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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Golpe faz trabalhador assinar a rescisão com empresa sem receber o dinheiro

A não homologação da rescisão do contrato de trabalho no sindicato da categoria, como previsto na Reforma Trabalhista, tem sido um artifício utilizado por algumas empresas para não pagarem as verbas trabalhistas ao ex-empregado. Até a entrada em vigor da Lei 13.467, o artigo 477 da CLT estabelecia que o pedido de demissão ou o recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho firmado pelo empregado com mais de um ano só seria válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade competente. A Reforma Trabalhista acabou com essa exigência.

"Os trabalhadores estão sendo vítimas de golpe", adverte o advogado Sergio Batalha. Dois casos que O DIA teve acesso mostram uma prática não usual na dispensa de empregados. Em um deles, o ex-empregado, que é analfabeto, dá quitação da verba trabalhista sem ter recebido. Em outro, a ex-funcionária também assinou os papeis e não recebeu a rescisão. Os dois casos, por acaso, se referem à mesma empresa.

E como seria esse golpe? "O empregado é dispensado e convocado ao departamento de pessoal para 'assinar a rescisão'. Quando comparece, é informado de que tem de 'assinar a rescisão para sacar o FGTS' e que a empresa irá depositar as verbas rescisórias nos próximos dias", conta o advogado. O que não ocorre. "A empresa não deposita e, quando o empregado entra com o processo na Justiça do Trabalho, ela alega que pagou as verbas rescisórias 'em espécie', ou seja, em dinheiro", acrescenta Batalha.

E faz um alerta: "O trabalhador não deve assinar o Termo de Rescisão do contrato de trabalho sem ter recebido as verbas nele discriminadas, pois o termo tem a natureza jurídica de um recibo de quitação. Ou seja, se o valor líquido das verbas rescisórias discriminadas for de R$ 5 mil , por exemplo, quando o trabalhador assina o termo dá um recibo de R$ 5 mil ao empregador".

Uma das justificativas para os trabalhadores assinarem o termo de rescisão do contrato de trabalho quando são demitidos é a liberação das vias para saque do FGTS e do seguro-desemprego. Por conta disso Claudinei e Nilma, os dois trabalhadores que foram lesados por uma empresa, assinaram os papeis.

Mas o advogado Sergio Batalha adverte: a solução para sacar o FGTS mesmo sem o recebimento das verbas rescisórias seria fazer uma ressalva no próprio termo de rescisão, esclarecendo que não recebeu as verbas nele discriminadas.

"O ideal nestes casos é procurar um advogado trabalhista especializado, mas nunca assinar um termo de rescisão sem depósito prévio das verbas ou pagamento no ato", acrescenta.

Vale ressaltar que o prazo limite para o pagamento das indenizações previstas em contrato é de até dez dias — a partir do dia do rompimento contratual entre as partes diretamente interessadas. O mesmo período máximo se aplica ao envio dos documentos que comprovem o fim do vínculo com a empresa aos órgãos competentes. Os documentos são Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Claudinei Jesuíno, de 50 anos de idade, trabalhou por cinco anos em uma empresa prestadora de serviços que cedia funcionários para grandes empresas. Ou seja, ele era terceirizado. No ano passado, Claudinei foi demitido e ao se dirigir para o departamento pessoal da empresa recebeu orientação para assinar o termo de rescisão para sacar FGTS e seguro-desemprego. O dinheiro da rescisão, segundo a empresa informou ao trabalhador, seria pago outro dia. Mas não foi. "Ficava indo e vindo e eles enrolando para pagar. Até que entrei na Justiça para tentar receber o dinheiro que a empresa me deve", diz Claudinei. Mas ao chegar na audiência no final deste mês, a empresa alegou que pagou o trabalhador em espécie e mostrou o documento assinado por ele. Só tem um detalhe: o Claudinei só sabe escrever o próprio nome, não sabe ler. O trabalhador lamenta: "Não recebi um centavo da minha rescisão, nem férias, nem horas extras, nada. E agora eles dizem que me pagaram em espécie!"

Com dificuldade Nilma Casadias, 58, moradora de Botafogo, desce a escadaria que dá acesso à sua casa. Nilma também trabalhou na mesma empresa que Claudinei de 2009 a 2018, quando foi demitida. Ela conta a O DIA que em maio do ano passado foi dada a baixa na carteira de trabalho, a rescisão foi assinada e - assim como Claudinei - o pagamento não foi feito.

"Na última vez que fui tentar receber na empresa, a funcionária disse que eu não era a única a 'encher o saco' e me mandou ir atrás dos meus direitos. Eu fui", conta. No caso de Nilda ainda há um outro agravante: ela está em auxílio-doença pelo INSS e faz uso de muitos remédios. "Minha saúde acabou, não tenho como trabalhar e não recebi o que era meu direito. Não sei o que vou fazer", lamenta.

E o golpe de alegar que "pagou o que não desembolsou" não se limita à empresa onde trabalharam Claudinei e Nilda. Uma firma de serviços de segurança, também deu o cano em trabalhadores. Luiz Claudio Santos, 56, de Vila Kennedy, conta que por 11 anos trabalhou como prestador de serviços mas em agosto passado foi demitido. O "modus operandi" foi similar: assinar o termo de rescisão para sacar FGTS e seguro-desemprego. "Recebi os papeis, mas não vi dinheiro nenhum. A saída foi entrar na Justiça", diz. ODia




sábado, 1 de fevereiro de 2020

“As coisas vão seguir seu rumo normal”, declara Onyx

Após uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro neste sábado (1º), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que não se sente esvaziado no cargo. Ele disse que permanece na pasta e representará Bolsonaro na sessão solene de abertura do ano legislativo no Congresso nesta segunda-feira (3).

– As coisas vão continuar a seguir seu rumo normal. Falamos muito e revisamos a mensagem presidencial ao Congresso. Eu vou levar na segunda-feira porque Bolsonaro vai estar em São Paulo – afirmou.

Onyx disse ainda que não discutiu com Bolsonaro sua possível saída da Casa Civil. A reunião entre eles durou cerca de 1 hora e 20 minutos.

– Nós nem conversamos sobre isso, nós conversamos sobre as tarefas do ministro da Casa Civil a partir já agora do meu retorno das férias. Hoje já conversamos sobre a rotina normal, então, fica tudo igual, não mudou nada – afirmou.

Bolsonaro tem buscado uma saída para a crise política protagonizada pelo ministro da Casa Civil. O auxiliar, por sua vez, trabalha para se manter no cargo. A Casa Civil foi esvaziada quando o presidente decidiu retirar da pasta o PPI (Programa de Parceira de Investimentos) após demissão, recontratação e nova demissão de Vicente Santini, então secretário-executivo de Onyx.

Santini foi destituído do cargo por Bolsonaro após viajar com duas assessoras em um voo exclusivo da FAB (Força Aérea Brasil) de Brasília para Davos (Suíça), e de lá para Déli (Índia), episódio que foi classificado de imoral pelo presidente.

O secretário chegou a ser realocado na pasta, mas, após repercussão negativa, Bolsonaro decidiu demiti-lo novamente. Segundo Onyx, o assunto é “página virada”.

– Nós conversamos sobre isso, mas isso é página virada, ponto final. Conversamos hoje e é isso, está resolvido. O presidente tomou suas decisões, Jair Bolsonaro é meu líder, a decisão que ele toma é a decisão que tem que ser acatada – afirmou o ministro.

O ministro buscou minimizar a perda do PPI para a Economia.
– Nós, já lá atrás, quando fizemos o programa de governo, de julho de 2018, lá está o PPI na Economia, é uma demanda antiga da Economia. Acabou ficando um período na Secretaria Geral, depois veio para a Casa Civil, e o presidente tomou a decisão de mandar para a Economia, assim como isso já aconteceu com a Cultura, que estava na Cidadania e foi para o Ministério do Turismo. Faz parte de decisões de governo e a gente acata – disse.

Sobre a mensagem que será lida no Congresso, Onyx disse que o texto vai reafirmar o norte do governo.

– A redução do tamanho do Estado, a agilização e a ampliação da capacidade de comunicação com o cidadão. Quando a gente entrou [no governo], tinha 20 ou 30 serviços digitalizados. Hoje nós já contabilizamos mais de 500. O cidadão pega seu celular e fala com o governo. Queremos chegar até o final do governo com mais de 2.000 serviços digitalizados – disse.

Questionado especificamente sobre a reforma administrativa, Onyx afirmou que é claro que ela também constará da mensagem aos parlamentares.

– Na mensagem está o quê? Que o governo continuará fazendo as reformas que o Brasil precisa. Este é um governo que vem fazendo uma série de reformas, começamos com a Previdenciária. Nós estamos trabalhando agora com a reforma do pacto federativo. Durante décadas vocês [jornalistas] escreveram que os prefeitos e governadores vinham a Brasília apenas de pires na mão. Nós mandamos ainda no ano passado uma reforma do Estado que vai permitir a reformulação do pacto federativo.

Onyx montou uma articulação para tentar arregimentar apoio pela sua permanência na Casa Civil. Ele conversou com deputados bolsonaristas e com militares governistas, como Heleno. Deputado federal licenciado pelo DEM-RS, Onyx é um dos ministros da chamada ala ideológica do governo.

Segundo auxiliares presidenciais, Bolsonaro avalia três hipóteses para Onyx caso sua permanência na Casa Civil fique inviável. Entre as possibilidades estão os Ministérios do Desenvolvimento Regional, o da Cidadania e o da Educação.

As duas últimas pastas já são comandadas por aliados do ministro gaúcho -Osmar Terra e Abraham Weintraub, respectivamente. Essa saída, na visão do Palácio do Planalto, seria a menos traumática.

Caso opte por alocar Onyx na Educação, Bolsonaro atenderá ainda à ala do governo e a congressistas que cobram a demissão de Weintraub. O MEC está no meio de uma crise decorrente de problemas nas notas do Enem, o que afetou também o sistema de seleção para instituições de ensino superior, o Sisu.

Weintraub ainda tem sido criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o chamou de desastre. Para o deputado, o ministro “atrapalha o Brasil”.

Gustavo Canuto, do Desenvolvimento, é outro ministro que também está desgastado com Bolsonaro. Desde o ano passado, o presidente tem se queixado de seu desempenho e cogitado retirá-lo da pasta.
Para conseguir fechar a equação, Bolsonaro tem buscado um nome para o comando da Casa Civil. O favorito é Jorge Oliveira, mas o ministro tem demonstrado resistência. O plano estudado por Bolsonaro é fundir a Casa Civil com a Secretaria-Geral da Presidência.

Um plano B seria a nomeação de um dos líderes do governo para comandar a articulação política, como Fernando Bezerra (MDB-PE), do Senado, e Eduardo Gomes (MDB-TO), do Congresso. A indicação de Bezerra, no entanto, enfrenta um empecilho.

Ela pode inviabilizar que seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (DEM-PE), assuma Minas e Energia em maio, quando o ministro Bento Albuquerque deverá ser indicado para uma vaga destinada à Marinha no STM (Superior Tribunal Militar). Pai e filho são alvo de investigação da Polícia Federal sobre desvio de verbas em obras no Nordeste.

Além do mais, articuladores políticos de Bolsonaro consideram que trazer um parlamentar para o Planalto, neste momento, pode ser contraproducente. Eles argumentam que prestigiar o MDB poderia desencadear um movimento por mais espaço na Esplanada vindo de partidos que votam com o governo.

Outro nome ainda é cotado para a Casa Civil: o do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Ele foi o articulador da reforma da Previdência no Congresso, aprovada no ano passado.
* Folhapress

(vídeo) Pastor afirma que chuvas em MG é “juízo de Deus” e pastores da Lagoinha discordam

O pastor Anderson Silva gravou um vídeo no seu Instagram que gerou muita polêmica e a revolta de outros pastores. Tudo porque ele afirma que as fortes chuvas que caíram sobre Minas Gerais expressam o juízo de Deus.

Emocionado, Silva diz que desde agosto do ano passado ele tem sentido no seu coração sobre falar de juízo, mas que Deus daria apenas até dezembro de 2019 para que as pessoas se arrependessem, pois o juízo começaria em janeiro de 2020.

Ele não fala apenas das chuvas, mas também ao coronavírus que assombra o mundo, instabilidade políticas e outras situações. “O Senhor falava tantas coisas violentas no meu coração. Ele falava: 

‘Olha o que Belo Horizonte fez comigo, olha o que os ministros que levantei ali fizeram comigo, eles me traíram, eles ergueram impérios em torno de si mesmo, quase todas as bandas e ministérios são CNPJ que não expressam mais paixão, virou negócio'”, declarou Anderson chorando.

Grandes nomes da música gospel nasceram de igrejas da capital mineira, como Diante do Trono, os irmãos Valadão, Nívea Soares, Helena Tannure, entre outros. 

“Belo Horizonte vai ser a primeira cidade que Deus vai destruir, pastores que viraram imperadores, as bandas que viraram negócios, 2020 será o ano que publicamente o Senhor irá envergonhar muitos de nós”.
Entre os pastores que critiram a fala de Anderson, está Lucinho Barreto, líder de jovens da Batista da Lagoinha. “Discordo de tudo! Antes de pensar em BH olhe pra sua cidade Brasília que levou nossa linda nação ao caos nas últimas duas décadas! Se BH será destruída, Brasília não constará nem na internet. Te amo Anderson mas isso que vc falou não tem nada a ver!”

Os pastores Felippe Valadão e André Valadão concordaram com Lucinho Barretos e escreveram: “Boa kkkkkkkkkk” e “Kkkkkk ai ai ai é cada um viu…”, respectivamente.

O pastor Carlito Paes, de São José dos Campos, entrou no debate e escreveu no Twitter. 

“Não confundam ‘bater na igreja de Cristo’ com ‘ser voz profética’. Quando recebemos um recado profético de Deus para alguém, devemos perguntar para Deus onde mora a pessoa e devemos ir na casa dela entregar a Palavra, como fez Natã com Davi, se for para uma cidade, pode entregar na praça pública mesmo como fez Jonas, na internet fica genérico. Tudo o que nosso inimigo deseja é ver irmãos contra irmãos e igreja contra igreja, como isto enfraquece o Reino e une as trevas! Triste!”.

Diante das respostas, o pastor Anderson voltou a postar, desafiando os pastores de BH a mostrarem seus extratos bancários. E depois publicou uma ministração do pastor Márcio Valadão que também fala sobre o juízo de Deus.JM


Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Anderson Silva (@andersonsilva_org) em

Igreja é condenada a devolver R$ 20 mil a fiel convencido a vender o carro e doar valor

Um fiel que se sentiu forçado por um pastor a vender o carro para doar o valor em oferta conseguiu uma vitória na Justiça, que determinou que a igreja deve devolver a quantia com correção monetária e juros.

O processo, julgado em segunda instância pelos desembargadores da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Mato Grosso dos Sul (TJMS), foi movido pelo fiel que se sentiu “sob forte influência” por parte do pastor para vender o único carro no valor de R$ 18 mil e doar a quantia à igreja.

Além disso, o fiel e sua esposa entregaram mais R$ 1980,00 de sua aposentadoria do mês de dezembro de 2016, segundo informações do portal Campo Grande News. Os desembargadores, então, decidiram por unanimidade manter a decisão da primeira instância, que obrigava a instituição a devolver os R$ 19.980,00 ao casal de idosos, além das correções pelo período.

Na Justiça, o fiel declarou que o pastor havia prometido “operar milagres” na vida financeira do casal, no entanto, a realidade foi amplamente diferente: com a doação da aposentadoria do mês de dezembro de 2016, eles se viram sem condições de pagar contas de água, luz e outros itens básicos para a sobrevivência da família.

Após ser condenada em primeira instância, a igreja decidiu recorrer alegando que é vedado ao Judiciário “embaraçar a liberdade de liturgia religiosa” e que “está amparada pelo exercício da liberdade de organização religiosa”, e acrescentou que não obriga os fiéis a doarem nada.

“A pessoa é livre para escolher a religião que segue como também para permanecer e cumprir o que é pregado no segmento religioso escolhido. O fiel veio de São Paulo para Mato Grosso do Sul e continuou a frequentar a igreja, o que mostra que era grande conhecedor da liturgia”, argumentou a defesa.

O advogado da igreja ainda sustentou que a contestação à doação foi feita pela família do casal de idosos, o que teria obrigado-os a buscar a Justiça. O relator do recurso, desembargador Alexandre Bastos, no entanto, não acatou a argumentação da instituição religiosa.

“A venda do único automóvel e doação da aposentadoria, diante das condições pessoais demonstradas por meio de extrato bancário, valor de benefício previdenciário, entre outros dados pessoais, são suficientes para concluir que levaram ao comprometimento da subsistência do casal”, contextualizou Bastos.

“Deve-se registrar que o mesmo teto constitucional que abriga e protege a liberdade religiosa é o que protege o cidadão e seu conjunto de direitos, sobretudo aqueles que impliquem na sua própria subsistência, sua liberdade e igualdade, integridade e moralidade nas relações a que se submete. Pelo contrário, o controle pelo Judiciário se mostrou legítimo, sem violação à liberdade de crença. 

Portanto, de rigor a manutenção da sentença. Conheço do recurso e nego provimento. É como voto”, concluiu o relator, que foi acompanhado pelos demais desembargadores.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

China construirá dois hospitais em 10 dias (vídeo)

Na China, a cidade Wuhan está no epicentro do surto do novo coronavírus. Até disso, o mundo ficou surpreso quando anunciaram na semana passada a construção de dois novos hospitais para atender a demanda em relação ao coronavírus.

A expectativa é que o primeiro deles comece a funcionar já na próxima segunda-feira, dia 3 — apenas dez dias depois do início das obras.

Como é o processo das construções?

De acordo com o governo chinês, a resposta está no uso de construções pré-fabricadas para abrigar os milhares de leitos. Módulo a módulo, os hospitais vão sendo montados a partir das peças que chegam das fábricas.


Imagens da TV estatal chinesa CGTN mostraram tratores nivelando o solo para receber os blocos pré-fabricados. Enquanto os primeiros módulos eram montados, operários preparavam as instalações elétricas.

As obras seguem dia e noite sem parar. Mais de mil pessoas trabalham nas duas obras, ainda de acordo com a TV estatal.

Uma transmissão ao vivo da construção está disponibilizada pela TV oficial do regime chinês. E
Confira a timelapse abaixo:

Cúpula Presbiteriana repudia ato de pastor que usou o templo para colher assinaturas para criação do Aliança pelo Brasil

Após um pastor presbiteriano em Londrina (PR) abrir a igreja para coletar assinaturas em prol da criação do partido do presidente Jair Bolsonaro, a cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) divulgou nota sinalizando contrariedade à articulação. O reverendo Emerson Patriota “desafiou” membros da Igreja Presbiteriana Central, no Norte do Paraná, a assinarem a lista de apoio à criação do Aliança pelo Brasil. O movimento foi organizado pelo deputado Filipe Barros (PSL-PR), aliado de Bolsonaro e membro da instituição.

Em nota, a Igreja Presbiteriana do Brasil informou que a instituição “não é apolítica” e tem um compromisso histórico com a democracia, mas afirmou que “em nenhum momento apresentou ou apresenta apoio a qualquer partido político.” Após o movimento de Londrina, a instituição foi pressionada para se posicionar oficialmente. Nos bastidores, a atitude do pastor no Paraná incomodou a cúpula da igreja.

“Em resolução de sua reunião ordinária em 1990, o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil orienta seus concílios em geral que evitem apoio ostensivo a partidos políticos e que as igrejas não cedam seus templos ou locais de culto a Deus para debates ou apresentações de cunho político”, diz a nota. A cúpula da igreja também relatou que a opinião pessoal de membros ou pastores não refletem o posicional oficial da instituição. 

Entenda
O pastor Emerson Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), pediu aos fiéis que assinassem a ficha de apoio à criação do partido Aliança Pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro. 

O pedido aconteceu durante o culto do último domingo (26) e se tornou uma grande polêmica na imprensa, pois representantes de um cartório da cidade estavam na igreja para reconhecer as assinaturas.

O reverendo explicou aos participantes do culto que os funcionários do cartório estavam presentes e que os interessados em conhecer o novo partido poderiam procurá-los.

“Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares”, disse o pastor Emerson.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Bolsonaro recebe sertanejos e produtores, que pedem fim da meia-entrada

O presidente Jair Bolsonaro recebeu hoje (29), no Palácio do Planalto, promotores de eventos culturais, artistas e cantores sertanejos, que foram manifestar apoio ao atual governo.

“Nós agradecemos esse voluntário apoio. Alguns até perderam seus contratos com as respectivas empresas e foram perseguidos, mas isso não foi em vão”, disse o presidente durante a cerimônia.

Bolsonaro colocou-se à disposição do grupo para receber propostas e analisar a edição de decretos que beneficiem o setor cultural e de eventos. O presidente disse ainda que é apaixonado pela música sertaneja e que vai este ano à tradicional Festa do Peão de Barretos, em agosto na cidade do interior de São Paulo.

O locutor de rodeios Cuiabano Lima, o humorista Dedé Santana e cantores como João Neto e Frederico, Henrique e Juliano e Teodoro e Sampaio participaram do encontro na Presidência da República. Os artistas também entregaram uma carta de apoio ao governo.

Fim da meia-entrada

Em discurso, o representante da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori, defendeu o fim da meia-entrada em eventos culturais. “Não pode o Estado brasileiro intervir na economia e tomar 50% da receita de alguns setores sem compensação. Nós precisamos corrigir essa injustiça histórica”, afirmou. 

No Brasil, a política de meia-entrada é definida pela Lei Federal nº12.933/2013 que garante o benefício para estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos em espetáculos artístico-culturais e esportivos. Alguns estados e municípios também tem suas leis regionais que estendem o benefício, por exemplo, a professores. 

De acordo com a legislação, 40% dos ingressos de um evento devem ser destinados à meia-entrada. A partir disso, os promotores podem cobrar o valor total.

Caramoni pediu ainda ao presidente Bolsonaro a regulamentação de questões trabalhistas do setor e um novo modelo de cobrança de direitos autorais.

Hoje, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), uma associação privada, é dos responsável pela arrecadação dos direitos autorais das músicas tocadas em execução pública no Brasil.

Emissoras de rádio e televisão, shows, eventos, internet, bares, restaurantes, casas de espetáculos, lojas, boates, cinemas, academias, hotéis, plataformas de streaming, entre outros, são cobrados por direitos autorais. No ano passsado, O Ecad distribuiu R$ 986,5 milhões para 383 mil artistas e outros titulares. Exame