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domingo, 16 de junho de 2019

Feliciano alerta pastores após decisão do STF: “nossos púlpitos estão em perigo” (vídeo)

Em vídeo divulgado na noite desta sexta-feira (14), o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PODE-SP) critica a quebra de acordo que o STF realizou ao tomar para si a iniciativa de legislar sobre a criminalização da homofobia, aprovada na última quinta-feira (13) por oito ministros da Corte.

“Por anos nós lutamos no Congresso Nacional, nós debatemos o assunto, fizemos audiências públicas, e agora que estávamos criando uma lei que pudesse amparar a todos os interessados o STF quebra um acordo feito conosco (com a Bancada Evangélica), pois eles prometeram”.

Feliciano destaca que os deputados vão se dedicar ao máximo para votar com urgência uma lei que seja justa e substitua essa feita pela usurpação do STF. “Lutaremos com todas as nossas forças para votar uma leia que corrija essa desgraça que hoje atinge a nossa liberdade religiosa“, disse o pastor.

O parlamentar mostra preocupação com o caráter dúbio do texto aprovado pela Corte. Nele, o Supremo diz que “é assegurado o direito de pregar e de divulgar livremente…desde que tais manifestações não configurem discurso de ódio“.

Esse tal discurso de ódio é tão vago que nós cristãos estaremos em constante perigo…as disparidades de interpretação atingirão de morte os nossos púlpitos“. JM


Assista:

Pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis, é assassinado

O pastor Anderson do Carmo, esposo da cantora e deputada federal Flordelis, foi morto, na madrugada deste domingo (16). Os dois voltavam para casa, em Niterói (RJ), após uma confraternização e Flordelis teve a impressão de estarem sendo seguidos por duas motos.

Já em casa, Anderson foi até a garagem buscar algo no carro quando foi baleado com 15 tiros pelos criminosos. O veículo da família, um Honda Accord LX, também foi alvejado.

Anderson chegou a ser levado com vida para um hospital particular, mas não resistiu. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSG), que periciou o local do crime.

Os dois eram pais de 55 filhos, sendo 51 adotados. O casal se conheceu em dezembro de 1991, durante um trabalho de evangelismo feito pela cantora. Eles se casaram em abril de 1994 e eram dirigentes da Cidade do Fogo, em São Gonçalo (RJ).

Em março de 2018, o pastor Anderson testemunhou o livramento que eles receberam em uma tentativa de assalto. Na época, ele disse que, mesmo com essa violência, eles não deixariam de acreditar na restauração dessas pessoas. pleno.news

Flordelis e pastor Anderson ao lado dos filhos

Após críticas de Bolsonaro, Joaquim Levy pede demissão do BNDES

RIO - Em carta enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu demissão do cargo. "Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.  Agradeço ao ministro o convite para servir ao país e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria". 

Na carta, Levy agradeceu especialmente aos inúmeros funcionários do BNDES, "que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade".  

Críticas

Na tarde de sábado, o  presidente Jair Bolsonaro criticou e ameaçou demitir Levy. Bolsonaro disse estar "por aqui" com o chefe do banco, que estaria “com a cabeça a prêmio”. 

Desde o início do governo, a relação entre os dois foi marcada por divergências. O episódio mais recente foi a escolha de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria da área de Mercado de Capitais, do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões. 

Sua função seria tocar o programa de vendas de participações da BNDESPar, cuja velocidade vinha sendo considerada lenta. Segundo fontes, o principal empecilho era o tamanho da carteira do braço de participações. Por isso, a nomeação era vista pela diretoria como sinal de que o programa de venda de ações começaria a avançar. O banco tem fatias do capital de empresas como Petrobras, Vale e JBS.

O presidente exigiu que Levy demitisse o diretor. 

Na noite de sábado, Barbosa Pinto entregou uma carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também foi sócio na na Gávea Investimentos, gestora de recursos fundada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, e foi diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Em entrevista ao "G1", Guedes destacou ainda que é natural Bolsonaro se sentir "agredido" , "é natural quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT". 

Guedes lembrou que o presidente Bolsonaro apresentou como promessa de campanha abrir a caixa-preta do BNDES. 

- Ninguém fala em abrir a caixa-preta e ainda nomeia um petista. Então, fica clara a compreensão da irritação do presidente. O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou uma solução para o futuro - disse. 

Levy também participou de governos petistas. Foi secretário do Tesouro no governo Lula e ministro da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff. 
 Oglobo

sábado, 15 de junho de 2019

Catedral de Notre-Dame tem primeira missa após incêndio

Neste sábado (15), aconteceu a primeira missa na Catedral de Notre-Dame, na capital francesa, após o incêndio que destruiu parcialmente a tradicional igreja. A cerimônia começou às 18h (horário de Paris, 13h no horário de Brasília) e teve 50 minutos de duração.

A reunião acontece dois meses depois da tragédia. O padre Michel Aupetit, arcebispo da Igreja Católica em Paris desde janeiro do ano passado, comandou a celebração.

Por segurança, a missa foi restrita e recebeu apenas 30 pessoas. A maioria dos presentes era formada por padres da diocese local. Eles usaram capacetes, em função dos entulhos de escombros e áreas ainda descobertas.

A celebração foi transmitida por meios de comunicação. A igreja permanece fechada para visitação e investigadores continuam apurando o que provocou as chamas. pleno.news

Em nova mensagem divulgada por site, Dallagnol diz que Fux apoiou Moro em 'queda de braço' com Teori

O site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, divulgou na noite desta sexta-feira (14) a ‘Parte 6’ das mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores responsáveis pela operação Lava Jato.

O lote inédito de diálogos deixa evidente que a função de coordenador da operação estava realmente a cargo do atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

Sergio Moro chegou a pedir aos procuradores para que eles divulgassem uma nota à imprensa para rebater o que ele chamou de ‘showzinho’ da defesa do ex-presidente Lula.

Segundo a lei, o juiz não pode auxiliar ou aconselhar nenhuma das partes do processo. Os diálogos revelados podem levar à anulação de condenações proferidas por Moro, caso haja entendimento que ele era suspeito.

A maioria dos diálogos do vazamento ocorreu entre Moro e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima no aplicativo de mensagens Telegram.

Confira alguns trechos:
Santos Lima – 22:10 – Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o Triplex desmontou um pouco ele.

Moro – 22:11 – A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes
Moro – 22:11 – E alguns esperam algo conclusivo

Um minuto depois da última mensagem, Moro mandou para o procurador Santos Lima:

Moro – 22:12 – Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele

Moro – 22:13 – Por que a Defesa já fez o showzinho dela.
Santos Lima – 22:13 – Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.
Santos Lima – 22:16 – Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que 
ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua.

Naquele dia, um vídeo com Lula tomava conta da internet e dos telejornais. Depois de sair do prédio da Justiça Federal, o ex-presidente se dirigiu à Praça Santos Andrade, em Curitiba, e fez um pronunciamento diante de uma multidão. Por 11 minutos, Lula atacou a Lava Jato, o Jornal Nacional e o então juiz Sergio Moro.

O ex-presidente disse que estava sendo “massacrado” e encerrou com uma frase que entraria para sua história judicial: “Eu estou vivo, e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse país”. Era o lançamento informal de sua candidatura às eleições de 2018.

Depois disso, como já se sabe a partir do que foi revelado em mensagens anteriores, impedir a candidatura de Lula tornou-se uma espécie de missão — bem sucedida — dos procuradores e de Sergio Moro.

Um fato curioso: Este PRAGMATISMO POLÍTICO noticiou, em 2016, que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, protagonista deste novo lote de mensagens, disse que o “PT é o único partido político que não impede investigações”  É possível que esse episódio tenha sido repercutido de alguma maneira nos grupos internos dos membros do Ministério Público. pragmatismopolitico

Bolsonaro anuncia demissão do presidente dos Correios

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na manhã desta sexta-feira, 14, que vai demitir o presidente dos Correios general Juarez Aparecido de Paula Cunha.  Em um café da manhã com jornalistas, o presidente da República afirmou que Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista”, em referência à participação do militar em uma audiência pública no dia 5 de junho, em que fez críticas à privatização da estatal.

Segundo revelou o blog Radar, em um debate realizado na Comissão de Legislação Participativa, comandada por deputados petistas, o general fez um discurso que agradou a plateia composta por sindicalistas e servidores da empresa. “É uma empresa estratégica, autossustentável, insubstituível. Uma empresa cidadã, orgulho do Brasil”, disse. No final, Cunha posou para uma foto com o grupo, e postou-se ao lado de deputados do PT e do PSOL.

A venda dos Correios foi anunciada pelo próprio Bolsonaro em entrevista exclusiva a VEJA, em sua edição 2637, ao ser indagado sobre o que o governo faria após a aprovação da reforma da Previdência. “Vamos partir para a reforma tributária e para as privatizações. Já dei sinal verde para privatizar os Correios. A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar”, disse. 

Reportagem publicada por VEJA em sua edição  mostra que, com operações ineficientes e deficitárias, a estatal precisa ser vendida nos próximos cinco anos, ou já não terão mais valor de mercado. Os cálculos preliminares feitos pela equipe do governo mostram que o tempo de vida útil para concretizar a venda dos Correios está em torno de cinco anos.

Desde o início de 2018, a principal fonte de receita da estatal deixou de ser o monopólio postal — a entrega de cartas, largamente substituídas por várias formas de mensagem eletrônica — e passou a ser a entrega de encomendas, mudança impulsionada, sobretudo, pelo crescimento do e-commerce. A questão é que a ineficiência da empresa na entrega final — que no jargão da área é chamada de last mile delivery — vem minando a participação dos Correios no setor. No prazo previsto pelo governo, as transportadoras privadas ultrapassarão a estatal na prestação do serviço. O ponto de virada inviabilizaria por completo a sua venda. Veja

Justiça bloqueia mais de R$ 18 milhões do casal Garotinho

Os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, tiveram mais de R$ 18 milhões bloqueados pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Campos, Leonardo Cajueiro. Garotinho também foi proibido de ir ao município de Campos.

O casal se tornou réu em um esquema de compra de votos na eleição de 2016. De acordo com o Ministério Público, a quantia se refere aos desvios da Prefeitura de Campos por meio do programa social Cheque Cidadão.

Garotinho é acusado de três crimes na época em que era secretário de Governo no período em que sua esposa era prefeita no município. Ele responde por supressão de documento, peculato e crime de responsabilidade de prefeito, em coautoria com Rosinha.

O juiz Leonardo Cajueiro ainda determinou a proibição de acessar escritórios de representação do município em quaisquer componentes da federação, de manter contato com testemunhas do processo, recolhimento domiciliar noturno, monitoramento eletrônico e suspensão do exercício de função pública. pleno.news