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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Analfabetismo bíblico é o maior problema da igreja, diz líder da Aliança Evangélica Mundial

A maior crise que a igreja evangélica global enfrenta hoje é a crescente falta de conhecimento da Bíblia, de acordo com Thomas Schirrmacher, o novo secretário-geral da
Aliança Evangélica Mundial.

“Nosso maior problema é que o conhecimento da Bíblia está desaparecendo”, disse Schirrmacher ao The Christian Post. “Este é o maior problema que temos, além de todas as diferenças teológicas, problemas financeiros e questões políticas”.

Schirrmacher, que estudou teologia na Suíça e nos Estados Unidos e atua como secretário-geral associado para Assuntos Teológicos da Aliança Evangélica Mundial, disse que cada vez mais crianças que vêm de famílias evangélicas “não estão enraizadas na Bíblia”, e muitos abandonam a fé quando crescem.

Já o número de jovens que abandonam a fé é “neutralizado” por aqueles que se tornam cristãos na juventude, de acordo com Schirrmacher. No entanto, esses jovens cristãos também carecem de conhecimento bíblico e “só sabem sobre a Bíblia o que aprenderam com sua conversão”, disse ele. 

“Há tantas pessoas se tornando crentes que aquele que é crente há mais tempo vira o líder da igreja”, disse Schirrmacher. “Isso pode levar três anos. Isso é um tempo curto para nós, mas longo para eles. Temos uma taxa de conversão tão alta em todo o mundo, que é extremamente difícil acompanhar com discipulado, com ensino, com conhecimento da Bíblia. O resultado é que as pessoas sabem muito menos e estão muito mais abertas ao secularismo e coisas estranhas como a teologia da ‘saúde e prosperidade’”.

De acordo com dados publicados pelo Barna Group e Sociedade Bíblica Americana, o número de adultos que dizem ler a Bíblia diariamente caiu de 14% para 9% entre o início de 2019 e 2020. Este é o número mais baixo registrado durante os 10 anos de estudo de Pesquisa Bíblica.

A Aliança Evangélica Mundial pretende trabalhar para equipar a liderança ao redor do mundo. “Se os evangélicos não conhecem mais a Bíblia, não faz sentido que sejamos um movimento bíblico”, explica. “Não temos papa, não temos estrutura que nos mantenha juntos, não importa em que acreditemos. Precisamos sentar e estudar a Bíblia, conhecer as Escrituras e estar devidamente equipados para o ministério”.

Apelo por unidade

Em uma sociedade cada vez mais polarizada, Schirrmacher também enfatizou a importância da unidade das igrejas. Ele acredita que as divisões dentro do cristianismo são o “maior obstáculo” para a propagação do Evangelho.

“Precisamos ansiar pelo que é o DNA, não só do protestantismo, mas do cristianismo — a Bíblia, Jesus e o Evangelho”, disse Schirrmacher. “Precisamos trabalhar juntos para não lutarmos uns contra os outros ao pregar o Evangelho”.

“Nosso objetivo deve ser que todo o cristianismo aceite o mesmo DNA”, disse ele. “O desaparecimento de milhares de teologias diferentes que nos separam fará sentido se nos sentarmos e encontrarmos o DNA comum. O perigo é que não podemos permitir que esses ensinamentos centrais do cristianismo desapareçam junto com tópicos menores”.

 Guiame

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