queda de 3,9 pontos da atividade industrial no Brasil em março, o pior desempenho desde fevereiro de 2017. Com esse recuo, o nível de produção passou de 52,3 para 48,4 (números abaixo de 50 indicam contração).

No caso do setor de serviços, o desempenho capturado pelo PMI foi ainda pior: uma queda de 15,9 pontos para 34,5 em março, o menor nível e a maior queda desde que a série começou, no início de 2008.

O PMI é bastante acompanhado por economistas porque se baseia em entrevistas com executivos do segmento manufatureiro que focam indicadores como nível de novas encomendas, variações em custos e ajustes de estoques.

Segundo a consultoria IHS Markit, que calcula o PMI, "as medidas de saúde pública para deter a propagação da Covid-19 levaram a uma demanda mais baixa tanto no mercado interno quanto no externo".

A consultoria destacou que os entrevistados relataram cortes de mão de obra que, como um todo, causaram a maior perda mensal de empregos no setor industrial em mais de três anos.

Além da queda de novas encomendas, os empresários mencionaram maior pressão sobre seus custos, causada por fatores como a desvalorização do real em relação ao dólar (leia texto abaixo).

As medidas de isolamento também tiveram efeito sobre os prazos de entregas de insumos. O subíndice do PMI da indústria que mede isso caiu 4,3 pontos, a maior contração mensal desde a greve dos caminhoneiros, que paralisou o Brasil entre maio e junho de 2018.

Outro efeito já capturado no fim de março foi um forte recuo nos emplacamentos de carros.

Indicadores da confiança de consumidores e empresários, compilados pela FGV (Fundação Getulio Vargas), também mostram uma deterioração abrupta do cenário econômico nas últimas semanas.

Alguns desses índices vinham se recuperando, embora ainda não tivessem voltado para os níveis de otimismo anteriores à recessão despencaram.

Agora, houve uma nova reversão de tendência. O indicador que mede a confiança de empresários de quatro setores –indústria, comércio, serviços e construção civil– recuou 6,5 pontos em março, para 89,5 (patamares abaixo de 100 denotam pessimismo).

As sondagens da FGV são formadas por dois componentes principais, um que indica a percepção de empresários em relação ao presente e outro que revela suas expectativas para o futuro.

O índice que aponta as tendências esperadas no ambiente de negócios nos próximos meses recuou 14,9 pontos, a maior queda desde outubro de 2008, quando eclodiu a crise financeira global.

A confiança do consumidor brasileiro também registrou forte recuo em março, atingindo 82, o menor patamar da série desde janeiro de 2017, quando o país começava a sair da recessão.
 otempo

Uso de máscaras por toda a população passa a ser recomendada

Depois de repetirem que o uso de máscaras de proteção contra o novo coronavírus era ineficaz em pessoas saudáveis, vários países mudaram de discurso nesta semana e recomendaram o uso por todos, o que gerou confusão.

A mudança de estratégia mais surpreendente ocorreu ontem nos Estados Unidos, quando o presidente Donald Trump anunciou que as autoridades de saúde aconselham, agora, que todos os cidadãos cubram o rosto ao saírem de casa.
 
"Houve uma inflexão nos Estados Unidos, e a OMS está revisando suas recomendações", indicou o professor KK Cheng, especialista em saúde pública da Universidade de Birmingham (Reino Unido), favorável ao uso generalizado da máscara.

Desde o começo da pandemia, a OMS e vários governos vinham repetindo que as máscaras eram indicadas apenas para funcionários da área de saúde, doentes e pessoas próximas a eles, citando dados científicos. Mas para especialistas que são favoráveis a seu uso por todos, este discurso tinha como objetivo evitar que as pessoas corressem para comprar máscaras reservadas aos profissionais de saúde, que estão em falta em diversos países. 

Na Ásia, onde o uso deste tipo de proteção é muito comum, a reticência dos países ocidentais surpreendeu. "O grande erro de Estados Unidos e Europa, para mim, é as pessoas não usarem máscaras", disse recentemente o chefe do Centro chinês de Controle e Prevenção de Doenças, Gao Fu, em entrevista à revista "Science". Desde então, as posições oficiais foram evoluindo, deixando a população confusa.

Ar exalado
Ganha peso a hipótese de que o novo coronavírus poderia ser transmitido através do ar exalado, o que ainda não foi comprovado cientificamente. Mas se suspeita de que "o vírus também pode se propagar quando as pessoas falam, não apenas tossem ou espirram", disse ontem à rede de TV Fox News o especialista Anthony Fauci, assessor de Donald Trump.

Caso isto fique confirmado, explicaria por que o vírus é tão contagioso e transmitido por pessoas infectadas que não apresentam sintomas.

Para que não se esgotem os equipamentos médicos, podem ser usadas máscaras artesanais. Segundo cientistas, elas servem para evitar que outras pessoas se contaminem, mas não para se proteger da doença.

"Muitas pessoas acham que usar máscara as protege do contágio, mas, na verdade, permite reduzir as fontes de transmissão", explicou o professor Cheng. "Funciona se todo mundo usar, pois, neste caso, uma máscara muito básica é suficiente, já que um pedaço de tecido pode bloquear as projeções emitidas por um doente. Não é perfeito, mas é melhor do que nada."

Em casa
Na Alemanha, o instituto Robert Koch, responsável pela luta contra a pandemia, incentivou ontem os cidadãos a usarem máscaras feitas em casa. "Ainda não há provas científicas de que limitam a propagação do vírus, mas parece plausível", estimou seu presidente, Lothar Wieler.

Na França, a Academia de Medicina também considerou ontem que o uso de máscara por toda a população deveria ser obrigatório no exterior durante e após o confinamento.

No Leste Europeu, esta proteção também ganha espaço. É obrigatória na República Tcheca e Eslovênia, e, na Áustria, para entrar em supermercados.

A OMS, no entanto, mantém sua posição inicial, temendo que o uso de máscaras dê uma "falsa sensação de segurança" e faça as pessoas se esquecerem das medidas mais importantes, como o distanciamento social e lavar as mãos.

O diretor geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reconheceu, no entanto, que segue "avaliando o uso potencial das máscaras de forma mais ampla."

Segundo um estudo publicado ontem pela revista "Nature", o uso da máscara cirúrgica reduz a quantidade de coronavírus no ar exalado pelos doentes. O relatório foi feito a partir de outros coronavírus, que não o atual, Sars-CoV-2. otempo

Coronavírus: Polícia impede pessoas de irem à praia e parques pelo Brasil

Agentes de segurança pública rondaram na manhã de hoje praias e parques públicos para impedir a movimentação de pessoas em cidades do país, em uma ação de combate à propagação do novo coronavírus.

No último balanço divulgado, o Ministério da Saúde anunciou que subiu para 359 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — aumento de 60 mortes confirmadas nas últimas 24 horas.

No total, são 9.056 casos oficiais confirmados no país até agora, segundo o governo — 1.146 casos novos de ontem para hoje — com uma mortalidade de 4%.

Praia interrompida no Recife e no Rio

Agentes da Polícia e da Guarda Municipal de Recife orientaram banhistas a voltarem para suas casas na Praia de Boa Viagem, na zona sul de Recife (PE). Ontem, o decreto assinado pelo governador Paulo Câmara (PSB) determinou que todas as praias e parques de Pernambuco fiquem fechados até a próxima segunda-feira (6).

O decreto também mantém a suspensão do comércio, serviços públicos e demais atividades consideradas não essenciais até 17 de abril. A intenção e tentar controlar o avanço do novo coronavírus no estado.

Já no Rio, na praia de Copacabana, policiais divulgavam uma gravação que avisava sobre a proibição de permanência na praia. Os agentes abordaram e tiraram dezenas de banhistas da areia.

Parque fechado em Londrina

Após primeira morte por covid-19 em Londrina, interior do Paraná, a prefeitura prolongou quarentena por mais uma semana e fechou praças e parques da cidade.

A Guarda municipal interditou academias ao ar livre, parquinhos e orientou desavisados a irem para suas casas.

Já em Santos, litoral sul de São Paulo, agentes da Guarda Municipal foram a pontos estratégicos do calçadão para abordar e orientar as pessoas sobre a importância do isolamento social.

A prefeitura de Santos emitiu decreto que proíbe a circulação de pessoas no calçadão da orla da praia entre a Ponta da Praia e o Emissário Submarino com o objetivo de incentivá-las a ficar em casa durante a pandemia do novo Coronavírus.

A ciclovia ficará restrita para quem estiver indo trabalhar nos serviços essenciais.

Ronaldinho Gaúcho completa um mês de prisão no Paraguai

Ronaldinho Gaúcho cumpre um mês preso no Paraguai, país em que chegou com supostos fins beneficentes e acabou detido em um quartel da polícia em Assunção, acusado, junto com o irmão Assis, de uso de passaportes falsos.

Os irmãos aguardam julgamento e podem receber pena de até cinco anos de prisão pelo uso de documento original com conteúdo falsificado.

"Eles ficarão no país o tempo que for necessário", declarou o promotor Federico Delfino a jornalistas, explicando que Ronaldinho e o irmão estão envolvidos em uma investigação de produção e tráfico ilegal de passaportes que já prendeu 16 pessoas.

Outros detentos afirmaram que, há alguns dias, o ex-craque da Seleção, campeão do mundo com o Brasil em 2002, perdeu uma partida de futevôlei dentro da prisão contra outros dois presos, um sentenciado por assassinato e outro por roubo. A informação e as imagens da partida viralizaram nas redes sociais.

Ninguém se responsabiliza pelas informações e imagens que vazam das atividades de Ronaldinho dentro da prisão. Tanto guardas como detentos temem uma punição por violar o regulamento interno.

Mas o ex-companheiro de Barcelona de Ronaldinho, o ex-zagueiro espanhol Carles Puyol, admitiu publicamente que conversou por celular com o amigo, o que coincide com informações de que o Ministério Público devolveu o aparelho ao astro brasileiro ao fim da perícia ao qual foi submetido.

O aniversário de 40 anos de Ronaldinho, em 21 de março, também não passou despercebido. Teve churrasco dentro da cadeia e vários de seus amigos do futebol lhe deram parabéns por Facebook e Instagram.

Já é de conhecimento público que detentos e policiais que convivem com Ronaldinho na prisão o adoram e fazem de tudo para deixá-lo à vontade e confortável.

Calvário
Em 4 de março, Ronaldinho, ex-atacante do Grêmio, PSG, Barcelona, Milan, Flamengo e Atlético, entre outros clubes, foi recebido com festa na aeroporto internacional de Assunção.

Cerca de 2.000 crianças gritavam seu nome no momento em que apareceu na salão de desembarque. Muitas vestiam a camisa da seleção brasileira com o número 10 nas costas que Ronaldinho usava nos tempos de jogador.

O craque havia sido recrutado pela fundação Fraternidad Angelical, encabeçada pela empresária paraguaia Dalia López.

Mas, naquela mesma noite, começou o calvário de Ronaldinho. Uma comitiva policial e judicial foi até seu hotel e confiscou os celulares e os documentos do ex-jogador e de seu irmão e empresario Assis.

No dia 5 de março, os dois irmãos foram até a sede do Ministério Público do Paraguai para depor durante oito horas. Ao fim do interrogatório, o promotor responsável pelo caso recomendou ao juiz que os brasileiros respondessem às acusações em liberdade, com a condição de que admitissem terem usado passaportes adulterados e que pagassem fiança.

O promotor Federico Delfino argumentou que Ronaldinho e Assis "foram enganados em sua boa fé" a apresentar passaportes adulterados, uma declaração que encadeou uma crise interna e levou à renúncia do diretor de Imigração do Paraguai.

Baseado no depoimento do promotor o juiz determinou a liberdade condicional de Ronaldinho, mas repassou o caso para a Procuradora-Geral do Estado, Sandra Quiñonez.

Desde então, tudo mudou. Agentes uniformizados foram até o hotel na noite de sexta-feira (6) e prenderam Ronaldinho e seu irmão, levados ao Grupamento Especializado da Polícia.

Perigo de fuga

Algemados, Ronaldinho e Assis compareceram ao tribunal diante da juíza Clara Ruiz Díaz, que manteve as prisões. "Eles cometeram um crime punível grave. Estão reunidos os requisitos exigidos para a prisão preventiva", sentenciou a juíza.

Na terça-feira (10), o juiz de apelação, Gustavo Amarilla, determinou que os irmãos Assis Moreira permanecessem presos alegando "perigo de fuga".

Desde então, 30 dias depois de sua chegada ao Paraguai para cumprir uma suposta agenda com fins beneficentes, à espera de sua liberdade, Ronaldinho passa os dias na prisão entre churrascos, futebol de salão ou futevôlei e rodeado de outros prisioneiros que o idolatram.

"Ele nunca deveria ter sido preso", declarou à AFP Rogelio Delgado, líder do sindicato de jogadores do Paraguai.

"Ronaldinho e Assis não sabiam que os passaportes eram irregulares, para eles eram legais", declarou em seu turno o advogado brasileiro Sergio Queiroz, integrante da equipe jurídica que tentará libertar o melhor jogador do mundo de 2005. otempo